sexta-feira, 18 de agosto de 2017

Leopoldina - a biografia íntima





Lendo no Kindle,livro que foi "brinde" da Amazon meses atrás.Queria ler alguma coisa leve,mas que não fosse ficção e, pra fazer a fila dos e-books andar, escolhi este.
Não tinha informação nenhuma sobre a edição e vi que é tradução de uma espanhola(ou em castelhano de algum país da América Latina?).
Sobre a Leopoldina tenho nas estantes o Cartas de uma Imperatriz(citado como uma das  fontes no a Biografia Íntima) livro muito interessante que estabelece uma biografia a partir da correspondência , e Uma Habsburgo no trono brasileiro(este também está por ler) .
A figura dela é muito trágica,como a de muitas "princesas",morreu jovem depois de uma infinidade de gravidezes(é assim este plural?) e abortos,além da morte dos filhos pequenos - e fora ter casado com o Pedro I que não era exatamente uma pessoa "fácil".Perdida nesta colônia de Portugal ,muito distante da sua Viena ,do meio cultural em que se criou,da sua enorme família e de qualquer amparo ou proteção.
Ainda li pouco,mas nada diferente do que já sabia sobre seus primeiros anos.Estou chegando na parte em que combinam seu casamento.O fim da história todos já sabemos,mas quero ver como este livro mostra a sequência de eventos para colocá-la como uma das responsáveis pela Independência - História a partir  dos  personagens "secundários" tem sempre um viés interessante.

quarta-feira, 9 de agosto de 2017

Saramago:As Intermitências da Morte



Este Saramago "escapou"de mim - durante os anos 90/2000 consegui ler quase todos os livros dele logo após serem publicados,mas só guardei os meus preferidos o Evangelho Segundo Jesus Cristo,A História do Cerco de Lisboa e o Memorial do Convento - quase guardei também o Ensaio sobre a Cegueira,mas é um livro tão "duro" que acho que nunca mais vou querer ler algum dia.Talvez o Todos os Nomes e o Ano da morte de Ricardo Reis ainda "voltem" ao acervo,mas não tão já.

Este As Intermitências da Morte  todo mundo que leu elogia , eu comecei e a história é muito irônica,mostra o que acontece quando de repente ninguém mais morre,as "soluções " encontradas e as diversas facetas da sociedade,das autoridades,os empresários,as famílias,os bandidos,todo mundo "envolvido" .Comecei e li 25% do livro numa sentada,mas estou "economizando" pra não acabar logo e eu aproveitar ao máximo a leitura.Ele tem "o texto do Saramago" - pontuação majoritária com vírgulas,sem travessões para os diálogos e é só pegar o rítmo que a leitura flui bem.Estou gostando bastante,vamos ver como termina.

segunda-feira, 7 de agosto de 2017

Um filme que tem a leitura como enredo

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Este filme é lento,mas impactante.A história de um encontro/desencontro que tem a leitura como canal de aproximação entre duas pessoas que muito provavelmente não se relacionariam,mas que apesar de tudo mantém uma ligação fortíssima,e os livros são  por onde passa o afeto.A aquisição da capacidade de ler/escrever humaniza uma personagem "dura",seca,improvável de ser sentimental,mas que se transforma quando passa a ser uma leitora.
Eu gostei demais ,além do tema me interessar muito,a Kate Winslet e o Ralph Fiennes estão incríveis.

sexta-feira, 4 de agosto de 2017

Leiturinha rápida:Manual prático de bons modos em livrarias

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Ri bastante lendo os "causos" acontecidos em livrarias entre leitores e livreiros ,mas ri muito mesmo.Depois(sempre tem um depois) parei pra pensar na falta de educação básica,na falta de conhecimento e cultura,no quão distante de muita gente é entrar em livrarias,consumir livros e até trabalhar com eles para quem não tem o costume de ler,daí a história perdeu bastante a graça.

quinta-feira, 3 de agosto de 2017

E no espacinho que faltava preencher....




...coloquei as últimas aquisições.Estou me controlando e fugindo das ofertas,tem livro demais me esperando pra ser lido e eu estou num momento "devagar" na leitura,dando um tempo maior entre uma e outra pra não sobrecarregar a cabeça e deixar passar batido - apesar das minhas críticas,li muita coisa legal este ano,saí da minha zona de conforto e num balanço,tive mais leituras aproveitáveis que não.


quinta-feira, 27 de julho de 2017

Pra falar de biblioteca tenho que falar da minha


Esta semana estão falando muito de bibliotecas,usando a #abibliotecadaminhacidade,pra falar daquelas que frequentam.
Mas não ,não frequento bibliotecas públicas.Tenho o "meu canto no sofá" pra ler e não tem como ler em outro lugar - a poltrona que fica exatamente no "quarto dos livros" está em desuso.Fora meu acervo pessoal que é grande.
Comecei a ter estantes na época da faculdade(idos dos anos 80) e desde então o acervo foi mudando dependendo dos gostos das épocas.Já foi pau a pau ficção/não ficção(sou formada em História e sim,sempre fui uma "compradora" de livros - não tenho filhos,sou sozinha,gasto meu dinheiro do meu jeito),hoje em dia é 3/5 ficção.Tenho alguns livros que resistiram aos expurgos que de tempos em tempos eu fiz para ter mais espaço(há cada vez que mudei de casa foi um) e este ano(culpa das promoções da Amazon e dos Booktubers - sim sou influenciável) meu acervo tem uma parte novinha em folha de não lidos.Muita coisa diferente do meu habitual.
Digo e repito:é muito livro pra pouca vida,tem muitos e muitos autores para conhecer e por mais que tenha lido de tudo,garanto que tem algum gênero que ainda não me pegou.Fora as releituras que acontecem ,ultimamente para ler no original - conhecer um livro em sua língua natal é demais,mesmo já "conhecendo o enredo" é sempre uma outra história - e eu tenho aproveitado meu francês para isso.Não vejo a hora de conseguir ler em inglês,já comecei com pequenos textos,quero alcançar mais este patamar de leitura.Daí,quantos mais eu vou querer?!?!
Onde vou colocar tanto livro?!?!?

A gente tem que ter espaço!Eu estou "na última prateleira"


Tem só  um espacinho no alto de uma das estantes e um "buraco" ainda vazio em uma das  prateleiras - isto se eu conseguir continuar a não fazer "fila dupla" em cada uma delas.


E os e-books(quando consigo grátis ou por precinho camarada)também se acumulam no Kindle!!!


Minha casa não tem luxos,nem móveis novos,tudo já é "vintage",mas minha biblioteca é incrível e eu não canso de olhar pra ela,pegar nos livros,rearranjar.

Sei que é "luxo" prum país que nem saneamento básico garante para a maioria da população,mas por mim,cada casa teria a sua.

sábado, 22 de julho de 2017

Les Liaisons Dangereuses - Choderlos de Laclos


Um verdadeiro romance em correspondências,delicioso de ler desde o início e olha que eu já tinha lido traduzido(há eras atrás) e visto o filme(com a Glenn Close e o John Malkovickh) mil vezes.É uma nova visão desta história,uma leitura muito fluída e gostosa.E melhor ainda ,o e-book estava de graça na Amazon,não tinha como não aproveitar!Tem vários em "domaine public" na aba e-books em francês é só procurar.
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quarta-feira, 12 de julho de 2017

Vida e Destino,já estou com saudades

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Terminei ontem a leitura deste livro e confesso que já estou com saudades dos personagens,fiquei com um gostinho de quero mais.
Tendo a Batalha de Stalingrado(Segunda Guerra Mundial) como pano de fundo,acompanhamos (com alguma dificuldade no começo,devido aos nomes russos não serem fáceis ,depois a gente se acostuma) a vida de alguns grupos de pessoas:principalmente a família de Chtrum,sua esposa e filha,suas cunhadas e cunhados,enteado,sobrinhos,mãe e sogra( reconhecia as personagens conforme apareciam e pelas situações)que passam pelos perrengues da guerra contra o nazismo vivendo durante o stalinismo na antiga União Soviética.
A luta é contra os nazistas,acontece numa sociedade autoritária e controladora - todo mundo tem algum problema com as "autoridades" e os grupos agem conforme são afetados por elas.Comida,trabalho,moradia,agasalho,aquecimento,tudo depende do Estado(o "grande irmão" está em todos os lugares) e de como os "cidadãos" estão localizados nesta sociedade "igualitária"(só que não).
Há ainda os militares,os presos em campo de concentração nazista e também os presos políticos num campo de trabalhos forçados soviético.Cada grupo com vários "tipos",diversos e com motivações variadas
Há o  "problema judeu" que os soviéticos também tinham,tanto quanto os nazistas.Há os soldados alemães,mostrados de maneira mais intimista,sem estereótipos - tanta quanto os soviéticos.Há o problema da ocupação de territórios  e da expulsão de populações - o convívio difícil com o diferente,o não igual.As dificuldades do dia a dia na guerra.

São inúmeras situações,colocadas com alguns intervalos entre elas - acompanhamos o que acontece e às vezes os personagens ficam um tempo sem aparecer ,a luta para se manter num sociedade policialesca ,os embates pessoais,os amores possíveis(sem "romance"),o enfrentamento da morte,as dificuldades da miséria,a esperança ou falta dela.
O caráter humano sobressai,ninguém é herói ou vilão completamente, tudo depende do que acontece e das reações provocadas.E acompanhamos todos e dá vontade de "ajudar",de estar junto,fazer parte.

Não é o livro da minha vida,mas gostei muito - eu adoro histórias com recorte temporal e esta mostrando um episódio da Segunda Guerra(apesar de eu já ter assistido a n filmes" Stalingrado")é muito rica,humana e "moderna" -  é literatura engajada politicamente, é uma "denuncia" do modo de vida daquela população de 70 anos atrás,um período não tão longíqüo assim,mas já distante da realidade atual.E a vida mostrada é verossímil,parecem verdadeiros os personagens ,não são rasos.E suas histórias tocam o humano que há em cada um de nós.

terça-feira, 27 de junho de 2017

Duas leiturinhas rápidas(infanto-juvenis da Cosac Naify)



Antony Penrose  na infância conheceu e conviveu com Picasso ,porque seu pai também era pintor e os artistas se visitavam.Guardou na memória e em souvenirs(desenhos e fotos reproduzidas no livro)recordações destas visitas e adulto,fez este livro gracinha,numa edição super bonita e caprichada.



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Neste aqui as ilustrações são o carro chefe,mostrando a Vila Rica do séc XVIII,para ilustrar um momento marcante da história.Não,não conta "toda" Inconfidência - apesar de textinho de apoio no final- é mais focada no poeta e sua musa,mas a parte visual rouba o interesse que o texto poderia ter.




Dois livrinhos lindos de viver(eu sou vítima das ofertas da Amazon sobre o espólio da Cosac) e duas leituras rápidas e gostosas.

domingo, 25 de junho de 2017

E-book em português de Portugal:Poe





Já é o segundo e-book que eu pego com tradução para o português da terrinha (o primeiro foi O Último Moicano) e que eu não sabia a origem - fui só de olho no preço,baratíssimo na Amazon(diferente de muitos outros títulos vendidos a preço de livro impresso) - e estou tropeçando um pouco na leitura.Mas agora sei que Centaur é uma edição de lá ,para não confundir as capas com as da Penguim/Cia das Letras.
Eu li Poe esporadicamente ,conto perdidos em tempos atrás ,queria voltar a ler e esta edição tem os contos em ordem cronológica,mas não está sendo fácil e os três que li até agora ficaram truncados e talvez tenha a ver com a escrita original,mais que a tradução.Mas aos poucos eu vou terminar esta leitura porque quero comparar com duas edições físicas e suas traduções mais modernas para ver se ,finalmente,vou alcançar o "Poe" que muita gente idolatra.Sem prazo para terminar,work in progress.

quinta-feira, 8 de junho de 2017

Abduzida pelo Netflix!

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House od Cards,Designeted Survivor,Best caul Saul,Scandal,Moonlight,Frontier,Saints&Strangers e sei lá mais quantas séries e quantos filmes.Cabeça só tem dado para TV,mais nada!

quarta-feira, 31 de maio de 2017

Terminei o último das "leituras paralelas"

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Enfim!Este livro está rodando por aí há tempos,ficou encostado e entre as outras leituras e eu perdi o fio da meada.Não vou mais pegar várias coisas pra ler porque até terminar tudo,pluft!o que tinha lido no começo já se foi e particularmente nessa leitura,o conteúdo é muito rico e ficou perdido pelos intervalos.

Parei com os Romans do Dumas há uns meses e este era o último começado que ainda estava por ler.
Quero ler coisas mais ágeis e me preparar pra leitura em conjunto(do projeto do Livrada!) do Vida e Destino que é um "livrão" e eu não quero mais uma leitura arrastada,já tive o suficiente por este ano.

segunda-feira, 29 de maio de 2017

Para voltar a ler:Lenormand na veia!

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Chegou!Dois meses de espera,mas é um momento ótimo para esta leitura.Rir faz bem e acompanhada por Voltaire ,melhor ainda.
Frederic Lenormand consegue nos aproximar da França nos anos 30 do séc XVIII e coloca um Voltaire vivo,com suas manias e hábitos esdruxúlos desvendando mistérios e sempre acompanhado por seu faz tudo e pela marquise du Chatêlet.É um time em que as tiradas reúnem humor e um pouco de "filosofia",e sempre são muito gostosos de ler.Este é o sétimo da série .

sexta-feira, 26 de maio de 2017

Preguiça!

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Não,não é ressaca literária comme il faut.Não li nada que me abalasse as estruturas nem que tenha me deixado mexida,tocada demais.É preguiça mesmo - tantos livros e eu só com vontade de desatrazar o conteúdo da Netflix!

segunda-feira, 22 de maio de 2017

Tolstói:terminei os contos

Tous les Contes de Léon Tolstoi (151 Contes, fables et nouvelles): La Mort d'Ivan Ilitch + Hadji Mourad + D'où vient le mal + Le Filleul + Les Deux Vieillards ... le moujik + Trois amis etc. (French Edition) by [Tolstoï, Léon]



Não sei se esta edição é completa apesar do "tous" do título,achei bem abrangente,com uma variedade grande de escritos,mas sei que demorou um bocado para terminar.Esta leitura foi no "intervalo" entre outros livros,em e-book ,desde o começo do ano e só agora finalizei.
Gostei da maioria,só as fábulas e quetais no final do livro não acrescentaram muito no quesito literário - creio que fizeram parte das mensagens que Tolstói queria transmitir,bem como muitos contos de viés religioso.
Senti falta de alguma introdução ou texto de apoio,uma "localização" melhor deles no tempo e na obra ,mas estas edições de domínio público são baratas exatamente porque juntam uma "obra" e a divulgação,mas sem critérios técnicos.Ao menos nas que eu baixei,nenhum e-book do mesmo tipo tinha referências críticas,só os textos literários  mesmo.
E será que eu perdi alguma coisa do texto por ele estar em francês?Acho que não.A maioria das traduções para o português vieram do francês e só agora que editoras como a falecida Cosac Naify e Editora 34 tem russos traduzidos direto do original.
Agora,os "livrões" dos Tolstói(Ana Karenina e Guerra e Paz),não serão por agora, eu preciso de tempo - tem muita coisa que eu quero ler e tenho que ir dosando clássicos,contemporâneos,nacionais,estrangeiros,etc
E de melhores edições,por preços razoáveis não as fortunas que estão cobrando por aí.

sexta-feira, 19 de maio de 2017

Você sabe o que é TBR?


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Significa "To be read"(gíria dos booktubers),para ser lido,para ler - aqueles livros que estão parados na estante e ainda não foram lidos,tem gente que estabelece uma ordem para ler,faz projetos,faz listas.Tem gente que faz uma "TBR JAR",um pote com os  nomes de livros não lidos escritos em papel para escolher a próxima leitura,tipo sorteio.
Eu não estabeleço metas TBR ,vou escolhendo as leituras conforme as vontades vão aparecendo ou conforme me sinto em relação à leitura - tem horas que estou mais disposta ao "novo",tem horas que só quero o bem estar de um mundo conhecido(acabei o Portador do Fogo do Bernard Cornwell ontem e sim,mais do mesmo,mas eu adorei) e tem momentos como agora que se eu fosse estabelecer um TBR seria terminar os livros já começados e que estão ainda em andamento(os contos do Tolstói,A história do mundo em 100 objetos - dos romans do Dumas eu dei uma parada já faz um tempo)antes que fiquem esquecidos,para depois explorar o (muito) que ainda falta que está pelas estantes.
E sim,tem vontade que passa e tem outras que ficam "chamando" a gente - tô precisando ler alguma não ficção o quanto antes,só não quero nada "técnico"(meu lado historiadora tem ficado cada vez mais preguiçoso).
Mas ler,sim,sempre.tem tido um pouco de TV e um pouquinho de tricô,mas a leitura,desta eu não largo.

quarta-feira, 17 de maio de 2017

Trocas de livros pelo Skoob

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Descobri o jeito de me livrar de alguns livros lidos e que estavam à toa aqui - porque ou eu não gostei ou já li e não pretendia fazer releitura.Fazer trocas,mas não em feirinhas ou algum outro evento presencial,trocar os livros à distancia.
Para quem faz parte do Skoob é só se atualizar para o Plus e colocar uma listinha dos livros que tem para troca,esperar alguém escolhê-los,enviar pelo correio,esperar que cheguem (a greve dos correios bagunçou um pouco minhas primeiras trocas) e assim ficar com créditos para poder escolher livros de outras pessoas.
No começo eu estava desconfiada,como,mandar livros antes de receber algum?Mas só enviando para conseguir créditos e aí sim,escolher os livros desejados - não não tem tudo o que eu quero,mas tem um bom número de escolhas possíveis.E o estado físico do livro?Para uma das minhas solicitadoras eu enviei foto do livro a pedido,antes dela concretizar a solicitação,mas é só ter bom senso e não enviar cacarecos(todos os que enviei estavam como novos ).Das minhas solicitações o correio só entregou uma e estava em ótimo estado e pela apresentação do livro na página de troca,dá pra ver pela edição se é mais velho,mais novo  e os detalhes.
Sim,depender dos correios é a grande desvantagem do "sistema" porque para que o custo não fique muito alto,os envios são feitos através da modalidade "Impresso - registro econômico(ou módico)" e demora para ser entregue.Dois dos que enviei(para dois estados do nordeste) em fins de abril não foram entregues até hoje e as que eu espero,bem,só esperar é o que tem pra fazer.Neste quesito eu estou em desvantagem pois já enviei todos os livros solicitados e só recebi um dos que pedi.
Mas achei um jeito ótimo de não deixar livros parados e de ao mesmo tempo,não sobrecarregar as estantes com aquisições - custo tem o do correio,mas a não ser que a pessoa seja muito mão-de-vaca,dá pra bancar sem nenhum problema.



segunda-feira, 15 de maio de 2017

Sotaques | "O Paraíso são os outros" (Valter Hugo Mãe)






No seu mais recente post a Camila Navarro do canal Viaggiando falou sobre Literatura Lusófona(link aqui    https://www.youtube.com/watch?v=YVuWhHACJ8Y)
porque no projeto que faz para conhecer a escrita de 198 países os de Língua Portuguesa ela já leu todos!!Daí que ela encontrou este vídeo com uma leitura com todos os sotaques lusófonos e eu copiei pra cá porque gostei muito,aproveitem.

sexta-feira, 12 de maio de 2017

O "Bernard Cornwell" da vez




O volume 10 das Crônicas Saxônicas enfim chegou!Já estava em pré-venda em abril e só agora finalmente foi lançado e enviado(sim,eu comprei na pré-venda,pura ansiedade).
Adoro a história do Uther e a ambientação na Inglaterra invadida pelos vikings é incrível e não,não gostei muito da série(The Last Kingdom) o ator que o representa deixa mmuuiiitttoooo a desejar,em compensação o que faz o Alfredo está ótimo.
E para quem não gosta de séries,bem,esta desmente qualquer possibilidade de enrolação ou "esticada" à toa.Acompanhamos nosso herói desde a infância e agora ele já é um "velho"(50 anos) e sim,torcemos para que reconquiste seu domínio  e pare de se ferrar.Leitura da hora!



quarta-feira, 10 de maio de 2017

Gostar da leitura não quer dizer gostar de todos os livros

A imagem pode conter: pessoas sentadas e planta


Tem uma coisa que não sei fazer que é "fazer tipo".Gosto de ler mas não por isso vou ficar posando de muito sensível,intelectual ou o que seja.Tenho muita curiosidade com o que não conheço,bastante curiosidade com histórias que já vi filmadas  e ainda não li o original e nenhuma,mas nenhuma vontade de ficar me "mostrando" por causa de livros.Gostar é muito pessoal e livro que não me atinge,não tem como elogiar.E livro chato(pra mim) vou chamar de chato mesmo.O fato de ser "clássico" não o exime .E não,não me sinto obrigada a ler "lançamentos" só porque são hypados - isto mais me afasta do que atrai.
As tão aclamadas fantasias custam a me pegar.Não sou muito fã do nosso mundo,mas ainda acho mais interessante ler sobre ele do que sobre qualquer mundo fictício,a não ser que seja um mundo muito atraente(tipo a Terra Média;ou Westeros e suas confusões que  superam a escrita nem tão boa assim do GRR Martin) e sim,que tenha analogias com o nosso.As ficções históricas me pegam porque trabalham com alguma possibilidade dentro do que se chama "real".
Romance água com açúcar eu passo longe.Quase nada do que leio tem historinhas de amor - e quando tem pode ter certeza que é livro dos românticos franceses do séc XIX,Dumas principalmente,mas as suas histórias tem tanta aventura que até o açucarado passa.Prefiro mil vezes uma Jane Austen,mostrando a crueza das relações sociais e amorosas a qualquer "história de amor" - que me lembre,de eras atrás e também do romantismo,só o A Moreninha me encantou.
Mas descobri que "saga de heróis",dependendo da maneira como são trabalhadas,também me agradam.Daí eu gostar tanto dos livros do Bernard Cornwell.Não,não acho que sejam livros "para meninos",ou não só para.
E apesar de tentar sair um pouco dessa minha zona de conforto,sinto falta de estar lendo mais "os meus gêneros".Não tem tempo útil de vida pra ler tudo o que quero,descobrir novos autores(pra mim) e ainda dar conta dos lançamentos "na minha área".Ficar com uma multidão de livros para ler(compulsão consumista livreira,sim,eu tive uns surtos) está me angustiando um pouco porque sei que não dá pra dar conta de tudo,então,quero mesmo é ler o que gosto ou o que me atrai de verdade e não perder tempo só porque o livro tem "nome"(sim os quase dois meses lendo Os Miseráveis pesaram,gostei da história,não de como foi contada e a "preocupação social",bem,eu sou de origem "pobre" e sei o que a sociedade é de sentir na pele e não por ler em algum livro) ou alguma fama.Quero ler melhor,mas sem me privar do que gosto.


segunda-feira, 8 de maio de 2017

O último Moicano

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Nunca tinha lido esta história, e só a conheço do filme com o Daniel Day Lewis.A tradução é antiga e o texto é no português de Portugal (não atentei para este detalhe quando comprei o e-book),tem que ter um esforcinho para compreensão,ao menos nestes primeiros momentos  de apresentação do ambiente e dos personagens.Lembro de ter gostado do filme,vamos ver se o enredo "original"  também me conquista.Estou nesta vibe de ler "aventuras",mas estas antiguinhas.E este sobre a colonização e as guerras no início do que se tornou os Estados Unidos é ainda especial.

sexta-feira, 5 de maio de 2017

MSP

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(fotos da internet)


Vou entrar em falência com as promoções da Amazon!
Dessa vez,atualizei meu mundo "Maurício de Souza" para o século XXI - novos artistas recriando os personagens clássicos,em edições grandonas e algumas em capa dura (as em versão cartão são bem boas também).Adoro!E só comprei porque estavam mais em conta mesmo e ainda tinha um desconto específico para compras só de HQs,os preços "de capa" são salgados  e foi uma escolha difícil decidir quais deles comprar,são muitos e estão sendo lançados há algum tempo e eu estava bem atrasada com estas publicações.
Mais leituras desencanadas,estou precisando.


quarta-feira, 3 de maio de 2017

As aventuras de Tom Sawyer




Já li os quatro do meu box Aventura - lembrando :As Aventuras de Hucleberry Fynn,A Ilha do Tesouro,Viagem ao centro da Terra, e Aventuras de Simbad o Marujo e só este último não me agradou - o filme com efeitos do Ray Harrihausen é imbatível,apesar de bem velhinho;o livro é um "extrato" das Mil e uma Noites e a narrativa conta as peripécias mas não atrai como leitura.
E pra continuar a mesma vibe,peguei este Aventuras de Tom Sawyer para desanuviar a cabeça e rir um pouco(terminei Os Miseráveis e sim,pesou).Este como os anteriores é texto integral e não adaptação juvenil, é um texto leve que até em seus momentos de suspense(sim,Indio Joe já apareceu!) não fica carregado.Estava precisando disso.E a edição é ilustrada além de ter um pouco do  texto em fundo negro - dar uma variada nos fundos de página é uma idéia bem boa.

quarta-feira, 26 de abril de 2017

E então...

Nenhum texto alternativo automático disponível.


.... já cheguei na última parte dos Miseráveis,a quinta, e agora vou apelar para a que baixei no kindle porque minhas edições são incompletas,Dei até um tempo maior de intervalo ,descansando da leitura,para voltar à carga com vontade.Este livro é exigente,a gente tem que ter paciência com as digressões - e não tem as reviravoltas como nos Dumas - são detalhes demais e a cabeça não registra tudo não,pelo menos comigo estou "progredindo" sem "carregar" tudo,fica só o principal mesmo.
E revi o filme - tão criticado - de 1998 só pra me certificar que sim,os personagens são marcantes,mas a trama do livro é extensa ,prêmio para os roteiristas que "enxugaram" a história para o cinema .E ainda quero achar o meu DVD da versão musical pra daí aproveitar mesmo.Repito,a história é muito boa,o livro é que não me agrada tanto assim.

segunda-feira, 24 de abril de 2017

Opsanie Swiata - Veronica Stigger

Opisanie Swiata



E então Opalka,polonês,recebe uma carta de Natanael,seu filho que ele nem sabia existir,pedindo-lhe que venha para  O Brasil para vê-lo antes que morra,pois está com uma doença desconhecida e está se debilitando.Opalka vem e durante o trajeto, de trem e de navio, cruza com umas figuras estranhas,um que o acompanha até o fim da sua viagem e passam por situações também esquisistas,mas não é isso que importa e sim que a viagem termine ,só que não acontece o encontro,Opalka chega depois da morte do filho e com a eclosão da guerra ,também não pode voltar para a Polônia.Só aí temos uma marcação de tempo mais específica,até então  só se sabia que era no século XX - uma série de cartões postais,programas de navio e algumas fotos são os indícios e sim,é uma edição caprichada da falecida CosacNaify - também não se tem passado de nenhum personagem,o que se sabe é o que vai aparecendo no desenrolar do enredo - um texto curto e recheado de "extras" como dito acima.Leitura de uma sentada e tinha tudo para ser ruim é não foi!Gostoso de ler,rápido e sem enrolação,uma surpresa(comprei numa das promoções da Amazon porque estava baratíssimo e sem saber nada do livro)


PS:o título é uma frase em polonês que o Opalka escreve já no finzinho da história

PS2:apesar do nome a autora é brasileira e o livro,recente,foi premiado - não tenho mais informação nenhuma a respeito

sexta-feira, 21 de abril de 2017

Meu primeiro Nelson Rodrigues

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A frase título é uma daquelas que muita gente repete mas não sabe a origem e nem de quando ficou famosa.Pois é,Nelson Rodrigues foi o pai do teatro "moderno" no Brasil,chocou  os conservadores e colocou a vida da classe média -média baixa  urbana na berlinda.A Fernanda Montenegro em mais de uma entrevista conta o que foi encenar Nelson Rodrigues,a fúria que encaravam, a hostilidade de parte da platéia,fora a censura e as críticas pesadas.
O texto é apresentado como uma farsa e a crítica às hipocrisias sociais impera,mas é um texto datado(primeira apresentação em 1957,60 anos atrás),tem falas eminentemente machistas(tipo a mulher gosta de apanhar e coisas do tipo)  e hoje em dia está totalmente ultrapassado.Valeu pra conhecer,mas não conseguiu ser nem engraçado nem crítico,acho que seu tempo já passou,não tem sentido agora no séc XXI.

quarta-feira, 19 de abril de 2017

E quando a gente já leu,lembra até da sensação,mas não se lembra dos livros?

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Essa coisa da gente ser leitor desde sempre deixa alguns cacoetes, chega uma hora em que, eu pelo menos,tenho certeza de já ter lido alguns autores,lembro da sensação da leitura,mas se me perguntar detalhes ,não vai sair nada.
Kafka,Clarice Lispector,Lygia Fagundes Telles,alguns livros do Érico Veríssimo(o Tempo e o Vento não,é marcante demais pra se esquecer e ainda teve a minissérie para ajudar a lembrar),e muitos mais ficaram pelo caminho,perdidos na memória ou na falta dela.Dino Buzatti,Aldous Huxley,tenho certeza que já li,não lembro uma linha!
Eu lembro da claustrofobia que me dava lendo Kafka,do desconforto dos textos da Clarice,mas se me perguntarem qual livro específico,sei falar da Metamorfose e da  Construção dele e da Hora da Estrela,dela,sendo que li muita coisa de ambos.
Graciliano Ramos também,sei que li alguns livros,mas ,diz se eu lembro?
Sei que não tem como a memória guardar tudo,mas não ficar nada é esquisito.Sou uma leitora atenta,mas leio muita coisa seguida,não fico sem ler a não ser um dia ou outro perdido no ano.
Daí eu penso,será que a memória "limpou" porque não entendi o que li?No caso da Lygia Fagundes Telles tenho quase certeza,eu era muito menina pra pegar o texto dela;da Clarice eu já li "adulta",e mesmo assim,foi pro brejo.E daqueles muitos que não gostei,por que raios eu lembraria?
Das leituras "do tempo de escola",funcionaram para a época,não tive problemas de compreensão e interpretação de textos,mas quem era Quincas Borba mesmo?Em compensação,a Aurélia Camargo é minha "ídola" desde sempre.
Do Eça,também,lembro de ter lido em seqüência os textos (como eu fazia com todos os autores que "pegava") e só ficou o Raposão da Relíquia na minha lembrança.Cadê o resto?

Será que estas histórias todas só "passaram" por mim,fizeram a sua parte e foram embora porque é assim que funciona?E por quê tanta gente lembra com tantos detalhes de leituras de outras épocas?Será que é por terem lido menos?Melhor?Ou registram as leituras,escrevendo,por exemplo(ou como os Booktubers que fazem vídeos?).

Daí,lembro também,eu não guardei os livros - já contei das minhas mudanças de casa e dos expurgos nas estantes para continuar a ter espaço para mais livros - não tinha como.Mas será que se ainda tivesse todo o acervo eu teria tempo para reler?Não tenho conseguido reler nem os que tenho aqui e tinha mais ou menos programado pra ler novamente!

Estranho "sentir saudade",ou uma nostalgia do que não lembro!Será que acontece com todo mundo?





segunda-feira, 17 de abril de 2017

E pra continuar....

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...a leitura dos Misérables tive que "mudar de livro".A esperta aqui tinha o vol I da Le livre de Poche e não tinha atentado que era só uma parte da história.Daí,taca fuçar nas livrarias online(não eu não vou numa livraria física há eras) e é lógico que não encontrei a "continuação" da mesma edição.Só achei(num bom preço e não em edição resumida) este Tome II da Pocket e....ele também não vai até o fim da história!Daí desencanei( encontrei quase de graça) e baixei a última parte no Kindle  - bem como uma versão integral em português para garantir qualquer possível "buraco" entre as minhas edições..Ufa!Esforço pra conseguir finalizar o quanto antes - é o tipo de leitura que,se parar,eu vou largar o livro - e olha que estou gostando apesar de tudo ,então,bola pra frente.

sexta-feira, 14 de abril de 2017

Lendo algo de "antes do Renascimento"?!Só que não.




Uma literatura antes "da literatura".Teatro é das coisas mais antigas que existem na humanidade e os  gregos(também os roomanos) são  os pais das escritas ocidentais, e pra incrementar um pouquinho as leituras e ler algo de tempo remotos(sugestão do Desafio Livrada!),escolhi este "livrinho",mas não atentei para o" tradução e adaptação",pois é ,o Millôr modernizou a coisa então,ao invés de versos como deveria ser,o texto passou para uma prosa e comum,não sei se só pra facilitar a leitura,espero que tenha mantido o espírito da coisa - como é uma comédia as "piadas" parecem todas saídas de algum humorístico,bem bobinhas algumas vezes;nada tem jeito de "antigo",por isso a dúvida quanto às modificações.
E do que se trata? De uma greve feita pelas mulheres para que os homens parem as guerras.Greve?!Sim,de sexo.E daí,dá-lhe piadinhas sobre lanças em riste,estado de sua ânsia,e muitos similares sobre os "estado" em que os homens ficaram.E dar papéis principais  ou com algum poder "para mulheres"(sendo que só homens eram atores) numa sociedade que as subjugava pode ser o que de interessante o texto traga - se bem que nas tragédias as mulheres também "apareciam"(vide Medéia, Jocasta no Édipo,entre outras).Mas não sei nada de teoria sobre teatro,é achismo puro.
Ou só porque este texto chegou até nós?Sim,2400 anos mais ou menos nos "afastam" do enredo,mas não ficou assim longe nesta tradução/atualização.
A leitura leva pouco menos de duas horas,talvez o tempo da encenação?Li "correntemente",só imaginei as "falas em coro" quando estas marcações apareciam - porque acho que é uma das diferenças  entre o teatro antigo e o moderno - e eu não sou "público de teatro",apesar de gostar assisti à pouquíssimas peças na minha vida,não sei das diferenças com a marcação e movimentação dos atores quais as mudanças de tempo aconteceriam.
No mais,é engraçadinha mas nada de matar de rir.Gostaria de ler uma versão que tivesse mantido a métrica original pra ver se a compreensão seria a mesma,porque esta leitura não trouxe nada de diferente de uma leitura de um texto atual,fugindo da proposta de ler algo de antes do renascimento.

quarta-feira, 12 de abril de 2017

E os livros "como objeto"?

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Eu tenho livros de todos os jeitos possíveis:edições antigas de banca com capa dura,edições vindas de sebo,idem,edições simples mas que tem quase 30 anos que estão comigo e estão meio assim,livros de edições simples,mas de qualidade que não se deformaram com a leitura;dos meus franceses tem um bom número "de poche"(pocket, em papel simples quase jornal e com capa sem orelhas) ;livros com o maravilhoso papel pólen soft que tem um toque incrível ,fora que as folhas amareladas não cansam a vista, e livros de arte e /ou cinema que são lindos por si só.

Mas ultimamente me vejo tentada  com as edições que estão caprichadíssimas,capa dura,papel bom.Livro é gostoso de pegar,de cheirar de passar a mão - mas em alguns casos os preços são proibitivos e em outros,acho que não valem a pena principalmente porque existem boas edições e por preços camaradas.
A L&PM,a Cia de Bolso e a Saraiva de bolso são exemplos - os livros desta última,em promoção estavam a menos de 4 reais mês passado,como ignorar?

Daí é pensar na leitura só e simplesmente ,livro de bolso tem a diagramação conforme o tamanho da página e tem sempre letras pequenas numa "mancha"(a quantidade de texto) apertada - não não é legal,mas é possível.Atrapalha a leitura?Em textos menores não,mas lendo um calhamaço em pocket,ui,além da dor na mãos para aguentar o livro,ainda tem as letras espremidas - a vantagem fica só no preço mesmo.

Mas quando combina de ser uma edição de qualidade com um preço pagável,como resistir?As liquidações do acervo da Cosac Naify mostraram que se os preços enxutos tivessem sido praticados antes,talvez a editora continuasse a existir sem problemas.


E vendo através dos leitores de internet(que são os que eu tenho "acesso") ,esse mercado se não está em expansão,é um dos que cresce,com certeza e a maioria das editoras tem investido em caprichar mais nos seus volumes para agradar mais,é evidente(tirando os livros "capa de filme,o horror,o horror,o horror!).

Pra quem como eu lembra das edições ,por exemplo,da Paz e Terra ,da Brasiliense,da antiga Civilização Brasileira, que era o que existia nos anos 80/90 e que além da desgraça na diagramação,descolavam as páginas,este é um novo paraíso,o das edições "gostosas" de ler e de pegar,com marcador de fitilho ,folha de guarda e ilustrações,uma delícia!

Alguma coisa neste país tem que ser de qualidade e agradar,que sejam os livros.


segunda-feira, 10 de abril de 2017

entre tempos...

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Mais um livro pra intercalar as leituras - este é não ficção - e estava parado há tempos,virou um table book sem ser(ficou na mesinha lateral na sala à toa),mas é gostoso de ler e dá uma "limpada" na mente.E eu gosto de sair das ficções um pouco.


Lembrando:

Leitura "principal" Os Miseráveis"
Leitura interrompida no momento: os romans do Dumas(enquanto estava com os textos curtos estava bom e desde o último que li,começaram os textos mais longos daí dei um tempo)
Leitura desde o começo do ano:Tous les contes do Tolstói(também vai indo,devagarinho agora também porque começaram os textos mais longos)
Box Aventura:desta vez vou de Viagem ao centro da Terra e comprei as Aventuras de Tom Sawyer que estava "faltando" pro grupinho.

sexta-feira, 7 de abril de 2017

Por quê Victor Hugo é um clássico?

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Porque o danado "prende " a gente!!!!

Ô leitura lenta,sim,os tempos mortos e digressões dos Miseráveis fazem parte da obra e são famosos,mas só experimentando pra ter idéia e saber que,apesar deles, a leitura é boa,o enredo prende ,há cada acontecimento os personagens se envolvem mais entre si e sim,passamos por qualquer empecilho para descobrir o que vai acontecer com eles!
E este enredo principal supera a idade do livro e as motivações "de época" do autor,ele atinge a gente,nos importamos com o que vai acontecendo.isso porque já conheço a história através do cinema,imagine se não fosse bom?
Quando canso pego outra leitura "rápida",mas não dá pra largar o livrão.

quarta-feira, 5 de abril de 2017

Homens imprudentemente poéticos




Desta vez é uma aldeia pobre num Japão do passado(não definido),dois homens, um artesão de leques o outro oleiro.O primeiro vive com uma irmã cega e com uma criada,o segundo perde a mulher e faz do quimono que ela usava um estandarte para ainda ficar com algo da sua presença.
O artesão mata bichinhos para "ver o futuro" e além disso não suporta beleza,destrói o canteiro de flores que o oleiro havia criado no sopé da montanha,que aliás é conhecida por ser "a dos suicidas";pisa as violetas nativas;pega o quimono  e o esconde.Provacam-se os dois,mas vão levando a vida,um com uma raiva impotente,o outro,procurando embelezar sua solidão.O artesão "vende" a irmã para um homem de outra aldeia e a leva pela montanha deixando-a à espera de seu destino e da sua felicidade - ele não tem como saber disso e fica com mais  culpa por tê-la entregue.
O oleiro se embriaga,o artesão não consegue sair da sua raiva até que é "punido" por um monge e passa o castigo abraçado com seu medo,quase materializado.Passam-se mais alguns incidentes até que o artesão encontra uma forma de beleza que reproduz em seus leques,os quais não quer mais vender apesar da grande procura.O oleiro depois de receber de volta o quimono da mulher,usa-o nas chamas de seu forno,deixando que ela finalmente se vá por completo.
O artesão "cheio" da beleza,fura os olhos e passa a ser um "mendigo",o oleiro e ele passam a ter algum relacionamento.Tudo isso sob a montanha dos suicidas,seus animais e possíveis entidades.

Bonito?Por vezes ,sim.Tocante?Também.

Mas por que parece que eu não captei bem o espírito da coisa?Entendi as palavras,não compreendi o sentido total delas.É a tal da prosa "poética",não é direta ,é preciso mergulhar fundo na história e isso eu não consegui.


segunda-feira, 3 de abril de 2017

Descobri um "país" que lê?!?!

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Num país com o déficit educacional como o nosso eu tenho me impressionado com a população consumidora de livros que encontrei pela internet.Não,consumo não significa nem mais inteligência,nem mais cultura,nem melhores escolhas,mas pensando na realidade econômica da maioria,ter uma folga no orçamento destinada a livros,mesmo que sejam apenas de entretenimento,uau!Acho bárbaro!

Porque, se está difícil encher a geladeira,como encher uma estante ?


Eu lembro que mais ou menos a partir dos 14 anos,sempre que arranjava um dinheirinho dava um jeito pra comprar algum livro,mas era um aqui ,outro ali.Mas os que a escola pedia,minha mãe sempre deu um jeito de comprar,nunca ficamos sem.Depois,ela dava dinheiro para que comprássemos os livros que a Abril Cultural publicava e fizemos mais de uma coleção com os livros de banca de jornal - mas eram livros de "todos",não tinha essa de "meu".Mas a partir do momento que comecei a trabalhar, livros e filmes fizeram parte da minha cesta básica,nunca fiquei sem e minha biblioteca só cresceu,mesmo eu não tendo mantido o "acervo" durante todos esses anos(já falei dos expurgos que tive que fazer nas estantes há cada mudança de casa).Meus irmãos também são leitores desde sempre,cada um com seus gostos particulares - fora a formação escolar/profissional diferente.

Mas sei que nem pra todo mundo houve essa possibilidade,então ver as pessoas "consumindo livros" pra mim é uma coisa incrível,mostra que ao menos um lado do consumismo pode-se chamar de bom.Sei que vão argumentar que muito do que é comprado é lixo da indústria cultural,mas ao menos não são drogas químicas,nem bebidas,nem sei lá mais o que de ruim que também atrai as pessoas e só as bestializa mais- pra uma juventude exposta  a música e entretenimento em geral de baixíssima qualidade ,ler por si só é uma vitória.

Se divertir com livros foi sempre o "meu" divertimento e mesmo trabalhando em escola durante quase trinta anos  ,raramente encontrei alguém que também fosse leitor,para mim era uma "coisa" da minha família.

E lembrando que comecei com a Coleção Vaga Lume e fui acrescentando e ampliando(a meu ver), dá pra imaginar que estes leitores de best sellers também vão alcançar outros horizontes e vão continuar leitores,o que acho sensacional e uma prova que apesar  da educação ser o que é,as pessoas(uma parte ao menos) têm conseguido superar os entraves e ir melhorando como gente,sim,pois acho que quem lê está passos adiante de quem não lê - na minha vida inteira percebi as diferenças entre quem buscava informação e cultura e quem se contentava com a TV.
Ainda há esperanças !Alguma leitura é melhor que nada .



sexta-feira, 31 de março de 2017

Grupos de Leitores&Booktubers

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Confesso que não tenho a mínima vontade de fazer grupo de leitura presencial,tenho meus hábitos literários e entre eles se encontra estar no meu sofá meio espalhada,meio esticada e ir mudando estas posições.Me sentar em roda ou círculo vai me lembrar demais as rodas de leitura que fazia com alunos(fora as reuniões pedagorréicas) e não,isso pra mim já deu o que tinha que dar.Fazer discussões sobre as leituras?!?!Gosto de ler e falar um pouco sobre o que leio,agora,discussões "profundas" e "a sério",no thanks,minha cabeça da tilt,rsss.Mas tem muita gente que vai e gosta e os Leia Mulheres de várias cidades pelo país  são  citados com muitos elogios ,mas acho segmentado demais(ler só mulheres?!?Isso não restringe demais?).
Daí tem os grupos de "leitores" no Facebook:o Skoob, o que você anda lendo?,Papo de Leitor,Indique um Livro &Citações e mais alguns,com a predominância de jovens e seus "costumes".Confesso que acompanho só para "medir" o que acontece no "mundo normal",porque sei que sou uma leitora meio específica e que não tenho atração pelo que é de mídia e faz sucesso."Modinha" não me pega,mas acho interessante que ao menos estejam lendo,torcendo para que estendam estas leituras para além dos nichos jovem adulto(YA) e quetais.Fico meia  a "tia",no meio da molecada e me divirto com suas "coleções" - sim,não falam em ter biblioteca,mas muitos livros de só alguns autores "queridinhos".
O Livrada! existe por causa do canal do mesmo nome e é provocador,nada de condescendência com nossos maus hábitos de leitura,eles são "diferenciados",mais cult e sim,um pouco chatos e alguns até meio esnobes - fauna literária existe,este é só um dos segmentos.
Como os grupos que se formam no Whatsapp(ou será Whatzap?) e que também não me atrairam - é pra quem segura o celular o dia inteiro e o meu ou está em cima de alguma mesa ou dentro da bolsa.

Mas o que gosto mesmo são os Booktubers(youtubers sobre literatura),tenho acompanhado vários canais e sim,mais diversidade e muitas preferências,misturando leituras mais clássicas com os contemporâneos e sim,ampliando meus horizontes,mesmo que meu gosto não acompanhe tudo.tem os mais analíticos,os mais emocionais,um que está sempre "curioso" com tudo  e depois não sabe explicar bem a leitura e por aí vai.E sim,tem os Booktubers "para jovens" também e de jovens que tem gosto mais "formal" também,tem de tudo.E é muito bom escutar gente que se empolga com leitura,eu sou dessas.
É uma forma de obter informação sem precisar de jornais ou revistas específicas,que também são muito "nicho" e eu quero distância de intelectualidade pro forma,quero saber das novidades ,das edições mais recentes,da análise de livros que eu ainda quero ler  e ainda não deu, e eles dão muita informação deste tipo.

Aumenta um pouco a compulsão por comprar livros?!?!Sim,tem que dar uma controlada porque,por exemplo a Amazon - que é "parceira" de muitos canais -  faz promoções constantemente,mas além de não dar pra comprar tudo,haja tempo pra ler tudo e espaço para colocar os livros!Mas as ofertas são tentadoras.

Mas pra quem gosta de livros,tem um mundo ao alcance da mão e mesmo eu aqui,sozinha,consigo certa socialização em torno deles.

quarta-feira, 29 de março de 2017

Enfrentando o "livrão" : Les Misérables

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Livrão por vários motivos:tem 982 pág(nesta edição),apesar do tamanho poche(pocket) e é só a primeira parte! E é um dos clássicos dos clássicos - que eu só conhecia pelo cinema ( duas versões com o Liam Neeson e com o Hugh Jackman fazendo o Jean Valjean - não conheço essa da capa,com o Depardieu ,justo a francesa).E sim,apesar de "já saber a história" tem que ler pra pegar tudo e em francês porque,ora bolas,já está na hora de pegar os calhamaços e dar conta deles,este livro me "espera" na estante há doze anos!Passou da hora.
Não sei se vou dar conta tudo de uma vez,aos poucos acho que apreciarei melhor - talvez dê pra casar com outras leituras para enfrentar os tempos mortos do livro,tudo "demora" um pouco,os personagens são incluídos um a um - a divisão do livro é uma parte para cada um,mesmo que se entrelacem em meio a elas .Depois,conforme for progredindo eu volto e conto como vai indo a experiência.

E tem um grupo no Facebbok: #LENDOOSMISERÁVEIS2017 - eles começaram no carnaval,eu há uns dias.

PS:e como comprei separado a segunda parte não é da mesma edição que a primeira, quero ver  combinar as edições!!!Só comigo acontece dessas coisas!

segunda-feira, 27 de março de 2017

Letra e Música:Ruy Castro

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Oops,arrumando as estantes estes livrinhos me "pularam" nas mãos,e não quis deixar a leitura pra depois.A edição é bonitinha,os textos(antes publicados em jornal) estão separados em dois voluminhos que vem numa capinha plástica vermelha.
Delícia que é ler Ruy Castro,o homem é  "A" memória para tudo de música do séc XX,a gente vê passar tudo ,os personagens,os causos,e como ele escreve quase que se tivesse presenciado tudo.Eu sou fã confessa dele e tenho alguns dos seus livros,é uma cultura impressionante .
O único senão destes, apesar de ser da CosacNaify, é que os tipos são minúsculos e escritos em azul num livro,em vermelho no outro,cansam a vista fácil,mas foi uma leitura zás-trás,super rápida.E sempre deixa uma "saudade" de tempos não vividos.

PS:o volume 1 é sobre música
      o volume 2 é sobre literatura e jornalismo

sexta-feira, 24 de março de 2017

Rashômon e outros contos




Por causa do Desafio Livrada! cismei em ler algumas das categorias sugeridas e dentre elas estava a de autor(a) japonês(a) que eu nunca tinha  lido(apesar de ter o Musashi me esperando há tempos na estante), daí fui procurar os livros e, sem informação nenhuma sobre -  fora o título por causa do filme do Kurosawa - escolhi este por ser de contos,achei que seria uma leitura rápida,leve.
Quem dera!
O autor,Akutagawa suicidou-se aos 35 anos em 1927!E nos contos deste livro o que existe são exatamente as coisas que o atormentavam:religião(ele era cristão),a arte de escrever(ele era formado em literatura ocidental e bastante influenciado por ela),loucura (tinha casos na família ,inclusive sua mãe) e morte.Os dois primeiros contos ainda são leves,apesar do tema(morte),daí em diante a coisa vai pesando e se arrastando e pra chegar ao final,ufa!E o último conto é uma despedida,uma carta "prevendo" o suicídio,tétrico.
Fora a cacofonia dos nomes ,uma coisa que para mim atrapalhou bastante - nomes em línguas ocidentais são mais comuns e até os russos eu encaro melhor.
Bem,foi uma experiência e não ,não me atraiu para literatura japonesa ou para qualquer outra - não foi uma leitura "densa",foi pesada e chata mesmo.




quarta-feira, 22 de março de 2017

E então....





Ainda com os contos de Tolstói e me deparando ou com erros de revisão(contos repetidos) ou com problemas mesmo da edição,é um e-book enorme e não sei qual o critério para a seleção além do Tous(todos) do título - os famosos do senhor e do servo.a morte de Ivan Ilitch e os sobre religião já passaram e quando estava melhorando no aspecto literário,bum,a repetição de um conto longo que já apareceu nos começos do livro e outros com temática parecida a algum que estava antes - ruim não saber da edição,kindle tem disso.Devagar,mas caminhando nesta leitura pra não demorar demais para acabar(lembrando que comecei em janeiro,mas não quero que se arraste por muito tempo).

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Também já li A Ilha do Tesouro e as Aventuras do Hucleberry Fynn do meu box de Aventura da L&PM.São as versões integrais em traduções mais recentes e não as adaptações infantis que li num passado remoto,a edição é simples,só ruim os tipos muito pequenos e o texto "espremido" na página dos pocket books.



Ao mesmo tempo que quero desatrasar os clássicos,quero também continuar com os romances históricos e com os livros de escritores mais recentes,mas não dá tempo pra tudo!!!E quero enfrentar os "livrões",os calhamaços que também estão à espera.

segunda-feira, 20 de março de 2017

O santo sujo - a vida de Jayme Ovalle (Biografia)

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Pra "limpar o dial" eu gosto de umas não ficções entre as "literaturas" e escolhi esta biografia(adquirida num dos bota-fora CosacNaify que a Amazon fez no começo do ano) que estava numa listinha antiga de livros para ler.
É uma edição bonita,de capa dura,papel beginho,recheada de fotos.Pesada para quem está segurando o kindle mais que livros,ultimamente.


Mas:quem foi Jayme Ovalle?Era um dos da turma do Manuel Bandeira,Vinicius de Morais,Gilberto Freyre entre outros, no Rio de Janeiro nas primeiras décadas do século XX .Artista que como muitos deles veio de outros estados, foi funcionário público para se manter enquanto a arte rolava em paralelo.Mas,o que ficou da produção dele?Muito pouco,algumas músicas.Mas,qual o interesse,então?Bem,é pela pessoa e pelas interações que criou,um "amigo" de muitos e influenciador ,sendo que ,além dos já citados,Carlos Drummond de Andrade,Otto Lara Resende,Fernando Sabino e Mário de Andrade fizeram parte dos seus círculos de atividade,que incluía além dos escritores,o mundo da música(foi contemporâneo de Pixinguinha) onde o samba aparecia e as "expressões brasileiras se faziam valer;fora as relações de parentesco que vão se estabelecendo (até a Isabel do vôlei é citada com descendente de um dos "caras" da turma).

O mais gostoso do livro,a meu ver,foi a forma que o autor,Humberto Werneck,juntou as memórias para estabelecer a biografia.Jayme Ovalle aparece na fala de conhecidos e é personagem da correspondência entre eles.O papel dessa correspondência é vital para a manutenção dessas memórias e Manuel Bandeira aparece como parte primordial para que o trabalho de Jayme Ovalle tenha alguma relevância,por ter sido além de amigo,parceiro em composições e incentivador do talento não muito desenvolvido do camarada.Em suas cartas a Mário de Andrade e no que aparece em várias delas o personagem Ovalle fica bem caracterizado:inteligente apesar da pouca instrução,boêmio,funcionário público exemplar e com idéias meio mirabolantes com a "classificação" que criou para a humanidade em cinco categorias(Gnomonia) ,fora um misticismo católico permeando tudo.Aparece também em crônicas e poemas de vários dos "irmãozinhos" .

Dele diz o poetinha :"Jayme Ovalle é inclassificável.Tudo que pretendia defini-lo numa classificação sumária,fica aquém da realidade complexíssima que tem,no registro civil,o nome de Jayme Ovalle.Pode-se dizer que é músico,que é poeta,que é católico,que é amigo.É isso com efeito,e é muito mais".

E contam-se casos e casos de Ovalle e os amigos, uma  escrita em torno de um personagem,que vitaliza e humaniza a todos.Vão se mostrando  e também à  História do país que  aparece como pano de fundo.E é engraçado ler as notícias pelas cartas e perceber o humor ou o temperamento dos nossos grandes escritores por fora de sua obra.As cartas aqui aparecem como sua "rede social".Uma certa intimidade fica exposta mas de uma maneira agradável.

Texto bom para conhecer os autores além da obra e sentir um pouco da atmosfera do que então era a capital do país.E sim,todos estes nomes(que eu não sei se têm significado para quem é do séc XXI) foram jovens e sim,as circunstâncias da vida (casamentos,parentela,desentendimentos) por mais mesquinhos que sejam,acontecem pra todo mundo.