sexta-feira, 26 de maio de 2017

Preguiça!

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Não,não é ressaca literária comme il faut.Não li nada que me abalasse as estruturas nem que tenha me deixado mexida,tocada demais.É preguiça mesmo - tantos livros e eu só com vontade de desatrazar o conteúdo da Netflix!

segunda-feira, 22 de maio de 2017

Tolstói:terminei os contos

Tous les Contes de Léon Tolstoi (151 Contes, fables et nouvelles): La Mort d'Ivan Ilitch + Hadji Mourad + D'où vient le mal + Le Filleul + Les Deux Vieillards ... le moujik + Trois amis etc. (French Edition) by [Tolstoï, Léon]



Não sei se esta edição é completa apesar do "tous" do título,achei bem abrangente,com uma variedade grande de escritos,mas sei que demorou um bocado para terminar.Esta leitura foi no "intervalo" entre outros livros,em e-book ,desde o começo do ano e só agora finalizei.
Gostei da maioria,só as fábulas e quetais no final do livro não acrescentaram muito no quesito literário - creio que fizeram parte das mensagens que Tolstói queria transmitir,bem como muitos contos de viés religioso.
Senti falta de alguma introdução ou texto de apoio,uma "localização" melhor deles no tempo e na obra ,mas estas edições de domínio público são baratas exatamente porque juntam uma "obra" e a divulgação,mas sem critérios técnicos.Ao menos nas que eu baixei,nenhum e-book do mesmo tipo tinha referências críticas,só os textos literários  mesmo.
E será que eu perdi alguma coisa do texto por ele estar em francês?Acho que não.A maioria das traduções para o português vieram do francês e só agora que editoras como a falecida Cosac Naify e Editora 34 tem russos traduzidos direto do original.
Agora,os "livrões" dos Tolstói(Ana Karenina e Guerra e Paz),não serão por agora, eu preciso de tempo - tem muita coisa que eu quero ler e tenho que ir dosando clássicos,contemporâneos,nacionais,estrangeiros,etc
E de melhores edições,por preços razoáveis não as fortunas que estão cobrando por aí.

sexta-feira, 19 de maio de 2017

Você sabe o que é TBR?


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Significa "To be read"(gíria dos booktubers),para ser lido,para ler - aqueles livros que estão parados na estante e ainda não foram lidos,tem gente que estabelece uma ordem para ler,faz projetos,faz listas.Tem gente que faz uma "TBR JAR",um pote com os  nomes de livros não lidos escritos em papel para escolher a próxima leitura,tipo sorteio.
Eu não estabeleço metas TBR ,vou escolhendo as leituras conforme as vontades vão aparecendo ou conforme me sinto em relação à leitura - tem horas que estou mais disposta ao "novo",tem horas que só quero o bem estar de um mundo conhecido(acabei o Portador do Fogo do Bernard Cornwell ontem e sim,mais do mesmo,mas eu adorei) e tem momentos como agora que se eu fosse estabelecer um TBR seria terminar os livros já começados e que estão ainda em andamento(os contos do Tolstói,A história do mundo em 100 objetos - dos romans do Dumas eu dei uma parada já faz um tempo)antes que fiquem esquecidos,para depois explorar o (muito) que ainda falta que está pelas estantes.
E sim,tem vontade que passa e tem outras que ficam "chamando" a gente - tô precisando ler alguma não ficção o quanto antes,só não quero nada "técnico"(meu lado historiadora tem ficado cada vez mais preguiçoso).
Mas ler,sim,sempre.tem tido um pouco de TV e um pouquinho de tricô,mas a leitura,desta eu não largo.

quarta-feira, 17 de maio de 2017

Trocas de livros pelo Skoob

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Descobri o jeito de me livrar de alguns livros lidos e que estavam à toa aqui - porque ou eu não gostei ou já li e não pretendia fazer releitura.Fazer trocas,mas não em feirinhas ou algum outro evento presencial,trocar os livros à distancia.
Para quem faz parte do Skoob é só se atualizar para o Plus e colocar uma listinha dos livros que tem para troca,esperar alguém escolhê-los,enviar pelo correio,esperar que cheguem (a greve dos correios bagunçou um pouco minhas primeiras trocas) e assim ficar com créditos para poder escolher livros de outras pessoas.
No começo eu estava desconfiada,como,mandar livros antes de receber algum?Mas só enviando para conseguir créditos e aí sim,escolher os livros desejados - não não tem tudo o que eu quero,mas tem um bom número de escolhas possíveis.E o estado físico do livro?Para uma das minhas solicitadoras eu enviei foto do livro a pedido,antes dela concretizar a solicitação,mas é só ter bom senso e não enviar cacarecos(todos os que enviei estavam como novos ).Das minhas solicitações o correio só entregou uma e estava em ótimo estado e pela apresentação do livro na página de troca,dá pra ver pela edição se é mais velho,mais novo  e os detalhes.
Sim,depender dos correios é a grande desvantagem do "sistema" porque para que o custo não fique muito alto,os envios são feitos através da modalidade "Impresso - registro econômico(ou módico)" e demora para ser entregue.Dois dos que enviei(para dois estados do nordeste) em fins de abril não foram entregues até hoje e as que eu espero,bem,só esperar é o que tem pra fazer.Neste quesito eu estou em desvantagem pois já enviei todos os livros solicitados e só recebi um dos que pedi.
Mas achei um jeito ótimo de não deixar livros parados e de ao mesmo tempo,não sobrecarregar as estantes com aquisições - custo tem o do correio,mas a não ser que a pessoa seja muito mão-de-vaca,dá pra bancar sem nenhum problema.



segunda-feira, 15 de maio de 2017

Sotaques | "O Paraíso são os outros" (Valter Hugo Mãe)






No seu mais recente post a Camila Navarro do canal Viaggiando falou sobre Literatura Lusófona(link aqui    https://www.youtube.com/watch?v=YVuWhHACJ8Y)
porque no projeto que faz para conhecer a escrita de 198 países os de Língua Portuguesa ela já leu todos!!Daí que ela encontrou este vídeo com uma leitura com todos os sotaques lusófonos e eu copiei pra cá porque gostei muito,aproveitem.

sexta-feira, 12 de maio de 2017

O "Bernard Cornwell" da vez




O volume 10 das Crônicas Saxônicas enfim chegou!Já estava em pré-venda em abril e só agora finalmente foi lançado e enviado(sim,eu comprei na pré-venda,pura ansiedade).
Adoro a história do Uther e a ambientação na Inglaterra invadida pelos vikings é incrível e não,não gostei muito da série(The Last Kingdom) o ator que o representa deixa mmuuiiitttoooo a desejar,em compensação o que faz o Alfredo está ótimo.
E para quem não gosta de séries,bem,esta desmente qualquer possibilidade de enrolação ou "esticada" à toa.Acompanhamos nosso herói desde a infância e agora ele já é um "velho"(50 anos) e sim,torcemos para que reconquiste seu domínio  e pare de se ferrar.Leitura da hora!



quarta-feira, 10 de maio de 2017

Gostar da leitura não quer dizer gostar de todos os livros

A imagem pode conter: pessoas sentadas e planta


Tem uma coisa que não sei fazer que é "fazer tipo".Gosto de ler mas não por isso vou ficar posando de muito sensível,intelectual ou o que seja.Tenho muita curiosidade com o que não conheço,bastante curiosidade com histórias que já vi filmadas  e ainda não li o original e nenhuma,mas nenhuma vontade de ficar me "mostrando" por causa de livros.Gostar é muito pessoal e livro que não me atinge,não tem como elogiar.E livro chato(pra mim) vou chamar de chato mesmo.O fato de ser "clássico" não o exime .E não,não me sinto obrigada a ler "lançamentos" só porque são hypados - isto mais me afasta do que atrai.
As tão aclamadas fantasias custam a me pegar.Não sou muito fã do nosso mundo,mas ainda acho mais interessante ler sobre ele do que sobre qualquer mundo fictício,a não ser que seja um mundo muito atraente(tipo a Terra Média;ou Westeros e suas confusões que  superam a escrita nem tão boa assim do GRR Martin) e sim,que tenha analogias com o nosso.As ficções históricas me pegam porque trabalham com alguma possibilidade dentro do que se chama "real".
Romance água com açúcar eu passo longe.Quase nada do que leio tem historinhas de amor - e quando tem pode ter certeza que é livro dos românticos franceses do séc XIX,Dumas principalmente,mas as suas histórias tem tanta aventura que até o açucarado passa.Prefiro mil vezes uma Jane Austen,mostrando a crueza das relações sociais e amorosas a qualquer "história de amor" - que me lembre,de eras atrás e também do romantismo,só o A Moreninha me encantou.
Mas descobri que "saga de heróis",dependendo da maneira como são trabalhadas,também me agradam.Daí eu gostar tanto dos livros do Bernard Cornwell.Não,não acho que sejam livros "para meninos",ou não só para.
E apesar de tentar sair um pouco dessa minha zona de conforto,sinto falta de estar lendo mais "os meus gêneros".Não tem tempo útil de vida pra ler tudo o que quero,descobrir novos autores(pra mim) e ainda dar conta dos lançamentos "na minha área".Ficar com uma multidão de livros para ler(compulsão consumista livreira,sim,eu tive uns surtos) está me angustiando um pouco porque sei que não dá pra dar conta de tudo,então,quero mesmo é ler o que gosto ou o que me atrai de verdade e não perder tempo só porque o livro tem "nome"(sim os quase dois meses lendo Os Miseráveis pesaram,gostei da história,não de como foi contada e a "preocupação social",bem,eu sou de origem "pobre" e sei o que a sociedade é de sentir na pele e não por ler em algum livro) ou alguma fama.Quero ler melhor,mas sem me privar do que gosto.


segunda-feira, 8 de maio de 2017

O último Moicano

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Nunca tinha lido esta história, e só a conheço do filme com o Daniel Day Lewis.A tradução é antiga e o texto é no português de Portugal (não atentei para este detalhe quando comprei o e-book),tem que ter um esforcinho para compreensão,ao menos nestes primeiros momentos  de apresentação do ambiente e dos personagens.Lembro de ter gostado do filme,vamos ver se o enredo "original"  também me conquista.Estou nesta vibe de ler "aventuras",mas estas antiguinhas.E este sobre a colonização e as guerras no início do que se tornou os Estados Unidos é ainda especial.

sexta-feira, 5 de maio de 2017

MSP

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(fotos da internet)


Vou entrar em falência com as promoções da Amazon!
Dessa vez,atualizei meu mundo "Maurício de Souza" para o século XXI - novos artistas recriando os personagens clássicos,em edições grandonas e algumas em capa dura (as em versão cartão são bem boas também).Adoro!E só comprei porque estavam mais em conta mesmo e ainda tinha um desconto específico para compras só de HQs,os preços "de capa" são salgados  e foi uma escolha difícil decidir quais deles comprar,são muitos e estão sendo lançados há algum tempo e eu estava bem atrasada com estas publicações.
Mais leituras desencanadas,estou precisando.


quarta-feira, 3 de maio de 2017

As aventuras de Tom Sawyer




Já li os quatro do meu box Aventura - lembrando :As Aventuras de Hucleberry Fynn,A Ilha do Tesouro,Viagem ao centro da Terra, e Aventuras de Simbad o Marujo e só este último não me agradou - o filme com efeitos do Ray Harrihausen é imbatível,apesar de bem velhinho;o livro é um "extrato" das Mil e uma Noites e a narrativa conta as peripécias mas não atrai como leitura.
E pra continuar a mesma vibe,peguei este Aventuras de Tom Sawyer para desanuviar a cabeça e rir um pouco(terminei Os Miseráveis e sim,pesou).Este como os anteriores é texto integral e não adaptação juvenil, é um texto leve que até em seus momentos de suspense(sim,Indio Joe já apareceu!) não fica carregado.Estava precisando disso.E a edição é ilustrada além de ter um pouco do  texto em fundo negro - dar uma variada nos fundos de página é uma idéia bem boa.

quarta-feira, 26 de abril de 2017

E então...

Nenhum texto alternativo automático disponível.


.... já cheguei na última parte dos Miseráveis,a quinta, e agora vou apelar para a que baixei no kindle porque minhas edições são incompletas,Dei até um tempo maior de intervalo ,descansando da leitura,para voltar à carga com vontade.Este livro é exigente,a gente tem que ter paciência com as digressões - e não tem as reviravoltas como nos Dumas - são detalhes demais e a cabeça não registra tudo não,pelo menos comigo estou "progredindo" sem "carregar" tudo,fica só o principal mesmo.
E revi o filme - tão criticado - de 1998 só pra me certificar que sim,os personagens são marcantes,mas a trama do livro é extensa ,prêmio para os roteiristas que "enxugaram" a história para o cinema .E ainda quero achar o meu DVD da versão musical pra daí aproveitar mesmo.Repito,a história é muito boa,o livro é que não me agrada tanto assim.

segunda-feira, 24 de abril de 2017

Opsanie Swiata - Veronica Stigger

Opisanie Swiata



E então Opalka,polonês,recebe uma carta de Natanael,seu filho que ele nem sabia existir,pedindo-lhe que venha para  O Brasil para vê-lo antes que morra,pois está com uma doença desconhecida e está se debilitando.Opalka vem e durante o trajeto, de trem e de navio, cruza com umas figuras estranhas,um que o acompanha até o fim da sua viagem e passam por situações também esquisistas,mas não é isso que importa e sim que a viagem termine ,só que não acontece o encontro,Opalka chega depois da morte do filho e com a eclosão da guerra ,também não pode voltar para a Polônia.Só aí temos uma marcação de tempo mais específica,até então  só se sabia que era no século XX - uma série de cartões postais,programas de navio e algumas fotos são os indícios e sim,é uma edição caprichada da falecida CosacNaify - também não se tem passado de nenhum personagem,o que se sabe é o que vai aparecendo no desenrolar do enredo - um texto curto e recheado de "extras" como dito acima.Leitura de uma sentada e tinha tudo para ser ruim é não foi!Gostoso de ler,rápido e sem enrolação,uma surpresa(comprei numa das promoções da Amazon porque estava baratíssimo e sem saber nada do livro)


PS:o título é uma frase em polonês que o Opalka escreve já no finzinho da história

PS2:apesar do nome a autora é brasileira e o livro,recente,foi premiado - não tenho mais informação nenhuma a respeito

sexta-feira, 21 de abril de 2017

Meu primeiro Nelson Rodrigues

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A frase título é uma daquelas que muita gente repete mas não sabe a origem e nem de quando ficou famosa.Pois é,Nelson Rodrigues foi o pai do teatro "moderno" no Brasil,chocou  os conservadores e colocou a vida da classe média -média baixa  urbana na berlinda.A Fernanda Montenegro em mais de uma entrevista conta o que foi encenar Nelson Rodrigues,a fúria que encaravam, a hostilidade de parte da platéia,fora a censura e as críticas pesadas.
O texto é apresentado como uma farsa e a crítica às hipocrisias sociais impera,mas é um texto datado(primeira apresentação em 1957,60 anos atrás),tem falas eminentemente machistas(tipo a mulher gosta de apanhar e coisas do tipo)  e hoje em dia está totalmente ultrapassado.Valeu pra conhecer,mas não conseguiu ser nem engraçado nem crítico,acho que seu tempo já passou,não tem sentido agora no séc XXI.

quarta-feira, 19 de abril de 2017

E quando a gente já leu,lembra até da sensação,mas não se lembra dos livros?

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Essa coisa da gente ser leitor desde sempre deixa alguns cacoetes, chega uma hora em que, eu pelo menos,tenho certeza de já ter lido alguns autores,lembro da sensação da leitura,mas se me perguntar detalhes ,não vai sair nada.
Kafka,Clarice Lispector,Lygia Fagundes Telles,alguns livros do Érico Veríssimo(o Tempo e o Vento não,é marcante demais pra se esquecer e ainda teve a minissérie para ajudar a lembrar),e muitos mais ficaram pelo caminho,perdidos na memória ou na falta dela.Dino Buzatti,Aldous Huxley,tenho certeza que já li,não lembro uma linha!
Eu lembro da claustrofobia que me dava lendo Kafka,do desconforto dos textos da Clarice,mas se me perguntarem qual livro específico,sei falar da Metamorfose e da  Construção dele e da Hora da Estrela,dela,sendo que li muita coisa de ambos.
Graciliano Ramos também,sei que li alguns livros,mas ,diz se eu lembro?
Sei que não tem como a memória guardar tudo,mas não ficar nada é esquisito.Sou uma leitora atenta,mas leio muita coisa seguida,não fico sem ler a não ser um dia ou outro perdido no ano.
Daí eu penso,será que a memória "limpou" porque não entendi o que li?No caso da Lygia Fagundes Telles tenho quase certeza,eu era muito menina pra pegar o texto dela;da Clarice eu já li "adulta",e mesmo assim,foi pro brejo.E daqueles muitos que não gostei,por que raios eu lembraria?
Das leituras "do tempo de escola",funcionaram para a época,não tive problemas de compreensão e interpretação de textos,mas quem era Quincas Borba mesmo?Em compensação,a Aurélia Camargo é minha "ídola" desde sempre.
Do Eça,também,lembro de ter lido em seqüência os textos (como eu fazia com todos os autores que "pegava") e só ficou o Raposão da Relíquia na minha lembrança.Cadê o resto?

Será que estas histórias todas só "passaram" por mim,fizeram a sua parte e foram embora porque é assim que funciona?E por quê tanta gente lembra com tantos detalhes de leituras de outras épocas?Será que é por terem lido menos?Melhor?Ou registram as leituras,escrevendo,por exemplo(ou como os Booktubers que fazem vídeos?).

Daí,lembro também,eu não guardei os livros - já contei das minhas mudanças de casa e dos expurgos nas estantes para continuar a ter espaço para mais livros - não tinha como.Mas será que se ainda tivesse todo o acervo eu teria tempo para reler?Não tenho conseguido reler nem os que tenho aqui e tinha mais ou menos programado pra ler novamente!

Estranho "sentir saudade",ou uma nostalgia do que não lembro!Será que acontece com todo mundo?





segunda-feira, 17 de abril de 2017

E pra continuar....

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...a leitura dos Misérables tive que "mudar de livro".A esperta aqui tinha o vol I da Le livre de Poche e não tinha atentado que era só uma parte da história.Daí,taca fuçar nas livrarias online(não eu não vou numa livraria física há eras) e é lógico que não encontrei a "continuação" da mesma edição.Só achei(num bom preço e não em edição resumida) este Tome II da Pocket e....ele também não vai até o fim da história!Daí desencanei( encontrei quase de graça) e baixei a última parte no Kindle  - bem como uma versão integral em português para garantir qualquer possível "buraco" entre as minhas edições..Ufa!Esforço pra conseguir finalizar o quanto antes - é o tipo de leitura que,se parar,eu vou largar o livro - e olha que estou gostando apesar de tudo ,então,bola pra frente.

sexta-feira, 14 de abril de 2017

Lendo algo de "antes do Renascimento"?!Só que não.




Uma literatura antes "da literatura".Teatro é das coisas mais antigas que existem na humanidade e os  gregos(também os roomanos) são  os pais das escritas ocidentais, e pra incrementar um pouquinho as leituras e ler algo de tempo remotos(sugestão do Desafio Livrada!),escolhi este "livrinho",mas não atentei para o" tradução e adaptação",pois é ,o Millôr modernizou a coisa então,ao invés de versos como deveria ser,o texto passou para uma prosa e comum,não sei se só pra facilitar a leitura,espero que tenha mantido o espírito da coisa - como é uma comédia as "piadas" parecem todas saídas de algum humorístico,bem bobinhas algumas vezes;nada tem jeito de "antigo",por isso a dúvida quanto às modificações.
E do que se trata? De uma greve feita pelas mulheres para que os homens parem as guerras.Greve?!Sim,de sexo.E daí,dá-lhe piadinhas sobre lanças em riste,estado de sua ânsia,e muitos similares sobre os "estado" em que os homens ficaram.E dar papéis principais  ou com algum poder "para mulheres"(sendo que só homens eram atores) numa sociedade que as subjugava pode ser o que de interessante o texto traga - se bem que nas tragédias as mulheres também "apareciam"(vide Medéia, Jocasta no Édipo,entre outras).Mas não sei nada de teoria sobre teatro,é achismo puro.
Ou só porque este texto chegou até nós?Sim,2400 anos mais ou menos nos "afastam" do enredo,mas não ficou assim longe nesta tradução/atualização.
A leitura leva pouco menos de duas horas,talvez o tempo da encenação?Li "correntemente",só imaginei as "falas em coro" quando estas marcações apareciam - porque acho que é uma das diferenças  entre o teatro antigo e o moderno - e eu não sou "público de teatro",apesar de gostar assisti à pouquíssimas peças na minha vida,não sei das diferenças com a marcação e movimentação dos atores quais as mudanças de tempo aconteceriam.
No mais,é engraçadinha mas nada de matar de rir.Gostaria de ler uma versão que tivesse mantido a métrica original pra ver se a compreensão seria a mesma,porque esta leitura não trouxe nada de diferente de uma leitura de um texto atual,fugindo da proposta de ler algo de antes do renascimento.

quarta-feira, 12 de abril de 2017

E os livros "como objeto"?

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Eu tenho livros de todos os jeitos possíveis:edições antigas de banca com capa dura,edições vindas de sebo,idem,edições simples mas que tem quase 30 anos que estão comigo e estão meio assim,livros de edições simples,mas de qualidade que não se deformaram com a leitura;dos meus franceses tem um bom número "de poche"(pocket, em papel simples quase jornal e com capa sem orelhas) ;livros com o maravilhoso papel pólen soft que tem um toque incrível ,fora que as folhas amareladas não cansam a vista, e livros de arte e /ou cinema que são lindos por si só.

Mas ultimamente me vejo tentada  com as edições que estão caprichadíssimas,capa dura,papel bom.Livro é gostoso de pegar,de cheirar de passar a mão - mas em alguns casos os preços são proibitivos e em outros,acho que não valem a pena principalmente porque existem boas edições e por preços camaradas.
A L&PM,a Cia de Bolso e a Saraiva de bolso são exemplos - os livros desta última,em promoção estavam a menos de 4 reais mês passado,como ignorar?

Daí é pensar na leitura só e simplesmente ,livro de bolso tem a diagramação conforme o tamanho da página e tem sempre letras pequenas numa "mancha"(a quantidade de texto) apertada - não não é legal,mas é possível.Atrapalha a leitura?Em textos menores não,mas lendo um calhamaço em pocket,ui,além da dor na mãos para aguentar o livro,ainda tem as letras espremidas - a vantagem fica só no preço mesmo.

Mas quando combina de ser uma edição de qualidade com um preço pagável,como resistir?As liquidações do acervo da Cosac Naify mostraram que se os preços enxutos tivessem sido praticados antes,talvez a editora continuasse a existir sem problemas.


E vendo através dos leitores de internet(que são os que eu tenho "acesso") ,esse mercado se não está em expansão,é um dos que cresce,com certeza e a maioria das editoras tem investido em caprichar mais nos seus volumes para agradar mais,é evidente(tirando os livros "capa de filme,o horror,o horror,o horror!).

Pra quem como eu lembra das edições ,por exemplo,da Paz e Terra ,da Brasiliense,da antiga Civilização Brasileira, que era o que existia nos anos 80/90 e que além da desgraça na diagramação,descolavam as páginas,este é um novo paraíso,o das edições "gostosas" de ler e de pegar,com marcador de fitilho ,folha de guarda e ilustrações,uma delícia!

Alguma coisa neste país tem que ser de qualidade e agradar,que sejam os livros.


segunda-feira, 10 de abril de 2017

entre tempos...

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Mais um livro pra intercalar as leituras - este é não ficção - e estava parado há tempos,virou um table book sem ser(ficou na mesinha lateral na sala à toa),mas é gostoso de ler e dá uma "limpada" na mente.E eu gosto de sair das ficções um pouco.


Lembrando:

Leitura "principal" Os Miseráveis"
Leitura interrompida no momento: os romans do Dumas(enquanto estava com os textos curtos estava bom e desde o último que li,começaram os textos mais longos daí dei um tempo)
Leitura desde o começo do ano:Tous les contes do Tolstói(também vai indo,devagarinho agora também porque começaram os textos mais longos)
Box Aventura:desta vez vou de Viagem ao centro da Terra e comprei as Aventuras de Tom Sawyer que estava "faltando" pro grupinho.

sexta-feira, 7 de abril de 2017

Por quê Victor Hugo é um clássico?

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Porque o danado "prende " a gente!!!!

Ô leitura lenta,sim,os tempos mortos e digressões dos Miseráveis fazem parte da obra e são famosos,mas só experimentando pra ter idéia e saber que,apesar deles, a leitura é boa,o enredo prende ,há cada acontecimento os personagens se envolvem mais entre si e sim,passamos por qualquer empecilho para descobrir o que vai acontecer com eles!
E este enredo principal supera a idade do livro e as motivações "de época" do autor,ele atinge a gente,nos importamos com o que vai acontecendo.isso porque já conheço a história através do cinema,imagine se não fosse bom?
Quando canso pego outra leitura "rápida",mas não dá pra largar o livrão.

quarta-feira, 5 de abril de 2017

Homens imprudentemente poéticos




Desta vez é uma aldeia pobre num Japão do passado(não definido),dois homens, um artesão de leques o outro oleiro.O primeiro vive com uma irmã cega e com uma criada,o segundo perde a mulher e faz do quimono que ela usava um estandarte para ainda ficar com algo da sua presença.
O artesão mata bichinhos para "ver o futuro" e além disso não suporta beleza,destrói o canteiro de flores que o oleiro havia criado no sopé da montanha,que aliás é conhecida por ser "a dos suicidas";pisa as violetas nativas;pega o quimono  e o esconde.Provacam-se os dois,mas vão levando a vida,um com uma raiva impotente,o outro,procurando embelezar sua solidão.O artesão "vende" a irmã para um homem de outra aldeia e a leva pela montanha deixando-a à espera de seu destino e da sua felicidade - ele não tem como saber disso e fica com mais  culpa por tê-la entregue.
O oleiro se embriaga,o artesão não consegue sair da sua raiva até que é "punido" por um monge e passa o castigo abraçado com seu medo,quase materializado.Passam-se mais alguns incidentes até que o artesão encontra uma forma de beleza que reproduz em seus leques,os quais não quer mais vender apesar da grande procura.O oleiro depois de receber de volta o quimono da mulher,usa-o nas chamas de seu forno,deixando que ela finalmente se vá por completo.
O artesão "cheio" da beleza,fura os olhos e passa a ser um "mendigo",o oleiro e ele passam a ter algum relacionamento.Tudo isso sob a montanha dos suicidas,seus animais e possíveis entidades.

Bonito?Por vezes ,sim.Tocante?Também.

Mas por que parece que eu não captei bem o espírito da coisa?Entendi as palavras,não compreendi o sentido total delas.É a tal da prosa "poética",não é direta ,é preciso mergulhar fundo na história e isso eu não consegui.


segunda-feira, 3 de abril de 2017

Descobri um "país" que lê?!?!

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Num país com o déficit educacional como o nosso eu tenho me impressionado com a população consumidora de livros que encontrei pela internet.Não,consumo não significa nem mais inteligência,nem mais cultura,nem melhores escolhas,mas pensando na realidade econômica da maioria,ter uma folga no orçamento destinada a livros,mesmo que sejam apenas de entretenimento,uau!Acho bárbaro!

Porque, se está difícil encher a geladeira,como encher uma estante ?


Eu lembro que mais ou menos a partir dos 14 anos,sempre que arranjava um dinheirinho dava um jeito pra comprar algum livro,mas era um aqui ,outro ali.Mas os que a escola pedia,minha mãe sempre deu um jeito de comprar,nunca ficamos sem.Depois,ela dava dinheiro para que comprássemos os livros que a Abril Cultural publicava e fizemos mais de uma coleção com os livros de banca de jornal - mas eram livros de "todos",não tinha essa de "meu".Mas a partir do momento que comecei a trabalhar, livros e filmes fizeram parte da minha cesta básica,nunca fiquei sem e minha biblioteca só cresceu,mesmo eu não tendo mantido o "acervo" durante todos esses anos(já falei dos expurgos que tive que fazer nas estantes há cada mudança de casa).Meus irmãos também são leitores desde sempre,cada um com seus gostos particulares - fora a formação escolar/profissional diferente.

Mas sei que nem pra todo mundo houve essa possibilidade,então ver as pessoas "consumindo livros" pra mim é uma coisa incrível,mostra que ao menos um lado do consumismo pode-se chamar de bom.Sei que vão argumentar que muito do que é comprado é lixo da indústria cultural,mas ao menos não são drogas químicas,nem bebidas,nem sei lá mais o que de ruim que também atrai as pessoas e só as bestializa mais- pra uma juventude exposta  a música e entretenimento em geral de baixíssima qualidade ,ler por si só é uma vitória.

Se divertir com livros foi sempre o "meu" divertimento e mesmo trabalhando em escola durante quase trinta anos  ,raramente encontrei alguém que também fosse leitor,para mim era uma "coisa" da minha família.

E lembrando que comecei com a Coleção Vaga Lume e fui acrescentando e ampliando(a meu ver), dá pra imaginar que estes leitores de best sellers também vão alcançar outros horizontes e vão continuar leitores,o que acho sensacional e uma prova que apesar  da educação ser o que é,as pessoas(uma parte ao menos) têm conseguido superar os entraves e ir melhorando como gente,sim,pois acho que quem lê está passos adiante de quem não lê - na minha vida inteira percebi as diferenças entre quem buscava informação e cultura e quem se contentava com a TV.
Ainda há esperanças !Alguma leitura é melhor que nada .



sexta-feira, 31 de março de 2017

Grupos de Leitores&Booktubers

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Confesso que não tenho a mínima vontade de fazer grupo de leitura presencial,tenho meus hábitos literários e entre eles se encontra estar no meu sofá meio espalhada,meio esticada e ir mudando estas posições.Me sentar em roda ou círculo vai me lembrar demais as rodas de leitura que fazia com alunos(fora as reuniões pedagorréicas) e não,isso pra mim já deu o que tinha que dar.Fazer discussões sobre as leituras?!?!Gosto de ler e falar um pouco sobre o que leio,agora,discussões "profundas" e "a sério",no thanks,minha cabeça da tilt,rsss.Mas tem muita gente que vai e gosta e os Leia Mulheres de várias cidades pelo país  são  citados com muitos elogios ,mas acho segmentado demais(ler só mulheres?!?Isso não restringe demais?).
Daí tem os grupos de "leitores" no Facebook:o Skoob, o que você anda lendo?,Papo de Leitor,Indique um Livro &Citações e mais alguns,com a predominância de jovens e seus "costumes".Confesso que acompanho só para "medir" o que acontece no "mundo normal",porque sei que sou uma leitora meio específica e que não tenho atração pelo que é de mídia e faz sucesso."Modinha" não me pega,mas acho interessante que ao menos estejam lendo,torcendo para que estendam estas leituras para além dos nichos jovem adulto(YA) e quetais.Fico meia  a "tia",no meio da molecada e me divirto com suas "coleções" - sim,não falam em ter biblioteca,mas muitos livros de só alguns autores "queridinhos".
O Livrada! existe por causa do canal do mesmo nome e é provocador,nada de condescendência com nossos maus hábitos de leitura,eles são "diferenciados",mais cult e sim,um pouco chatos e alguns até meio esnobes - fauna literária existe,este é só um dos segmentos.
Como os grupos que se formam no Whatsapp(ou será Whatzap?) e que também não me atrairam - é pra quem segura o celular o dia inteiro e o meu ou está em cima de alguma mesa ou dentro da bolsa.

Mas o que gosto mesmo são os Booktubers(youtubers sobre literatura),tenho acompanhado vários canais e sim,mais diversidade e muitas preferências,misturando leituras mais clássicas com os contemporâneos e sim,ampliando meus horizontes,mesmo que meu gosto não acompanhe tudo.tem os mais analíticos,os mais emocionais,um que está sempre "curioso" com tudo  e depois não sabe explicar bem a leitura e por aí vai.E sim,tem os Booktubers "para jovens" também e de jovens que tem gosto mais "formal" também,tem de tudo.E é muito bom escutar gente que se empolga com leitura,eu sou dessas.
É uma forma de obter informação sem precisar de jornais ou revistas específicas,que também são muito "nicho" e eu quero distância de intelectualidade pro forma,quero saber das novidades ,das edições mais recentes,da análise de livros que eu ainda quero ler  e ainda não deu, e eles dão muita informação deste tipo.

Aumenta um pouco a compulsão por comprar livros?!?!Sim,tem que dar uma controlada porque,por exemplo a Amazon - que é "parceira" de muitos canais -  faz promoções constantemente,mas além de não dar pra comprar tudo,haja tempo pra ler tudo e espaço para colocar os livros!Mas as ofertas são tentadoras.

Mas pra quem gosta de livros,tem um mundo ao alcance da mão e mesmo eu aqui,sozinha,consigo certa socialização em torno deles.

quarta-feira, 29 de março de 2017

Enfrentando o "livrão" : Les Misérables

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Livrão por vários motivos:tem 982 pág(nesta edição),apesar do tamanho poche(pocket) e é só a primeira parte! E é um dos clássicos dos clássicos - que eu só conhecia pelo cinema ( duas versões com o Liam Neeson e com o Hugh Jackman fazendo o Jean Valjean - não conheço essa da capa,com o Depardieu ,justo a francesa).E sim,apesar de "já saber a história" tem que ler pra pegar tudo e em francês porque,ora bolas,já está na hora de pegar os calhamaços e dar conta deles,este livro me "espera" na estante há doze anos!Passou da hora.
Não sei se vou dar conta tudo de uma vez,aos poucos acho que apreciarei melhor - talvez dê pra casar com outras leituras para enfrentar os tempos mortos do livro,tudo "demora" um pouco,os personagens são incluídos um a um - a divisão do livro é uma parte para cada um,mesmo que se entrelacem em meio a elas .Depois,conforme for progredindo eu volto e conto como vai indo a experiência.

E tem um grupo no Facebbok: #LENDOOSMISERÁVEIS2017 - eles começaram no carnaval,eu há uns dias.

PS:e como comprei separado a segunda parte não é da mesma edição que a primeira, quero ver  combinar as edições!!!Só comigo acontece dessas coisas!

segunda-feira, 27 de março de 2017

Letra e Música:Ruy Castro

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Oops,arrumando as estantes estes livrinhos me "pularam" nas mãos,e não quis deixar a leitura pra depois.A edição é bonitinha,os textos(antes publicados em jornal) estão separados em dois voluminhos que vem numa capinha plástica vermelha.
Delícia que é ler Ruy Castro,o homem é  "A" memória para tudo de música do séc XX,a gente vê passar tudo ,os personagens,os causos,e como ele escreve quase que se tivesse presenciado tudo.Eu sou fã confessa dele e tenho alguns dos seus livros,é uma cultura impressionante .
O único senão destes, apesar de ser da CosacNaify, é que os tipos são minúsculos e escritos em azul num livro,em vermelho no outro,cansam a vista fácil,mas foi uma leitura zás-trás,super rápida.E sempre deixa uma "saudade" de tempos não vividos.

PS:o volume 1 é sobre música
      o volume 2 é sobre literatura e jornalismo

sexta-feira, 24 de março de 2017

Rashômon e outros contos




Por causa do Desafio Livrada! cismei em ler algumas das categorias sugeridas e dentre elas estava a de autor(a) japonês(a) que eu nunca tinha  lido(apesar de ter o Musashi me esperando há tempos na estante), daí fui procurar os livros e, sem informação nenhuma sobre -  fora o título por causa do filme do Kurosawa - escolhi este por ser de contos,achei que seria uma leitura rápida,leve.
Quem dera!
O autor,Akutagawa suicidou-se aos 35 anos em 1927!E nos contos deste livro o que existe são exatamente as coisas que o atormentavam:religião(ele era cristão),a arte de escrever(ele era formado em literatura ocidental e bastante influenciado por ela),loucura (tinha casos na família ,inclusive sua mãe) e morte.Os dois primeiros contos ainda são leves,apesar do tema(morte),daí em diante a coisa vai pesando e se arrastando e pra chegar ao final,ufa!E o último conto é uma despedida,uma carta "prevendo" o suicídio,tétrico.
Fora a cacofonia dos nomes ,uma coisa que para mim atrapalhou bastante - nomes em línguas ocidentais são mais comuns e até os russos eu encaro melhor.
Bem,foi uma experiência e não ,não me atraiu para literatura japonesa ou para qualquer outra - não foi uma leitura "densa",foi pesada e chata mesmo.




quarta-feira, 22 de março de 2017

E então....





Ainda com os contos de Tolstói e me deparando ou com erros de revisão(contos repetidos) ou com problemas mesmo da edição,é um e-book enorme e não sei qual o critério para a seleção além do Tous(todos) do título - os famosos do senhor e do servo.a morte de Ivan Ilitch e os sobre religião já passaram e quando estava melhorando no aspecto literário,bum,a repetição de um conto longo que já apareceu nos começos do livro e outros com temática parecida a algum que estava antes - ruim não saber da edição,kindle tem disso.Devagar,mas caminhando nesta leitura pra não demorar demais para acabar(lembrando que comecei em janeiro,mas não quero que se arraste por muito tempo).

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Também já li A Ilha do Tesouro e as Aventuras do Hucleberry Fynn do meu box de Aventura da L&PM.São as versões integrais em traduções mais recentes e não as adaptações infantis que li num passado remoto,a edição é simples,só ruim os tipos muito pequenos e o texto "espremido" na página dos pocket books.



Ao mesmo tempo que quero desatrasar os clássicos,quero também continuar com os romances históricos e com os livros de escritores mais recentes,mas não dá tempo pra tudo!!!E quero enfrentar os "livrões",os calhamaços que também estão à espera.

segunda-feira, 20 de março de 2017

O santo sujo - a vida de Jayme Ovalle (Biografia)

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Pra "limpar o dial" eu gosto de umas não ficções entre as "literaturas" e escolhi esta biografia(adquirida num dos bota-fora CosacNaify que a Amazon fez no começo do ano) que estava numa listinha antiga de livros para ler.
É uma edição bonita,de capa dura,papel beginho,recheada de fotos.Pesada para quem está segurando o kindle mais que livros,ultimamente.


Mas:quem foi Jayme Ovalle?Era um dos da turma do Manuel Bandeira,Vinicius de Morais,Gilberto Freyre entre outros, no Rio de Janeiro nas primeiras décadas do século XX .Artista que como muitos deles veio de outros estados, foi funcionário público para se manter enquanto a arte rolava em paralelo.Mas,o que ficou da produção dele?Muito pouco,algumas músicas.Mas,qual o interesse,então?Bem,é pela pessoa e pelas interações que criou,um "amigo" de muitos e influenciador ,sendo que ,além dos já citados,Carlos Drummond de Andrade,Otto Lara Resende,Fernando Sabino e Mário de Andrade fizeram parte dos seus círculos de atividade,que incluía além dos escritores,o mundo da música(foi contemporâneo de Pixinguinha) onde o samba aparecia e as "expressões brasileiras se faziam valer;fora as relações de parentesco que vão se estabelecendo (até a Isabel do vôlei é citada com descendente de um dos "caras" da turma).

O mais gostoso do livro,a meu ver,foi a forma que o autor,Humberto Werneck,juntou as memórias para estabelecer a biografia.Jayme Ovalle aparece na fala de conhecidos e é personagem da correspondência entre eles.O papel dessa correspondência é vital para a manutenção dessas memórias e Manuel Bandeira aparece como parte primordial para que o trabalho de Jayme Ovalle tenha alguma relevância,por ter sido além de amigo,parceiro em composições e incentivador do talento não muito desenvolvido do camarada.Em suas cartas a Mário de Andrade e no que aparece em várias delas o personagem Ovalle fica bem caracterizado:inteligente apesar da pouca instrução,boêmio,funcionário público exemplar e com idéias meio mirabolantes com a "classificação" que criou para a humanidade em cinco categorias(Gnomonia) ,fora um misticismo católico permeando tudo.Aparece também em crônicas e poemas de vários dos "irmãozinhos" .

Dele diz o poetinha :"Jayme Ovalle é inclassificável.Tudo que pretendia defini-lo numa classificação sumária,fica aquém da realidade complexíssima que tem,no registro civil,o nome de Jayme Ovalle.Pode-se dizer que é músico,que é poeta,que é católico,que é amigo.É isso com efeito,e é muito mais".

E contam-se casos e casos de Ovalle e os amigos, uma  escrita em torno de um personagem,que vitaliza e humaniza a todos.Vão se mostrando  e também à  História do país que  aparece como pano de fundo.E é engraçado ler as notícias pelas cartas e perceber o humor ou o temperamento dos nossos grandes escritores por fora de sua obra.As cartas aqui aparecem como sua "rede social".Uma certa intimidade fica exposta mas de uma maneira agradável.

Texto bom para conhecer os autores além da obra e sentir um pouco da atmosfera do que então era a capital do país.E sim,todos estes nomes(que eu não sei se têm significado para quem é do séc XXI) foram jovens e sim,as circunstâncias da vida (casamentos,parentela,desentendimentos) por mais mesquinhos que sejam,acontecem pra todo mundo.

sexta-feira, 17 de março de 2017

Primeiras e nada boas impressões:João Anzanello Carrascoza e Marco Lucchesi







Fiquei curiosa sobre este autor,João Anzanello Carrascoza,por ter visto vários comentários positivos sobre um seu livro chamado Cadernos de um ausente e outro Aos 7 e aos 40,mas como o primeiro está esgotado e o segundo não me atraiu deixei passar,daí,fuçando nas ofertas de e-books na Amazon,me deparei com este texto - não é um livro,apenas um continho de poucas páginas - e resolvi dar uma chance.Bem,é uma amostra mínima e com duas frases bonitas sobre amor/relacionamento.A depender desta leitura,o autor vai continuar "inédito" pra mim,não me conquistou.










Já este,o livro como objeto é ótimo,capa quase dura,papel pólen,uma delícia....não fosse o texto.Sério,comprei achando que era ou uma biografia ficcional ou algo mais para romance histórico e não é nada disso.São digressões a respeito do bibliotecário de D.Pedro II,costuradas por algumas "cartas" e com ex-libres impressos como curiosidades  (substantivo masculino de dois números
vinheta desenhada ou gravada que os bibliófilos colam ger. na contracapa de um livro, da qual consta o nome deles ou a sua divisa, e que serve para indicar posse)
.O "romance" escrito na capa é enganador,a não ser que se tenha algo como um noveau roman à francesa da década de 50 como foco.E mais uma vez uma autor "incensado",da Academia Brasileira de Letras e .....por este texto,péssimo autor.

quarta-feira, 15 de março de 2017

Pra menininha que assistiu estas aventuras na sessão da tarde





São quatro livros da LP&M,formato pocket,mas são edições mais novas de textos que já li em adaptações diversas quando era criança e que assisti aos filmes antigos que passavam sempre na televisão.Gosto demais destas histórias e serão os textos que vou intercalar(junto com os  outros que já falei antes)entre outras leituras mais "adultas";

. A Ilha do Tesouro
.As aventuras de Huckleberry Fynn
.Viagem ao centro da Terra
.As aventuras de Simbad ,o Marujo


Histórias eternas e que me trazem boas lembranças.

segunda-feira, 13 de março de 2017

Meu primeiro Guimarães Rosa:Manuelzão e Miguilim

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Tenho uma edição do Grande Sertão Veredas me esperando há anos na estante,e nunca que eu me animo a ler.E não queria comprar o box com todas as histórias do Corpo de Baile que está sendo vendido atualmente,daí vi que o e-book estava num preço bom e ...vamos ler Guimarães.
Tinha receio da linguagem,tão decantada e tanto elogiada,mas depois  do Luiz Fernando Carvalho deu pra perceber que não é mais tão inusitada assim -  no Meu Pedacinho de Chão o vocabulário era "roseano".
Dá pra ler numa boa,a sonoridade vai pegando a gente,sem problemas.
A tristeza e as durezas da vida no Mutum,ah Miguilim,que vida!

Até aí eu gostei.

Já no Manuelzão a linguagem fica menos "musical" eu diria,tem as onomatopéias e os neologismos - fora as palavras antigas mesmo(bom do Kindle e que tem o dicionário,é só selecionar a palavra na tela) e....não teve o mesmo encantamento.


Acho que meu Grande Sertão ainda vai me esperar por um tempo,não fui totalmente conquistada,ainda.

sexta-feira, 10 de março de 2017

Bartleby,o escriturário

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Nunca li Melville e esta primeira vez foi uma surpresa e tanto.Leitura super rápida,fluente e humana,imensamente humana,sobre compreensão,compaixão,aceitação.Daquelas que te deixam pensando quando termina.E um texto curtíssimo,uma jóia.Nem vou falar do enredo,esta é pra se jogar na leitura.

quarta-feira, 8 de março de 2017

O juiz e seu carrasco - Friedrich Dürrenmatt

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E então acontece um crime,o comissário encontra o cadáver de um seu subordinado e começa a investigação.Um outro policial é chamado para ajudar e os dois "encontram" um suspeito que é uma figura misteriosa,mas que não cometeu o crime - pelo menos,não esse.Qual a ligação com o morto?A troco do quê ele investigava quem ele investigava?Morreu devido à investigação?
Quem é culpado?Como?Por quê? Ah, a gente percebe que vai ter uma reviravolta....mas ela não é bem o que esperávamos.
Leitura velocíssima,uma sentada rápida e ...ótimo entretenimento.

segunda-feira, 6 de março de 2017

Quantos autores ainda por conhecer?



Entre uma leitura e outra,verificando as sugestões dos autores imprescindíveis.
Escolhi este guia pequenininho,existem outros muito maiores,mas daí a sensação de "falta ler" seria maior,deixei os grandões pra depois(fora que são caros!) e tem também a minha birra com as literaturas contemporâneas que ,pra mim,ficam em segundo plano,não tem jeito - os clássicos e eternos me atraem muito mais.


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sexta-feira, 3 de março de 2017

Como é gostoso o meu francês!

Chegou,êbaaaaaa!
Tava sentindo falta!





Tá bom,estou mal acostumada,mas adoro,só e simplesmente tudo o que o Jean d'Aillon escreve.

quarta-feira, 1 de março de 2017

Livro: Quarenta dias

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Bem,este livro foi realmente um desafio.Nunca tinha lido esta autora e de literatura contemporânea e nacional,nada.Vi três resenhas em canais que gosto(as Booktubers Isa da Lido Lendo,Gisele Esbespächer e Aline Aimée) e as três além de elogiarem demais a narrativa,se apaixonaram pela personagem principal.Fora que este livro ganhou um Prêmio Jabuti em 2015,e elas falaram tanto da autora,que é freira além de escritora,que dá palestras incríveis e que para este livro,fez um "laboratório"indo realmente para Porto Alegre e ficando nos lugares que descreve;fora uma analogia com a Alice do Lewis Carrol,então resolvi ler.

A história é mais ou menos a seguinte:Alice um professora se aposentando sofre uma chantagem emocional/existencial da filha  e "fecha" a vida que levava em João Pessoa e se muda para Porto Alegre para fazer o que a filha queria.Estranha o espaço "preparado" onde vai morar,a cidade e tem estranhamentos com os gaúchos por ser "brasileirinha"(negra e nordestina).A filha,simplesmente esquecendo o que fez a mãe fazer,muda-se com o marido e vão estudar na Europa,deixando Alice perdida neste mundo desconhecido onde foi parar.Recebe uma ligação de uma amiga de João Pessoa e a pedido dela sai em busca de um jovem,também paraibano que também veio para Porto Alegre e que há um ano não manda notícias para sua mãe,amiga da amiga.E os quarenta dias do título são exatamente o tempo em que Alice só e simplesmente larga apartamento e a "vida nova" para se enfiar na periferia e no mundo dos excluídos de Porto Alegre atrás do jovem, e de seu equilíbrio,perdido em meio às mudanças pelas quais teve que passar.E a narrativa que faz dos quarenta dias ,em um caderno "da Barbie" que acaba como um "personagem" com quem conversa na sua escrita e a transformação contada que viram o plot principal do livro.Sua interação com os "desvalidos",moradores de favelas,moradores de rua e suas andanças e perrengues são contados como forma de desabafo e o caderno,o  interlocutor.Um "amigo",além dos "excluídos" e da empregada doméstica,com quem se identifica por ser também "brasileirinha"(classificação que a autora repete diversas vezes em relação às pessoas que vai encontrando na sua peregrinação).E a cada "buraco" em que se enfia,faz paralelos com a Alice no País das Maravilhas.


A leitura fluiu bem,não é uma escrita difícil e o livro,apesar da "volta" que dá para encaixar o relato no caderno,não tem nada de difícil,nada de inovador e não,a personagem não me cativou;achei irreal a forma com que deixa se levar pelas chantagens da filha e mais ainda o "mergulho" no underground para se "identificar" com alguém,Forçado,apesar da "naturalidade" com que foi mostrado.
E vem a pergunta:Por quê este livro foi premiado?!?!?!?Mistério!Ou foi supervalorizado ou a concorrência realmente estava pior.Daí,tive que concordar com a crítica da Natália Mondo(outra booktuber)que ficou como eu curiosa para saber o por quê de tantos elogios para esta narrativa.

Não é meu tipo de livro e não me conquistou (tô falando,tá difícil encontrar gosto nestas "leituras diferentes" que estou tentando para ampliar os horizontes.Não me acrescentou nada).


segunda-feira, 27 de fevereiro de 2017

E quanto aos desafios literários:quais categorias de livro eu já consegui alcançar até fevereiro


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Bem,eu não estou exatamente fazendo nenhum deles,mas aproveitei as sugestões para ver aonde estava "faltando" alguma coisa,alguma categoria de livro que não estou acostumada a ler.Ou "encaixar" o que tenho lido em alguma categoria.


Sendo assim,dá pra fazer uma mini lista:

-livro triste:Os meninos da Rua Paulo
-livro em forma de correspondência:A cor Púrpura (que também poderia ser livro triste;com personagem desprezível e livro de autora e negra, o que já abrangeria bastante coisa)
-livro ganho:o e-book que "ganhei" da Amazon,Canção do Sangue(não eu não tenho nenhum ganho de alguém)
-livro que ganhou um Jabuti:Quarenta dias,Maria Valéria Ribeiro(ainda volto pra falar deste aqui)
-livro que se passa em algum lugar em que você esteve:O Retrato do Rei,Ana Miranda(Ouro Preto,Sabará,Mariana)



Não escolho meus livros por sexo,cor ou militância dos autores,normalmente eu os escolho porque o tema me interessa ou por ter lido alguma sinopse que tenha me atraído para o livro,por ser do meu tipo preferido(romances históricos),fora os clássicos e ou eternos que ainda quero conhecer e ainda não deu tempo.Aliás,os livros "se empurram" na fila,um sempre passa a frente do outro e é por isso que ficam os perdidos nas estantes.Sempre tem algum esquecido de vontades passadas que fica pra trás.E são muitos livros para pouco tempo e mesmo eu tendo começado a intercalar leituras,não consigo ler um livro em meio a outro.As minhas leituras de contos eu consigo mesclar com outros textos,mais dois livros juntos,não consigo.Mas tenho conseguido ler coisas diferentes das habituais ,saí um pouco da zona de conforto e foi esta a proposta dos desafios,então,acho que ao menos pra mim,servem de estímulo e pra afastar a preguiça de ler sempre o mesmo tipo de livro.


quinta-feira, 23 de fevereiro de 2017

Critica demais,li os livros errados ou o quê?

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     Tô me achando muito chata com os últimos livros lidos,mas não acho que seja criticismo demais não.Não foram leituras satisfatórias porque os livros lidos deixaram a desejar.
O Dumas por ter focado no romance quando a aventura podia ter sido melhor desenvolvida;a parte "novela" do folhetim é o que não me agrada e os sucessos que perduram são exatamente os que tem a mistura bem equilibrada,vide o Conde de Monte Cristo,Os Três Mosqueteiros(a trilogia completa com o Vinte Anos Depois e o  Conde de Bragelone ),tanto quanto os livros da série Valois(A Dama de Montsereau,Les Quarent cinq,A Rainha Margot),que já li há tempos atrás  .Ainda não sei quantos faltam destes Romans (não tem índice individual para eles neste Oeuvres Complètes que está no Kindle)   que eu não conheço e que escolhi ler exatamente pra completar a "obra",vamos ver daqui pra frente o que vai aparecer.
E o Canção do Sangue,bem,eu não tinha nenhuma expectativa mesmo,queria conhecer um pouco deste universo yang adult para poder falar(mesmo que mal)com algum fundamento e não deu outra:livro derivativo,fantasia "fraca",nada criativo,não me acrescentou nada.Bem que eu disse que não era nenhum Bernard Cornwell,mesmo porque os livros dele tem o fundo histórico muito bem traçado e a parte de ação nunca falta e é sempre bem mostrada.O Canção do Sangue é só mais um livro parecido com outros tantos que pipocaram por aí - pelo que vejo no Skoob(rede social de leitores)o que agrada à moçada são estas fantasias com jornada de herói do também jovem personagem principal,ou histórias de vampiro com fundo de romance água com açúcar,ou tudo isso misturado com um fundo de  sexo.
Ou seja,"literatura"mesmo que é bom,muito pouco ou quase nada.Daí não dá.
Tô precisando algo mais profundo,daqueles que mexam comigo,faz tempo que livro nenhum me "abala";fora que tenho "casca dura",sobrevivente de muita coisa então não me comovo facilmente e nem me identifico fácil com dramas.fora a idade,parece que já vi de tudo um pouco,não vejo originalidade,novidade.Bora fuçar na estante e resgatar algum não lido e ver no que dá.




segunda-feira, 20 de fevereiro de 2017

Oeuvres Complètes:Dumas - Le chevalier d'Harmental



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(imagem meramente ilustrativa,não dá pra copiar as imagens do kindle)



Ainda na sessão Romans(acho que ainda vai render bastante títulos,não tem índice específico)  cheguei no que ,segundo a nota crítica no início,foi o primeiro sucesso do Dumas enquanto romancista - antes seu sucesso principal eram  as peças de teatro.Este livro também marcou o início da colaboração Dumas/Maquet -o pesquisador/escritor que esteve por trás de um grande número de publicações onde só o nome do Dumas apareceu.
Dei um tempo nas leituras paralelas porque este aqui é um texto longo,diferente dos anteriores e mostra uma conspiração no período da regência ,depois da morte de Louis XIV .Mas está indo rápido,acho que não demora pra terminar.
Roman Historique  comme il faut,fundo histórico bem definido,aventura e roman(a parte mais fraca).Mais o texto do Dumas é envolvente,por mais datado que seja.
E "inspira" os escritores atuais.Quanto mais eu leio Dumas,mais percebo sua influência em muitos autores de Perez-Reverte ao Jean d'Aillon,todos lhe devem muito.


sexta-feira, 17 de fevereiro de 2017

E-book de "presente": meu primeiro YA (lê-se:uai/ei)




E a Amazon "compra" a gente,sério.é um tal de promoção disso e daquilo e ainda vem presentes tipo este de ganhar um e-book depois de outras compras feitas.
Vários títulos oferecidos a escolher.Tudo bem, não eram nada animadores,todos Yang Adult como os booktubers os chamam(livros de aventuras com personagem principal muito jovem em sua saga de herói formando uma série de livros destinados a público jovem) e eu antes de torcer o nariz para o gênero achei por bem explorar este aqui.A cavalo dado não se olha os dentes,mas espero que ao menos interessante este livro seja.
O início da leitura foi bom,nada original,lógico - não é um Bernard Cornwell,por exemplo - mas de enredo verossímil. Todo um mundo original ,com história  ,sociedade dividida em Ordens e o pertencimento à cada uma estabelecendo a participação social.Cada ordem em particular tendo seus requisitos,suas regras e no caso do "herói",seu périplo para pertencer a uma e os segredos por trás desta "escolha".
Fiquei só no comecinho,mais uma leitura paralela - estou pegando este costume agora,normalmente leio um por vez,mas como estou apaziguada com o Kindle,aproveito toda sua comodidade.


quarta-feira, 15 de fevereiro de 2017

Contos de Odessa ,Isaac Babel

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Mais um comprado por quase nada no kindle.
E mais um que intercalei com as  outras leituras,fico de um para o outro no mesmo suporte,e esta é sua maior qualidade:uma pequena biblioteca portátil,super prática."Carrego" muitos livros em "um só".
Agora um escritor "soviético",primeira metade do séc XX e citado com um dos mestres do conto moderno,protegido de Górki,militante e comprometido,tanto que teve ligações com a polícia secreta, o que não o livrou do pelotão de fuzilamento!

Aqui,nada do clima que,por exemplo,existe nos contos do Tólstoi.
Isaac Babel vai falar da marginalidade,dos conflitos entre a comunidade judaica e desta com o resto da cidade de Odessa e arredores.Os primeiros que li todos ao redor da figura do "Rei"(dos bandidos),sua família e as "relações" estranhas que estabelecem.E foram se interligando com os seguintes.Sempre mostrando as situações problemáticas,a implantação dos soviets e as tradições que emergem apesar da transformação política.Um pouco de panfletagem quando mostra que as pessoas passaram a valer  pela sua "capacidade de trabalho" - excluindo doentes,velhos e  marginalizados.

Além destes,fui até o que mostra um "progrom" através dos olhos de um menino judeu.E este foi o melhor conto do livro.Real no sentido amplo do termo,.mostrando um costume da antiga Rússia que não foi alterado com a mudança política

A leitura flui bem,apesar dos temas não agradáveis.É uma escrita dura sobre temas também pesados.

Nada de moral da história.As pessoas são o que são e a vida é o que é,dura.

Foi bom pra conhecer,mas não me conquistou.

segunda-feira, 13 de fevereiro de 2017

Desafios literários:pra sair da zona de conforto nas leituras

Eu, a doida do livro com fundo histórico e aventura, estava há um bom tempo meio presa neles,só lia isso.Neste ano estou escolhendo umas coisas diferentes,senti falta daquela "coisa" boa que tem nos livros,que tocam a gente,mexem com alguma coisa interna.O bom da "Literatura" assim,com letra grande,o que tem a mais que apenas entretenimento.
Não,não parei com o Dumas(Oeuvres Complètes,já li mais três dos folhetins:Le capitaine Pamphyle,Othon l'archer e Le mestre d'armes),mas tem o Tolstói(Contes) pra balancear e os livros que tem lido entre esses.

No Youtube vi  desafios literários bem instigantes,propondo categorias de livros a serem lidos,pra mexer um pouco com hábitos arraigados de leitura e ampliar os horizontes.
Tem o Desafio Booktuber que eu achei meio politicamente correto demais(ler feminista,ler mais autoras,ler autor negro,e por aí) categorizando para aquèm do literário;daí,o Livrada! que é um dos canais que acompanho lançou o seu,que achei bem mais interessante,são 15 temas:


1-um livro vencedor do Prêmio Jabuti
2-um livro japonês
3-um livro que explore o erotismo
4-um roman à clef
5-um livro com protagonista detestável
6-um livro triste
7-um livro de autor que você já conheceu pessoalmente
8-um livro com engajamento político
9-um livro que você ganhou de um amigo
10-um romance psicológico
11-um livro escrito antes do Renascimento
12-um livro já resenhado pelo Livrada!(canal ou blog)
13-um livro de correspondência
14-um livro que se passa em um lugar em que você já esteve
15- Vida e Destino(título escolhido pelo Yuri Ra,o editor do canal)

Me ajudou a perceber o quanto de diversidade e alcance os livros podem ter e eu "meio presa" em só um tipo!Estou saindo da minha zona de conforto e buscando livros diferentes - não,não estou seguindo o desafio ipsis literis,mas fazendo o meu,pessoal.

Pra quem gostou da idéia,fica o vídeo do Livrada!


Ep. #94: Desafio Livrada! 2017




sexta-feira, 10 de fevereiro de 2017

A cor Púrpura

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Estava de graça no kindle,daí baixei e já li para aproveitar.Sei que vi o filme há eras atrás,mas não me lembrava nada da história .
Caso fosse "categorizar" o livro caberia em várias classificações:livro de correspondência,livro triste ,livro com personagem desprezível.Tudo isso no sul dos Estados Unidos,a segregação racial e a falta de condições das famílias negras, pobres , desestruturadas ,reproduzindo a violência de que são vítimas.
Época:a história vai aparentemente dos anos 20 aos 50 do século passado.

Escrevendo para Deus,Celie vai contando todas as suas tragédias que acontecem desde sua mais tenra idade:além da pobreza e da exclusão social,ainda é estuprada pelo padastro(o desprezível que citei acima),engravida,tem os filhos tirados de si e depois,ainda é forçada a um "casamento" onde servirá de babá,empregada doméstica e saco de pancadas,além de ter que se separar da irmã,sua única companhia na vida,que só vai "reencontrar" através de cartas enviadas por ela e por muito tempo escondidas pelo seu marido.
Mas ela "aceita" seu destino e vai apenas relatando o que acontece com ela e com as pessoas que fazem parte da sua nova "família",incluindo aí a ex amante do seu marido que acaba se tornando o ponto de apoio,de superação e de afirmação da Celie ,que vai se libertar deste "aprisionamento" em que viveu boa parte da vida.Todas as mulheres que aparecem vão deixando seus papéis  subalternos e emancipando-se.
Os diferentes tipos de amor entre essas pessoas vai tomando conta dos relatos e é através dele que superam todas as situações negativas em que vão se encontrando. e vão se redimindo dos seus passados,alcançando uma vida mais harmônica e se transformando realmente numa família bem ampla.
Mas o fundo triste e difícil perpassa quase que o livro inteiro,as redenções são o clímax ,o fechamento das histórias.São jornadas de vida complicadas,mas possíveis.Leitura boa,não é um "livraço",mas é uma boa história.



quarta-feira, 8 de fevereiro de 2017

Os meninos da rua Paulo - Ferenc Molnár




Pode um "livro pra jovens" já ter 110 anos?!?
Publicado pela primeira vez na Hungria em 1907,é considerado um clássico ,principal título do autor que também fez sucesso como dramaturgo;  e as edições brasileiras passaram pela mão de dois "cobras",o  tradutor,também húngaro de nascença, Paulo Rónai e  Aurélio Buarque de Hollanda - minha edição da Cossa&Naify tem posfácio do Nelson Archer.
Um livro "de outros tempos",outro mundo - honra.lealdade,respeito e não só pelos amigos,o "outro" vive na mesma esfera de conduta.
O pano de fundo é uma disputa por um lugar para jogar,brincar.Um espaço especial,quase mágico,o grund.Os personagens :dois grupos distintos de garotos,usando regras para se manter em quase uma "sociedade paralela", lutando entre si : os meninos da rua Paulo contra os  meninos do Jardim Botânico - e o como essa a disputa acontece,como se comportam,como reagem às provocações, até que se chega à uma "guerra".
Quem é leal?Quem é honesto?Quem cumpre o combinado?Coma fazem isso?Como se superam os vários embates?Esta é a graça do texto,o que prende .Vencidos e vencedores se desdobram quase como espelhos uns dos outros,ações de uns refletindo no comportamento de outros,mudando as perspectivas.
Eu digo que um nome só basta para "caracterizar" o livro:Ernesto Nemecsek(pronuncia-se Nêmetchek,como nota o tradutor),o héroi trágico da história.

Fica um "gosto" igual ao filme A Grande Ilusão do Renoir - memória de sentimentos e atitudes de outros tempos,outro mundo,que já não existe mais.Saudade do que não se viveu.