segunda-feira, 30 de novembro de 2015

Livraholic eu sou!

Minha fome de ler voltou mesmo,devorei aquela série de noirs medievais e depois   aproveitei para parar de" brigar" com o Kindle , aceitei suas limitações "sensoriais",e levei em conta as vantagens (de não entupir as estantes e de preço mais camarada dos livros).Sendo assim,já desatrasei os últimos Jean d'Aillon ,só lançados digitalmente






Mais duas histórias rápidas,aquelas de ler cada uma  em uma sentada só,Momentos diferentes do séc XVII com Louis Fronsac  e turma - já perdi a conta de quantos são,porque além dos  e-books existem os de papel ,estes uns 13 ,acho que a série toda.



E Meu "primeiro Chico" em livro,Infinitamente mais barato no e-book e leitura gostosa,apesar de não achar tudo o que elogiaram,É um livro bom,nada mais.Também leitura de uma sentada só e em ótimo léxico.Português bem escrito é outra coisa.É o Chico,não tem como,né,texto fluente e bem articulado.





E de livrão em edição de papel,este Jean François Parot continua a série do Nicholas le Floch e o coloca à frente do dilema que é pertencer à nobreza nos anos oitenta do séc XVIII na França.Como os anteriores,deixou um gostinho de quero mais.Será que o próximo já vai ter episódios da Revolução Francesa?!?!?!Como nosso herói vai se posicionar?!?!?!



Agora,na fila,tem uns Bernard Cornwell(que leio traduzido,meu inglês não dá pra nada) e uns franceses diferentes e mais uma porção esperando eu tirá-los do esquecimento.Livraholic é isto.

quarta-feira, 25 de novembro de 2015

Gente,o fim do ano tá aí!

Sério,tempo livre não passa,VOA!
Já faz um ano e pouco  que me aposentei e neste ano ,a bem da verdade,só fiz "nada em grande estilo".Tirei pra descansar , fiquei foi à toa mesmo e agora,com o fim do ano batendo na porta,uau,como passou rápido.
O calor quase eterno continuou a me fazer muito mal e  a coisa ficou bem feia,-continuo um distúrbio alimentar ambulante que piora quando esquenta muito, meu sedentarismo é legendário ,índices bagunçados nos exames ,aquela coisa,daí comprei uma bicicleta ergométrica(daquelas bem simplesinhas) e aos pouquinhos mais ou menos de maio pra cá ,começando com 10 agora já cheguei aos 30 minutos diários.Pouco?Pra quem é ativo pode ser,pra mim foi "a" conquista .E os resultados dos últimos exames confirmam que ajuda,baixou o colesterol,que nunca tinha saído da linha ,mas que neste ano,"apareceu";o triglicérides que também resolveu se manisfestar sossegou e ,milagre,o ferro aumentou,sim,inacreditável - santo suplemento de vitaminas "senior" women,rsssss

Não estabeleci meta de nada,só me manter um pouco menos doentia(mais saudável é GRANDE pra mim) e em relação ao começo do ano,acho que sim,deu uma boa melhorada.

Eliana você perdeu peso?Não,acho que achei o que outros perderam,rsss,mas estou com algum condicionamento já que a bicicletinha é diária.
Criatura,você mora perto de um parque!Sim,mas meus problemas com o "sair" de casa,estes,não me largam,já melhorou muito,mas ainda é difícil .

Criei meu mundinho com o que gosto aqui dentro e não tenho atração por nenhuma "novidade" de fora.Será que é coisa da idade?
Pode ser,mas também tem a ver com um cansaço,muito,muito profundo que deveria ter sumido com tanto descanso,mas não é físico,é bem mais profundo um "desgostar"(já fiz até post sobre isso meses atrás),uma coisa de não querer,não esperar mais nada de nada,ir vivendo.Não sei se é bom ou ruim,mas é como tenho conseguido.

Mas já pendurei um Papai Noel na porta da frente e parei de "brigar" com este clima de fim de ano,agradeço ter chegado a té aqui e o futuro,vai acontecer conforme tiver que ser - no meio de tantas incertezas políticas e econômicas,desastre ambiental,atentados na Europa e na África,uma "normalidade" meio que parada é melhor que qualquer ideal inatingível.E viva a realidade de um dia após o outro!

terça-feira, 17 de novembro de 2015

O mal que é o fundamentalismo - coluna de Daniel Martins de Barros no estadão blogs



Antes de orar por Paris, lembre-se: se não fosse o mau uso do nome de Deus, nem seria preciso invocá-lo agora. A justificativa por trás do terrorismo do Estado Islâmico é parte do espectro de um mesmo fenômeno – o fundamentalismo religioso – que sustenta boa parte da bancada evangélica. É só uma questão de grau.

Eu não sou ateu. Como já disse antes aqui, sou cristão. Acredito que não somos só matéria, e penso que nossa insaciável busca pela transcendência não é mero efeito colateral de um cérebro complexo. Acredito que Deus existe. Mas sinceramente, não acho que adianta falar com Ele sobre Paris. Ou sobre Mariana. Sequer sobre o Petrolão. “Os céus são os céus do Senhor, mas a terra deu-a aos filhos dos homens”, disse o salmista. Socorrer feridos, limpar a lama, fazer a justiça, tudo isso é trabalho nosso, não espere um milagre.
Se há um milagre possível – esse sim, um bom motivo de oração – é a perseverança. Diante de tantas adversidades, milagre é continuar trabalhando por um mundo melhor. Persistir no socorro, na faxina, na denúncia, mesmo sabendo que nunca acabarão feridos, sujeira e corrupção. Esse é o ato divino necessário agora. O próprio Cristo afirmou, segundo o evangelista Lucas, “o Reino de Deus está em vocês”. Por isso mesmo C. S. Lewis diz que Deus não tem inclinação a fazer o que cabe aos homens.
Religiosidade pura e simples não ajuda. Aliás, diante da onda moralista que vivemos, quando se propõe a proibição até da pílula do dia seguinte, é importante saber que a justificativa do Estado Islâmico (EI) faz parte do mesmo espectro de justificativas de Felicianos e Cunhas. Com intensidades diferentes, são todas formas de fundamentalismo religioso. Este não escolhe denominação – há cristãos e judeus que matam em nome da sua fé, como há muçulmanos também; até budistas – imagine – vêm matando por motivação religiosa. (Diz um amigo espírita que estes só não o fizeram por falta de tempo). O Alcorão incita violência? Depende do leitor. Bem como qualquer texto sagrado, nos mostra a História. Não são as religiões que são violentas, somos nós. Quando não nos matamos pelos deuses, é pelos times, pelas opiniões, por qualquer coisa. Só precisamos de uma desculpa.
Quem acha que encontrou a verdade tem desejo sincero de apresentá-la aos outros. Mas líderes políticos muitas vezes cooptam esse ímpeto dos fiéis, transformando-os em soldados de uma cruzada que, no fundo, responde a interesses nada piedosos. A rejeição a muçulmanos que cresce depois de cada atendado ajuda tais lideranças. Elas sabem que um dos fatores que levam os jovens a se aliar ao terror é a sensação de serem injustiçados, excluídos. Quanto pior para os muçulmanos, melhor para os terroristas. E alguns políticos evangélicos agem exatamente assim: criam fatos que aumentam a rejeição aos crentes, fomentando um espírito combativo em seus nichos eleitorais que aumenta o engajamento dos simpatizantes. Na próxima vez em que você vir um religioso midiático soltando uma daquelas bobagens que te faz ter raiva de crente, saiba que é isso mesmo que ele quer. É o atentado dele.
EI só existe porque há líderes usando pessoas de fé, que imaginam ser justo impor sua moral religiosa a todos. Guardadas as devidas proporções, é o mesmo modus operandi de muitos deputados da bancada evangélica.
Antes de orar por Paris, lembre-se: se não fosse o mau uso do nome de Deus nem seria preciso invocá-lo agora.

sexta-feira, 13 de novembro de 2015

Ponto Overlapping Waves,do Miau Atelier no Facebook

Mais uma receita fácil,peguei hoje do Facebook,vai pro arquivo  e deixo aqui para quem se interessar





PONTO OVERLAPPING WAVES   (Miau Atelier,no Facebook)
Múltiplo de 6 + 4
Carr. 1: 2 m *laç, ssk, 4 m* repetir até os últimos 2 pontos, laç, ssk

Carr. 2 e todas as pares: em tricô
Carr. 3: 2 m *laç, 1 m, ssk, 3 m* repetir até os últimos 2 pontos, laç, ssk
Carr. 5: 2 m *laç, 2 m, ssk, 2 m* repetir até os últimos 2 pontos, laç, ssk
Carr. 7: 2 m *laç, 3 m, ssk, 1 m* repetir até os últimos 2 pontos, laç, ssk

Carr. 9: 2 m *laç, 4 m, ssk* repetir até os últimos 2 pontos, laç, ssk

Carr. 10: em tricô Repetir as 10 carreiras.




terça-feira, 10 de novembro de 2015

E o Chico ,falando da música de hoje em dia

Pra quem tem mais ou menos a minha idade já sabe de cara quem é o Chico a quem me referi,pra quem não ,falo do Chico Buarque de Hollanda,compositor e escritor, importante pra mim por ter escrito músicas maravilhosas, umas que mostravam o universo feminino de dentro,além das "crônicas sociais" e das políticas,da época da ditadura;hoje acho que falam mais dos seus livros que das composições e ele se coloca mais como escritor - parte dele desconhecida pra mim,é ,ainda não li nenhum dos seus livros.
Mas o que me chamou a atenção foi o destaque que deram para uma "análise" que ele fez da música atualmente:

" o cantor, compositor e escritor Chico Buarque, 71, declara que a atual música que faz sucesso no Brasil é a que corresponde realmente ao gosto do povo brasileiro. A declaração soa polêmica, mas ele explica que, antes, os gêneros bossa nova e MPB foram gostos musicais impostos pela elite que dominava o País. Em sua visão, hoje, o brasileiro não mais responde a imposições culturais de uma minoria rica. Por isso, a música nas paradas de sucesso atualmente é tão distante daquela feita por ele e seus colegas nos festivais da década de 1960"


Sempre disse que minha geração que cresceu com ele,o Milton,Caetano,Gil,Edu Lobo,Elis Regina e afins tinha um je n'ai sais quoi ,um diferencial da geração anterior criada ao som de boleros.A música com que crescemos era boa e massificou porque fazia parte da vida .Os textos e as melodias que escutávamos eram riquíssimos e os arranjos,maravilhosos.Crescemos escutando "qualidade" e continuamos a gostar de quem faz música assim,vide Alceu,Lenine,Djavan, entre outros,um grande etc.
Agora classificar esta música como "de elite"(já não basta aquele um que é e foi sustentado pela, mas não se coloca "nazelite") e a atual  me parece uma visão bem distorcida da nossa "realidade cultural".
Tínhamos acesso àquela música pela TV e pelo rádio,comprar discos(os antigos vinis),era realidade para poucos e tínhamos conhecimento suficiente para assimilar e nos identificar com ela.Sim,éramos de escolas públicas,mas nosso compositores/cantores em sua maioria também.Outro Brasil,outros tempos.
"Gosto imposto" soa forte demais,ainda mais se colocarmos em comparação com  a indústria cultural de hoje e o que eram os meios de comunicação.

Agora do "gosto" atual,dá pra falar da incultura generalizada,da coisificação das relações, ,da "baixaria" institucionalizada(sexo banalizado até),das vozes forçadas e dos arranjos "escutou uma,escutou mil",credo,Isto não é "do povo", as TVs veiculam massivamente e se alastra porque é melhor ter "consumidores", uma população"ouvinte"mal formada,mal empregada e mal situada, uma "trilha sonora" medíocre,popular ou não,também feita por pessoas "iguais",músicos sofríveis e marketeiros bombando.Os "shows" garantem o sustento e se repetem ad infinitum iguaizinhos uns aos outros.E quem comanda o circo?Não é exatamente "a elite"?!?De onde vem este" gosto" pelo breganejo?

Culturalmente fica feio falar em melhor e pior,mas ,na prática,tem como negar o óbvio?

É Chico,"movimento popular,das bases" é coisa da ideologização da década de 60 mesmo;o que acontece com a música e a cultura atualmente pode ser "popular" mas não é nada bom.

PS:há que se diferenciar os movimentos sociais e a vinculação com rap e funk da porcariada que é industrializada e também tem esses nomes.

PS²:e eles todos,graças aos deuses estão aí,vivos e produzindo,nossos "medalhões da MPB".

sexta-feira, 6 de novembro de 2015

Ontem eu vi um homem apanhando e fiquei assustada com a reação das pessoas incentivando a agressão

Estava num ônibus que passava na São João e ia entrar na Francisco Matarazzo,é, embaixo do Minhocão e num segundo muita gente levantou e olhou para a rua, uma cena em que um homem era agredido por outros três e começaram aos gritos:pegaram,pegaram;ó,é ladrão,apanhou pouco,queria estar lá pra bater também   e coisas semelhantes.Foi coisa de um segundo porque o ônibus estava em movimento mas a reação das pessoas foi brutal,se estivessem na rua haveria uma linchamento?É bem capaz.Apenas uma voz se levantou :"ele roubou comida,não pegou mais nada"...(como "descobriu" isso não sei,a visão foi muito rápida).
Sei que fiquei meio paralisada e como meu ponto foi logo adiante, relaxei quando desci.
Não medo do que aconteceu na rua,estava "longe" - acho que na região deve ser corriqueiro - mas das pessoas "normais" que estavam ali,sentadas ao meu lado.A ferocidade e a crueza naqueles rostos tão comuns me assustou mesmo.Por quê aquela reação?Talvez pela vida que levem?Pelos problemas do cotidiano?Por já terem sofrido alguma violência?Não "encontrei" justificativa...selvageria gratuita.
 Não sei,só sei que se tivesse que ter ficado mais tempo naquele ônibus eu passaria mal.


Daí me perguntam porque não gosto de sair de casa e eu respondo:por nada o pânico aparece(reações físicas constantes) e quando acontece alguma coisa como este episódio,demora para "passar",fica comigo por um tempo,incomodando.
Ter medo "à toa" é um saco,mas ficar apavorada com quem está perto é infinitamente pior.
Foi apenas um episódio,mas como presenciei,ficou marcado.

terça-feira, 3 de novembro de 2015

Esqueci o Netflix e larguei o Kindle:Sentindo falta de leitura!

O Netflix é ótimo,só que ficar na frente da TV horas e horas estava me fazendo mal - e eu estava sentindo falta de "algo", até que percebi que por ter ficado insatisfeita com as últimas leituras eu só e simplesmente não estava lendo.Daí,peguei algumas revistas e fiz a "descontaminação" do digital com "objetos de papel impressos",rsssss.
Pois é,larguei o Kindle e voltei para os  "livros de verdade",com textura,peso,cheiro,tudo de bom e que me fez falta  .A  leitura na tela  fica "fria",não há página para virar e até os títulos(só disponíveis na versão digital) do Jean d'Aillon que eu adoro,deixaram a desejar por estas falhas sensoriais.
"Pegar um livro" literalmente faz parte do meu processo de leitura e para descontar o tempo perdido já fiz aquela "leitura de uma sentada só" com um livro ,"sem coleção " da Viviane Moore - mais uma das autoras de romances históricos da turminha dos franceses,meus queridos.





Dela já li toda a "saga" do Tancrede,(5 volumes de duas edições diferentes); e este é "sem coleção,leitura rápida e sem mais.Paris no último quarto do séc XVI,um médico alquimista e as intrigas que o rondam ,sua filha,a morte de meninas prostitutas,nobres envolvidos e um comissário do Chatelet.Eliana mais isso não é "novidade";propriamente dito,não,mas foi divertido e não larguei enquanto não acabou.

Agora vou iniciar a série do Galeran de Lesneven e "voltar par o séc XII"(adoro).São nove títulos e vou ter bastante com que me divertir.
E sim,fica caro comprar livros de fora,agora então com o dolar nas alturas,quase impagável,mas é um gosto que tenho e como sou "livraholic" as estantes ainda tem muita coisa para ser explorada.Fora os que estão pra chegar ,a última encomenda do ano(#presentepramimmesmaeumereço) e aproveitar ou criar espaço nas estantes.

E o dispositivo,bem,já até recarreguei pra não dar tilt e ele é uma mini biblioteca,fiz umas coleções interessantes,então,será aproveitado quando der,está encostado mas fica por perto pra qualquer "emergência" literária.


E Netflix só de vez em quando:#nemsódesériesefilmesviveumapessoa!




PS:>e sim,já li muita LITERATURA,mas como não tenho mais curiosidades "acadêmicas"e já conheci os que me atraiam, fico nos romances históricos que me "cabem" direitinho

PS²:e já li muitos dos romances históricos  nacionais,mas foi há tempos e antes de muitos expurgos nas estantes.Desde aqueles "infanto juvenis" da Ofélia e do Narbal Fontes,passando pelo "clássico" Éramos Seis" ,até os livros da Ana Miranda e sei lá mais quanta coisa.O "vício" é antigo,rssss