quarta-feira, 20 de fevereiro de 2019

Marie Curie (Lendo o Mundo da Primeira Guerra)





Tá certo,a vida para as mulheres nas primeiras décadas do século XX não era boa,pouquíssimas conseguiam se libertar dos "serviços do lar" e maternidade,mas as que conseguiram,bem,evidenciaram-se muito.Marie Curie foi uma dessas,ganhou o Nobel duas vezes e teve participação ativa na Primeira Guerra.Através dos seus esforços conseguiu criar o raio-X portátil e com isso  tratar muitos feridos da guerra(além de ampliar o uso dos aparelhos).


Aqui um trecho sobre isso,no site da FioCruz:

Mas sua contribuição para a ciência ainda não havia terminado. Com a eclosão da Primeira Guerra Mundial, em 1914, Marie Curie percebeu que os raios-x seriam muito importantes para o tratamento de ferimentos de balas e fraturas. Para conseguir organizar um serviço de radiografia móvel, Marie visitou laboratórios parisienses e pessoas ricas para pedir apoio financeiro e equipamentos. Ela treinou técnicos para operar as máquinas e, ao final da guerra,  havia instalado duzentas estações de raio-x nas zonas de combate da região da França e Bélgica, tendo atendido a mais de um milhão de soldados! Porém, Marie jamais obteve, em vida, o reconhecimento do governo francês pelo seu trabalho durante a guerra.

(http://www.invivo.fiocruz.br/cgi/cgilua.exe/sys/start.htm?infoid=1160&sid=7)










E como refugiada judia na França sofreu várias campanhas de difamação,os Nobeis não facilitaram sua vida.

terça-feira, 19 de fevereiro de 2019

51 Fatos da Primeira Guerra (Lendo o mundo da Primeira Guerra Mundial)

Continuo com a leitura do Os três Imperadores ,agora mais interessante porque os três primos já estão cada um no seu  trono e tem toda uma nuance entre "amizade" e as disputas políticas.Mais elementos sobre os "impérios".








E hoje começarei mais um.E-book recém encontrado na Amazon,peguei meio no impulso,quero ver o que propõe.Mas acho que será uma leitura rápida.








domingo, 17 de fevereiro de 2019

Filme :Sarajevo(Lendo o Mundo da Primeira Guerra Mundial)

Sarajevo : Poster

SINOPSE E DETALHES

Áustria, 28 de junho de 1914. O Arquiduque Franz Ferdinand (Reinhard Forcher) está passeando de carro pela cidade de Sarajevo com sua esposa, Sophie (Michaela Ehrenstein), até que são vítimas de um ataque e morrem. Este é o pontapé inicial para a Primeira Guerra Mundial.


Assisti pela segunda vez ontem(tem no Netflix).As mesmas questões lançadas quando li o Assassinato do Arquiduque,lá no comecinho do projeto!Como deixaram marcar uma visita dos "conquistadores" exatamente num feriado da "minoria conquistada"?Por que não havia segurança?Por que o itinerário foi publicado em jornais?Por que o percurso não foi alterado depois do primeiro atentado?Como havia tantos "suspeitos" devidamente financiados,assessorados e prontos para a ação?Sim,"criaram" um motivo para ser o estopim da guerra.Por quê? Interesses territoriais,políticos,imperialismo,colonialismo,racismo,xenofobia e mais uma carrada de coisas.Certamente interesses financeiros,exércitos precisam ser equipados,pagos e colocar as máquinas de combate em ação demanda muito investimento.
O "poder",o "sistema",os "donos do dinheiro", ou seja lá como se acredita que as forças dominantes se organizem, certamente foram os responsáveis.
Forças que desencadearam um conflito que foi dos mais sangüinários que tinham acontecido até a época.
Conflito que abalou as estruturas de territórios que ainda viviam de forma "antiqüada".
Uma nova fase do capitalismo exigia um mundo diferente?Mulheres começaram a trabalhar fora em massa,novas demandas por urbanização,massacre de milhões de jovens redistribuindo e reorientando as populações nos territórios redistribuídos,necessidade de reconstrução das cidades destruídas,aumento da industrialização e um etc enorme!

Sim,só um fime de menos de duas horas,mais as leituras feitas até agora,e as questões se repetem,muitas dúvidas ficam pelo ar,e não,não é um assunto "antigo".Oriente Médio e África são palco de conflitos intermitentes,saldo do que restou do "Império Otomano" e dos "Protetorados" europeus.A Europa Central passou de regimes monárquicos autoritários a governos autoritários,dominação pela antiga URSS e ainda houve guerra há menos de vinte anos nos Balcãs(quase cem anos depois dos conflitos que haviam acontecido ainda antes da guerra mundial).

E o tratado que costurou o "fim da guerra" acabou por tornar possíveis as causas da outra guerra,duas décadas depois.

História é uma assunto que não "termina",quanto mais se lê,mais questões aparecem.Meu projeto segue em frente.

sexta-feira, 15 de fevereiro de 2019

La maison de l'Abbaye,primeiro d'Aillon do ano



Tô me coçando pra ler este livro desde que o comprei,mas por causa do Projeto,estava esperando uma brecha.Agora que terminei o Tratado de Versailles(quanta politicagem e quanta decalage entre o que foi proposto e como saiu o tratado no final,o próprio autor, diplomata,fala de sua frustração no final) irei encaixar o primeiro francês do ano.
Como estou engatinhando no Homem sem Qualidades(leitura bem lenta mesmo),e lendo o Três Imperadores,acho que dá pra colocar algum entretenimento junto.
Sim,eu me divirto com polar historiques há tempos e sinto falta quando demoro para ler algum.
Este é da série "Holmes" que o d'Aillon criou para o século XV.

terça-feira, 12 de fevereiro de 2019

Os três Imperadores(Lendo o mundo da Primeira Guerra), e além:



Terminado o Jogo dos Olhos com uma certa decepção,achei que já iria falar de sua saída de Viena para a Inglaterra,mas não,acaba com a morte da mãe(sua alma gêmea e antagonista,ao mesmo tempo).Acho que o período pré Segunda Guerra está no Festa sob as bombas,que parece ser um volume póstumo.Os três lidos até agora foram escritos enquanto o Canetti estava vivo,na década de 80 do século passado.Como durante o Jogo dos Olhos ele falou mais sobre seus encontros com outros intelectuais e artistas,sua obra não apareceu muito,tirando a epopéia até publicar o Auto de Fé,em 1935.Além dele,só houve referência a duas peças de teatro e a eterna pesquisa sobre "as massas",que só foi publicado bem depois.Livros muito gostosos de ler,ficou um gostinho de quero mais.Mas só vou ler o Festa sob as bombas quando tiver "progredido" e alcançado o período da Segunda Guerra.Antes planejo ler mais alguma coisa sobre alguma personalidade que se tenha destacado no período até 1918,para depois ler sobre a Revolução Russa(e com certeza o Dr. Jivago),para só então chegar no período 1939-1945.Do Hobsbawn,como disse no post anterior,o ideal seria ler todos os livros das "Eras",mas acho que ficarei apenas com  o sobre o século XX(A Era dos Extremos),veremos.




Por enquanto,peguei este Os três Imperadores para mais  saber detalhes sobre o funcionamento das monarquias ,a política da época e como "funcionaram" durante o conflito(1914-1918).Inglaterra,Alemanha e Rússia enquanto "impérios" - pra variar ficou faltando algo sobre o Império Austro-Húngaro,ainda não encontrei nada mais específico sobre.É assim que as memórias somem,apenas cem anos depois( o que em História é um período curto de tempo) e não se encontra nada para ler a respeito.

quinta-feira, 7 de fevereiro de 2019

Lendo o mundo da Primeira Guerra Mundial,continuação





Continuando as leituras,o Homem sem qualidades está evoluindo aos poucos,leitura fluída(ou eu que não presto atenção,vai saber!),capítulos curtos,ainda não passei da pág.70,as páginas são grandes,cobertas de texto quase sem espaço,um volume pesado para segurar,um pouco chato pra ler,fisicamente,mas o enredo é bom.

Já o Jogo dos olhos está no terço final,Canetti já é um autor "publicado",casado e ainda está em Viena d'Áustria.Não cita a Alemanha diretamente,mas já houve menção aos "sentimentos" da época e suas repercussões e sim,o meio intelectual que ele vive é predominantemente judeu e vários intelectuais citados,Musil inclusive,"voltaram" para Viena depois das mudanças na Alemanha entre os anos 30-35.

Mas o que está me pegando bem é o Tratado de Versailles,os bastidores das conferências,os "tratados secretos" e os entraves que cada participante tinha que superar para atender as exigências.Muita politiquice,interesses territoriais e muito embrião para conflitos que existem até hoje.Descobri que a família Al Assad da Síria se apoderou do país exatamente nos fins da Primeira Guerra,ou seja,seu domínio já tem mais de um século e o país nunca teve estabilidade por longos períodos.




Este mapa acima mostra a diversidade étnica dentro do Império Austro-Húngaro,diversas nacionalidades sob o jugo dos Habsburgos,falantes do alemão.




Os Impérios até1914





Já estou pensando em tirar meus Hobsbawn do esquecimento,os livros das Eras,tenho todos,mas os que li já esqueci,e queria me fixar no sobre os impérios e no sobre o séc XX,mas não quero ler o sobre as revoluções e sobre o capital,veremos.


quinta-feira, 31 de janeiro de 2019

O homem sem qualidades(Robert Musil),O tratado de Versailles (Harold Nicholson ) - Lendo o mundo da Primeira Guerra

 Terminado o Homens em Guerra (e ainda sem fôlego,que livraço!!!),inicio o livro que está me esperando há muito tempo na estante,sobreviveu a vários expurgos, e que tem fama de ser difícil e que ainda não tinha me deixado curiosa como estou agora,veremos - já considero como preparação para o Montanha Mágica que virá a seguir.
 Este vai ser o primeiro livro sobre diplomacia que vou ler.Ele é dos anos 30 e são as anotações e memórias de um diplomata que, em início de carreira em 1919,participou das conversações que colocaram fim à Primeira Guerra e que segundo consta,foram  a causa  da Segunda devido às imposições que a Alemanha sofreu.
Este aqui foi mais para dar uma consultada,tem uma "linha do tempo" das guerras desde que a história delas foi registrada,ou seja,desde a antigüidade!E pequenos resumos sobre personalidades de cada época,armamentos e coisas assim.Muito resumido porque abarca um período histórico imenso.



Também sigo com o Jogo dos Olhos,os acontecimentos da Alemanha como a queima de livros já foi citado mas,como o Canetti estava na Áustria,sua vida parece acontecer sem problemas - se deteve muito sobre a convivência com o músico Herman S. que no livro é citado como "H" e agora está falando sobre sua amizade com um escultor.A convivência com pessoas de todas as origens (tchecos,alemães,húngaros,etc)continua,mesmo não havendo mais "império" me parece que Viena e seu caldeirão cultural continuaram  a atrair músicos,intelectuais e artistas de língua alemã.

UPDATE:
Tinha esquecido de falar que acabei o A História Ilustrada da Primeira Guerra,que terminou com a entrada dos Estados Unidos na guerra,o peso deles  favorável aos aliados e os fins dos combates e deixando um chorinho sobre o que a Europa central se tornou após o conflito e que isso ,entre outros fatores,contribuiu para que depois caíssem em "regimes totalitários" - eu achava que apenas depois da Segunda Guerra é que tinham ficado assim,ou seja,tenho ainda muito pra ler para saber das conseqüências da Primeira Guerra,o projeto segue.

segunda-feira, 28 de janeiro de 2019

O jogo dos olhos(Elias Canetti),Homens em guerra(Andreas Latzko) - Lendo o Mundo da Primeira Guerra

 Continuando as leituras,da biografia do Canetti já cheguei no 3º volume,que dá conta dos anos 1931-37 e sim,já "passou" o período da guerra,ele se estabeleceu em Viena e convive com intelectuais e artistas(Broch,Musil,Karl Krautz,a família Mahler,etc),já é um escritor ,mesmo ainda não publicado.Indiretamente,apareceu alguma fala sobre o que "teria acontecido na Alemanha",e o alemão é a língua que os une.Como este volume me parece mais centrado no desenvolvimento profissional do autor,não sei se ainda vai alcançar outras esferas.Mas continua uma leitura muito boa.



Agora,este aqui foi uma grata surpresa,acabei de  comprar e foi começar a ler para perceber mais uma obra prima.Livro curto,cada capítulo fala de uma "sensibilidade" diferente em relação à guerra.Das esposas de militares,mortos ou feridos,dos soldados nas trincheiras,dos que estavam se beneficiando com a guerra e querendo sua continuação.Ainda me faltam uns três capítulos,mas até agora estou gostando muito.



E estou dando conta da História Ilustrada da Primeira Guerra Mundial,apesar das "movimentações militares",está muito interessante quando mostra as outras frentes de guerra além das européias.Mostra um Oriente Médio onde ainda existiam Mesopotâmia(Iraque),Pérsia(Irã):uma África ainda dividida segundo a colonização e participando do conflito.A existência dos "protetorados" nos incipientes países árabes ou no Egito e a "mão" dos ingleses numa grande parte do mundo(só a Índia britânica englobava o que hoje é além do país desse nome,Paquistão,Bangladesh e Nepal,ou seja,gigantesca e fornecendo muita carne pra canhão!).E a Polônia?!?Um pedaço para cada "império" circundante .


À cada operação militar descrita,aparecem as inconseqüências das diretrizes militares,a carnificina que causavam e a inutilidade de tudo isso - não aconteciam "vitórias" e as tomadas de terreno vira e mexe eram revertidas ficando tudo num "empate" sangrento - as poucas "vitórias" de cada lado e o como a coisa continuou por si mesma.

Acho que está perto da entrada dos Estados Unidos na guerra e ,pelo que sei,foi o fator fundamental para o desenlace do conflito.

quarta-feira, 23 de janeiro de 2019

Lendo o Mundo da Primeira Guerra,continuação



Terminei em sequência   o Vozes Esquecidas da Primeira Guerra  e também  o Soldados  Rasos, e como o livro de memórias  foi uma pancada(a beleza das comemorações de Natal entre "inimigos " no começo  da guerra,as mortes inúteis  e inúmeras,entre muitos outros relatos),a ficção empalideceu um pouco,mas foi muito boa também .E ambas foram muito evidentes mostrando o absurdo da guerra,o sem sentido.
Agora estou relendo esta História Ilustrada da Primeira Guerra do John Keegan,historiador militar -   que tem também  o incrível Uma História da  Guerra(que não  vou reler por agora por ser mais amplo,nele o autor mostra desde o início da humanidade como a guerra se desenvolveu) - do qual não  tinha nenhuma lembrança e que é um pouco detalhista demais quanto a descrição  da organização  dos exércitos nas batalhas,o que é um tanto chato(mais ou menos assim:o segundo corpo do exército alemão se deslocou para....junto com o nono corpo,ao mesmo tempo que as divisões X e Y do exército  francês.....).Mais interessante são os diversos recortes com fotografias mostrando os soldados e descrevendo situações. O engraçado  é que parecem "soltas" no meio de um texto com o qual não têm relação direta,problemas de edição.
Mas vou me esforçar  para chegar ao fim.
E,para a ficção, vou ler Os 39 degraus - sim,o que deu origem  ao filme do Hitchcock - thriller de espionagem .













quinta-feira, 17 de janeiro de 2019

Soldados Rasos(Lendo o Mundo da Primeira Guerra Mundial)


Terminado o Marcha de Radetzky(que livraço!)agora chegou a vez do Soldados Rasos que pela fama,é um livrão daqueles também.Até agora só leituras muito boas,meu projetinho está andando bem.

A sinopse no site da editora(Carambaia):

SINOPSE

Soldados rasos, inédito no Brasil, foi publicado pela primeira vez na Inglaterra em 1929 e no ano seguinte, com cortes, livre de palavrões e demais expressões consideradas chocantes para a época. Ambas as versões foram assinadas por “Soldado 19022”, identificação militar recebida pelo escritor australiano Frederic Manning (1882-1935) durante sua participação na Primeira Guerra Mundial.



Conhecido nos círculos literários da Inglaterra, onde vivia, Manning alistou-se voluntariamente no exército britânico e lutou, ao lado de soldados de diversas nacionalidades, nas ofensivas franco-britânicas contra os alemães na região do vale dos rios Somme e Ancre, na França, durante o segundo semestre de 1916.



Seu livro é uma ficção baseada no cotidiano dos homens nas trincheiras e acampamentos, entre bombas e goles de rum, longas esperas e marchas. Manning dá voz aos soldados anônimos, com seus diferentes sotaques e gírias, revelando a percepção – ou incompreensão – que tinham do conflito.



O sucesso do livro na Inglaterra fez com que autores e críticos fossem investigar a identidade do Soldado 19022. Foi T.E. Lawrence, apreciador da escrita de Manning e que considerava a obra “o livro dos livros” sobre o exército britânico, quem a desvendou e forçou o autor a sair do anonimato.



Cultuado por escritores como Ezra Pound, T.S. Eliot ou E.M. Forster, Soldados rasos só foi relançado em sua versão completa na Inglaterra no final dos anos 1970. É essa a versão que foi traduzida pela primeira vez para o português.



Ernest Hemingway declarou certa vez que considerava o livro de Manning como o “mais belo e mais nobre” de todos os que já lera “sobre a guerra e os homens que a fizeram”. “Eu o releio a cada ano, para me lembrar de como as coisas realmente eram, para não ter nunca de mentir – a mim mesmo ou aos outros – sobre o que foi essa realidade”, disse.



Tradução: Fal Azevedo

Projeto gráfico: Tereza Bettinardi