sexta-feira, 18 de agosto de 2017

Leopoldina - a biografia íntima





Lendo no Kindle,livro que foi "brinde" da Amazon meses atrás.Queria ler alguma coisa leve,mas que não fosse ficção e, pra fazer a fila dos e-books andar, escolhi este.
Não tinha informação nenhuma sobre a edição e vi que é tradução de uma espanhola(ou em castelhano de algum país da América Latina?).
Sobre a Leopoldina tenho nas estantes o Cartas de uma Imperatriz(citado como uma das  fontes no a Biografia Íntima) livro muito interessante que estabelece uma biografia a partir da correspondência , e Uma Habsburgo no trono brasileiro(este também está por ler) .
A figura dela é muito trágica,como a de muitas "princesas",morreu jovem depois de uma infinidade de gravidezes(é assim este plural?) e abortos,além da morte dos filhos pequenos - e fora ter casado com o Pedro I que não era exatamente uma pessoa "fácil".Perdida nesta colônia de Portugal ,muito distante da sua Viena ,do meio cultural em que se criou,da sua enorme família e de qualquer amparo ou proteção.
Ainda li pouco,mas nada diferente do que já sabia sobre seus primeiros anos.Estou chegando na parte em que combinam seu casamento.O fim da história todos já sabemos,mas quero ver como este livro mostra a sequência de eventos para colocá-la como uma das responsáveis pela Independência - História a partir  dos  personagens "secundários" tem sempre um viés interessante.

quarta-feira, 9 de agosto de 2017

Saramago:As Intermitências da Morte



Este Saramago "escapou"de mim - durante os anos 90/2000 consegui ler quase todos os livros dele logo após serem publicados,mas só guardei os meus preferidos o Evangelho Segundo Jesus Cristo,A História do Cerco de Lisboa e o Memorial do Convento - quase guardei também o Ensaio sobre a Cegueira,mas é um livro tão "duro" que acho que nunca mais vou querer ler algum dia.Talvez o Todos os Nomes e o Ano da morte de Ricardo Reis ainda "voltem" ao acervo,mas não tão já.

Este As Intermitências da Morte  todo mundo que leu elogia , eu comecei e a história é muito irônica,mostra o que acontece quando de repente ninguém mais morre,as "soluções " encontradas e as diversas facetas da sociedade,das autoridades,os empresários,as famílias,os bandidos,todo mundo "envolvido" .Comecei e li 25% do livro numa sentada,mas estou "economizando" pra não acabar logo e eu aproveitar ao máximo a leitura.Ele tem "o texto do Saramago" - pontuação majoritária com vírgulas,sem travessões para os diálogos e é só pegar o rítmo que a leitura flui bem.Estou gostando bastante,vamos ver como termina.

segunda-feira, 7 de agosto de 2017

Um filme que tem a leitura como enredo

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Este filme é lento,mas impactante.A história de um encontro/desencontro que tem a leitura como canal de aproximação entre duas pessoas que muito provavelmente não se relacionariam,mas que apesar de tudo mantém uma ligação fortíssima,e os livros são  por onde passa o afeto.A aquisição da capacidade de ler/escrever humaniza uma personagem "dura",seca,improvável de ser sentimental,mas que se transforma quando passa a ser uma leitora.
Eu gostei demais ,além do tema me interessar muito,a Kate Winslet e o Ralph Fiennes estão incríveis.

sexta-feira, 4 de agosto de 2017

Leiturinha rápida:Manual prático de bons modos em livrarias

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Ri bastante lendo os "causos" acontecidos em livrarias entre leitores e livreiros ,mas ri muito mesmo.Depois(sempre tem um depois) parei pra pensar na falta de educação básica,na falta de conhecimento e cultura,no quão distante de muita gente é entrar em livrarias,consumir livros e até trabalhar com eles para quem não tem o costume de ler,daí a história perdeu bastante a graça.

quinta-feira, 3 de agosto de 2017

E no espacinho que faltava preencher....




...coloquei as últimas aquisições.Estou me controlando e fugindo das ofertas,tem livro demais me esperando pra ser lido e eu estou num momento "devagar" na leitura,dando um tempo maior entre uma e outra pra não sobrecarregar a cabeça e deixar passar batido - apesar das minhas críticas,li muita coisa legal este ano,saí da minha zona de conforto e num balanço,tive mais leituras aproveitáveis que não.


quinta-feira, 27 de julho de 2017

Pra falar de biblioteca tenho que falar da minha


Esta semana estão falando muito de bibliotecas,usando a #abibliotecadaminhacidade,pra falar daquelas que frequentam.
Mas não ,não frequento bibliotecas públicas.Tenho o "meu canto no sofá" pra ler e não tem como ler em outro lugar - a poltrona que fica exatamente no "quarto dos livros" está em desuso.Fora meu acervo pessoal que é grande.
Comecei a ter estantes na época da faculdade(idos dos anos 80) e desde então o acervo foi mudando dependendo dos gostos das épocas.Já foi pau a pau ficção/não ficção(sou formada em História e sim,sempre fui uma "compradora" de livros - não tenho filhos,sou sozinha,gasto meu dinheiro do meu jeito),hoje em dia é 3/5 ficção.Tenho alguns livros que resistiram aos expurgos que de tempos em tempos eu fiz para ter mais espaço(há cada vez que mudei de casa foi um) e este ano(culpa das promoções da Amazon e dos Booktubers - sim sou influenciável) meu acervo tem uma parte novinha em folha de não lidos.Muita coisa diferente do meu habitual.
Digo e repito:é muito livro pra pouca vida,tem muitos e muitos autores para conhecer e por mais que tenha lido de tudo,garanto que tem algum gênero que ainda não me pegou.Fora as releituras que acontecem ,ultimamente para ler no original - conhecer um livro em sua língua natal é demais,mesmo já "conhecendo o enredo" é sempre uma outra história - e eu tenho aproveitado meu francês para isso.Não vejo a hora de conseguir ler em inglês,já comecei com pequenos textos,quero alcançar mais este patamar de leitura.Daí,quantos mais eu vou querer?!?!
Onde vou colocar tanto livro?!?!?

A gente tem que ter espaço!Eu estou "na última prateleira"


Tem só  um espacinho no alto de uma das estantes e um "buraco" ainda vazio em uma das  prateleiras - isto se eu conseguir continuar a não fazer "fila dupla" em cada uma delas.


E os e-books(quando consigo grátis ou por precinho camarada)também se acumulam no Kindle!!!


Minha casa não tem luxos,nem móveis novos,tudo já é "vintage",mas minha biblioteca é incrível e eu não canso de olhar pra ela,pegar nos livros,rearranjar.

Sei que é "luxo" prum país que nem saneamento básico garante para a maioria da população,mas por mim,cada casa teria a sua.

sábado, 22 de julho de 2017

Les Liaisons Dangereuses - Choderlos de Laclos


Um verdadeiro romance em correspondências,delicioso de ler desde o início e olha que eu já tinha lido traduzido(há eras atrás) e visto o filme(com a Glenn Close e o John Malkovickh) mil vezes.É uma nova visão desta história,uma leitura muito fluída e gostosa.E melhor ainda ,o e-book estava de graça na Amazon,não tinha como não aproveitar!Tem vários em "domaine public" na aba e-books em francês é só procurar.
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quarta-feira, 12 de julho de 2017

Vida e Destino,já estou com saudades

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Terminei ontem a leitura deste livro e confesso que já estou com saudades dos personagens,fiquei com um gostinho de quero mais.
Tendo a Batalha de Stalingrado(Segunda Guerra Mundial) como pano de fundo,acompanhamos (com alguma dificuldade no começo,devido aos nomes russos não serem fáceis ,depois a gente se acostuma) a vida de alguns grupos de pessoas:principalmente a família de Chtrum,sua esposa e filha,suas cunhadas e cunhados,enteado,sobrinhos,mãe e sogra( reconhecia as personagens conforme apareciam e pelas situações)que passam pelos perrengues da guerra contra o nazismo vivendo durante o stalinismo na antiga União Soviética.
A luta é contra os nazistas,acontece numa sociedade autoritária e controladora - todo mundo tem algum problema com as "autoridades" e os grupos agem conforme são afetados por elas.Comida,trabalho,moradia,agasalho,aquecimento,tudo depende do Estado(o "grande irmão" está em todos os lugares) e de como os "cidadãos" estão localizados nesta sociedade "igualitária"(só que não).
Há ainda os militares,os presos em campo de concentração nazista e também os presos políticos num campo de trabalhos forçados soviético.Cada grupo com vários "tipos",diversos e com motivações variadas
Há o  "problema judeu" que os soviéticos também tinham,tanto quanto os nazistas.Há os soldados alemães,mostrados de maneira mais intimista,sem estereótipos - tanta quanto os soviéticos.Há o problema da ocupação de territórios  e da expulsão de populações - o convívio difícil com o diferente,o não igual.As dificuldades do dia a dia na guerra.

São inúmeras situações,colocadas com alguns intervalos entre elas - acompanhamos o que acontece e às vezes os personagens ficam um tempo sem aparecer ,a luta para se manter num sociedade policialesca ,os embates pessoais,os amores possíveis(sem "romance"),o enfrentamento da morte,as dificuldades da miséria,a esperança ou falta dela.
O caráter humano sobressai,ninguém é herói ou vilão completamente, tudo depende do que acontece e das reações provocadas.E acompanhamos todos e dá vontade de "ajudar",de estar junto,fazer parte.

Não é o livro da minha vida,mas gostei muito - eu adoro histórias com recorte temporal e esta mostrando um episódio da Segunda Guerra(apesar de eu já ter assistido a n filmes" Stalingrado")é muito rica,humana e "moderna" -  é literatura engajada politicamente, é uma "denuncia" do modo de vida daquela população de 70 anos atrás,um período não tão longíqüo assim,mas já distante da realidade atual.E a vida mostrada é verossímil,parecem verdadeiros os personagens ,não são rasos.E suas histórias tocam o humano que há em cada um de nós.