segunda-feira, 27 de março de 2017

Letra e Música:Ruy Castro

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Oops,arrumando as estantes estes livrinhos me "pularam" nas mãos,e não quis deixar a leitura pra depois.A edição é bonitinha,os textos(antes publicados em jornal) estão separados em dois voluminhos que vem numa capinha plástica vermelha.
Delícia que é ler Ruy Castro,o homem é  "A" memória para tudo de música do séc XX,a gente vê passar tudo ,os personagens,os causos,e como ele escreve quase que se tivesse presenciado tudo.Eu sou fã confessa dele e tenho alguns dos seus livros,é uma cultura impressionante .
O único senão destes, apesar de ser da CosacNaify, é que os tipos são minúsculos e escritos em azul num livro,em vermelho no outro,cansam a vista fácil,mas foi uma leitura zás-trás,super rápida.E sempre deixa uma "saudade" de tempos não vividos.

PS:o volume 1 é sobre música
      o volume 2 é sobre literatura e jornalismo

sexta-feira, 24 de março de 2017

Rashômon e outros contos




Por causa do Desafio Livrada! cismei em ler algumas das categorias sugeridas e dentre elas estava a de autor(a) japonês(a) que eu nunca tinha  lido(apesar de ter o Musashi me esperando há tempos na estante), daí fui procurar os livros e, sem informação nenhuma sobre -  fora o título por causa do filme do Kurosawa - escolhi este por ser de contos,achei que seria uma leitura rápida,leve.
Quem dera!
O autor,Akutagawa suicidou-se aos 35 anos em 1927!E nos contos deste livro o que existe são exatamente as coisas que o atormentavam:religião(ele era cristão),a arte de escrever(ele era formado em literatura ocidental e bastante influenciado por ela),loucura (tinha casos na família ,inclusive sua mãe) e morte.Os dois primeiros contos ainda são leves,apesar do tema(morte),daí em diante a coisa vai pesando e se arrastando e pra chegar ao final,ufa!E o último conto é uma despedida,uma carta "prevendo" o suicídio,tétrico.
Fora a cacofonia dos nomes ,uma coisa que para mim atrapalhou bastante - nomes em línguas ocidentais são mais comuns e até os russos eu encaro melhor.
Bem,foi uma experiência e não ,não me atraiu para literatura japonesa ou para qualquer outra - não foi uma leitura "densa",foi pesada e chata mesmo.




quarta-feira, 22 de março de 2017

E então....





Ainda com os contos de Tolstói e me deparando ou com erros de revisão(contos repetidos) ou com problemas mesmo da edição,é um e-book enorme e não sei qual o critério para a seleção além do Tous(todos) do título - os famosos do senhor e do servo.a morte de Ivan Ilitch e os sobre religião já passaram e quando estava melhorando no aspecto literário,bum,a repetição de um conto longo que já apareceu nos começos do livro e outros com temática parecida a algum que estava antes - ruim não saber da edição,kindle tem disso.Devagar,mas caminhando nesta leitura pra não demorar demais para acabar(lembrando que comecei em janeiro,mas não quero que se arraste por muito tempo).

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Também já li A Ilha do Tesouro e as Aventuras do Hucleberry Fynn do meu box de Aventura da L&PM.São as versões integrais em traduções mais recentes e não as adaptações infantis que li num passado remoto,a edição é simples,só ruim os tipos muito pequenos e o texto "espremido" na página dos pocket books.



Ao mesmo tempo que quero desatrasar os clássicos,quero também continuar com os romances históricos e com os livros de escritores mais recentes,mas não dá tempo pra tudo!!!E quero enfrentar os "livrões",os calhamaços que também estão à espera.

segunda-feira, 20 de março de 2017

O santo sujo - a vida de Jayme Ovalle (Biografia)

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Pra "limpar o dial" eu gosto de umas não ficções entre as "literaturas" e escolhi esta biografia(adquirida num dos bota-fora CosacNaify que a Amazon fez no começo do ano) que estava numa listinha antiga de livros para ler.
É uma edição bonita,de capa dura,papel beginho,recheada de fotos.Pesada para quem está segurando o kindle mais que livros,ultimamente.


Mas:quem foi Jayme Ovalle?Era um dos da turma do Manuel Bandeira,Vinicius de Morais,Gilberto Freyre entre outros, no Rio de Janeiro nas primeiras décadas do século XX .Artista que como muitos deles veio de outros estados, foi funcionário público para se manter enquanto a arte rolava em paralelo.Mas,o que ficou da produção dele?Muito pouco,algumas músicas.Mas,qual o interesse,então?Bem,é pela pessoa e pelas interações que criou,um "amigo" de muitos e influenciador ,sendo que ,além dos já citados,Carlos Drummond de Andrade,Otto Lara Resende,Fernando Sabino e Mário de Andrade fizeram parte dos seus círculos de atividade,que incluía além dos escritores,o mundo da música(foi contemporâneo de Pixinguinha) onde o samba aparecia e as "expressões brasileiras se faziam valer;fora as relações de parentesco que vão se estabelecendo (até a Isabel do vôlei é citada com descendente de um dos "caras" da turma).

O mais gostoso do livro,a meu ver,foi a forma que o autor,Humberto Werneck,juntou as memórias para estabelecer a biografia.Jayme Ovalle aparece na fala de conhecidos e é personagem da correspondência entre eles.O papel dessa correspondência é vital para a manutenção dessas memórias e Manuel Bandeira aparece como parte primordial para que o trabalho de Jayme Ovalle tenha alguma relevância,por ter sido além de amigo,parceiro em composições e incentivador do talento não muito desenvolvido do camarada.Em suas cartas a Mário de Andrade e no que aparece em várias delas o personagem Ovalle fica bem caracterizado:inteligente apesar da pouca instrução,boêmio,funcionário público exemplar e com idéias meio mirabolantes com a "classificação" que criou para a humanidade em cinco categorias(Gnomonia) ,fora um misticismo católico permeando tudo.Aparece também em crônicas e poemas de vários dos "irmãozinhos" .

Dele diz o poetinha :"Jayme Ovalle é inclassificável.Tudo que pretendia defini-lo numa classificação sumária,fica aquém da realidade complexíssima que tem,no registro civil,o nome de Jayme Ovalle.Pode-se dizer que é músico,que é poeta,que é católico,que é amigo.É isso com efeito,e é muito mais".

E contam-se casos e casos de Ovalle e os amigos, uma  escrita em torno de um personagem,que vitaliza e humaniza a todos.Vão se mostrando  e também à  História do país que  aparece como pano de fundo.E é engraçado ler as notícias pelas cartas e perceber o humor ou o temperamento dos nossos grandes escritores por fora de sua obra.As cartas aqui aparecem como sua "rede social".Uma certa intimidade fica exposta mas de uma maneira agradável.

Texto bom para conhecer os autores além da obra e sentir um pouco da atmosfera do que então era a capital do país.E sim,todos estes nomes(que eu não sei se têm significado para quem é do séc XXI) foram jovens e sim,as circunstâncias da vida (casamentos,parentela,desentendimentos) por mais mesquinhos que sejam,acontecem pra todo mundo.

sexta-feira, 17 de março de 2017

Primeiras e nada boas impressões:João Anzanello Carrascoza e Marco Lucchesi







Fiquei curiosa sobre este autor,João Anzanello Carrascoza,por ter visto vários comentários positivos sobre um seu livro chamado Cadernos de um ausente e outro Aos 7 e aos 40,mas como o primeiro está esgotado e o segundo não me atraiu deixei passar,daí,fuçando nas ofertas de e-books na Amazon,me deparei com este texto - não é um livro,apenas um continho de poucas páginas - e resolvi dar uma chance.Bem,é uma amostra mínima e com duas frases bonitas sobre amor/relacionamento.A depender desta leitura,o autor vai continuar "inédito" pra mim,não me conquistou.










Já este,o livro como objeto é ótimo,capa quase dura,papel pólen,uma delícia....não fosse o texto.Sério,comprei achando que era ou uma biografia ficcional ou algo mais para romance histórico e não é nada disso.São digressões a respeito do bibliotecário de D.Pedro II,costuradas por algumas "cartas" e com ex-libres impressos como curiosidades  (substantivo masculino de dois números
vinheta desenhada ou gravada que os bibliófilos colam ger. na contracapa de um livro, da qual consta o nome deles ou a sua divisa, e que serve para indicar posse)
.O "romance" escrito na capa é enganador,a não ser que se tenha algo como um noveau roman à francesa da década de 50 como foco.E mais uma vez uma autor "incensado",da Academia Brasileira de Letras e .....por este texto,péssimo autor.

quarta-feira, 15 de março de 2017

Pra menininha que assistiu estas aventuras na sessão da tarde





São quatro livros da LP&M,formato pocket,mas são edições mais novas de textos que já li em adaptações diversas quando era criança e que assisti aos filmes antigos que passavam sempre na televisão.Gosto demais destas histórias e serão os textos que vou intercalar(junto com os  outros que já falei antes)entre outras leituras mais "adultas";

. A Ilha do Tesouro
.As aventuras de Huckleberry Fynn
.Viagem ao centro da Terra
.As aventuras de Simbad ,o Marujo


Histórias eternas e que me trazem boas lembranças.

segunda-feira, 13 de março de 2017

Meu primeiro Guimarães Rosa:Manuelzão e Miguilim

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Tenho uma edição do Grande Sertão Veredas me esperando há anos na estante,e nunca que eu me animo a ler.E não queria comprar o box com todas as histórias do Corpo de Baile que está sendo vendido atualmente,daí vi que o e-book estava num preço bom e ...vamos ler Guimarães.
Tinha receio da linguagem,tão decantada e tanto elogiada,mas depois  do Luiz Fernando Carvalho deu pra perceber que não é mais tão inusitada assim -  no Meu Pedacinho de Chão o vocabulário era "roseano".
Dá pra ler numa boa,a sonoridade vai pegando a gente,sem problemas.
A tristeza e as durezas da vida no Mutum,ah Miguilim,que vida!

Até aí eu gostei.

Já no Manuelzão a linguagem fica menos "musical" eu diria,tem as onomatopéias e os neologismos - fora as palavras antigas mesmo(bom do Kindle e que tem o dicionário,é só selecionar a palavra na tela) e....não teve o mesmo encantamento.


Acho que meu Grande Sertão ainda vai me esperar por um tempo,não fui totalmente conquistada,ainda.

sexta-feira, 10 de março de 2017

Bartleby,o escriturário

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Nunca li Melville e esta primeira vez foi uma surpresa e tanto.Leitura super rápida,fluente e humana,imensamente humana,sobre compreensão,compaixão,aceitação.Daquelas que te deixam pensando quando termina.E um texto curtíssimo,uma jóia.Nem vou falar do enredo,esta é pra se jogar na leitura.

quarta-feira, 8 de março de 2017

O juiz e seu carrasco - Friedrich Dürrenmatt

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E então acontece um crime,o comissário encontra o cadáver de um seu subordinado e começa a investigação.Um outro policial é chamado para ajudar e os dois "encontram" um suspeito que é uma figura misteriosa,mas que não cometeu o crime - pelo menos,não esse.Qual a ligação com o morto?A troco do quê ele investigava quem ele investigava?Morreu devido à investigação?
Quem é culpado?Como?Por quê? Ah, a gente percebe que vai ter uma reviravolta....mas ela não é bem o que esperávamos.
Leitura velocíssima,uma sentada rápida e ...ótimo entretenimento.

segunda-feira, 6 de março de 2017

Quantos autores ainda por conhecer?



Entre uma leitura e outra,verificando as sugestões dos autores imprescindíveis.
Escolhi este guia pequenininho,existem outros muito maiores,mas daí a sensação de "falta ler" seria maior,deixei os grandões pra depois(fora que são caros!) e tem também a minha birra com as literaturas contemporâneas que ,pra mim,ficam em segundo plano,não tem jeito - os clássicos e eternos me atraem muito mais.


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