terça-feira, 16 de junho de 2026

La pension Belhome,Frédéric Lenormand








 

 



Depois de ler o Na voz dela entendi porque não houve elogios: é um livro grande,lento,narrado por uma jovem falando desde sua infância até o "momento presente" da escrita.Não foi uma vida plena,a pessoa não é carismática falando de si e das relações com os pais,as memórias e suas dificuldades no mundo (Itália dos anos 1920 até o imediato pós Segunda Guerra Mundial).Importam muito as relações estabelecidas entre as mulheres ,mas não é panfletário e fixa-se,isso sim,nessa moça problemática e no que seu sentimentalismo acaba causando.A história  continua na gente depois que o livro termina,muitas e muitas camadas,vai render.
Depois,peguei este Parágrafos fúnebres,do Wesley Barbosa, que fala de um encarcerado na época da pandemia e,sim,se os mortos "normais" foram uma enormidade mal con tabilizada,os presos atingidos o foram tanto quanto ou mais.
Pra levantar o astral peguei este Entregas expressas da Kiki e o Pequeno manual de defesa pessoal.
Agora,vou pra França do século XVIII em mais um Frédéric Lenormand, dessa vez não ficção.

domingo, 7 de junho de 2026

Na voz dela,Alba de Céspedes



Sobre o A ladeira da memória:não vale o tempo que se perde pra ler.A trama até que funciona,mas a forma:pernóstica,pra ficar no nível do vocabulário  usado(livor,constringente
,passos reboando,etc).Cansa e demora pra ler.Aguentei até o fim e parei no apêndice por desinteresse total neste escritor que o tempo pôs pra fora,RIP.
Vou para Alba de Céspedes,não o seu livro mais conhecido e falado,mas por este, Na voz dela   que deve ter assustado só pelo tamanho.A maioria dos livros elogiados é daqueles bem fininhos.Eu já gosto mais assim,grandes.Veremos.

 

quarta-feira, 3 de junho de 2026

A ladeira da memória, José Geraldo Vieira




O livro da Sigrid Nunez foi sobre amor,amizade,dependência  emocional e vida de escritores,porque os personagens principais foram escritores e também,apoio emocional(no caso um cão).Bom livro,leitura fluída,porém, aquém do que vi por aí na rede.Ganhou prêmio, ganhou,mas,sinceramente, isto me diz cada vez menos.
Agora vou pegar um nacional antigo,da década de 1950,de um escritor que nunca li,mas,nos blurbs,só recebe elogios.Porém um deles é de Olavo de Carvalho.......medo!Nesta onda de conservadorismo e de caceteação  religiosa de baixa ordem,já fiquei com os dois pés atrás ,veremos. 

 

domingo, 31 de maio de 2026

O amigo - Sigrid Nunez


O que dizer de Mandíbula?Livro estranho,com gente esquisita,eu não tou legal,mas a leitura é fluída.Infância abandonada,solidão,sexualidade,crescimento sem acompanhamento,doença mental,adolescência em "grupo " violento,comportamento psicótico.Alunas,uma professora,suas respectivas mães.Homens são personagens secundários. Dá um certo mal estar,mas li tudo e não,até que é bem escrito,mas não é um bom livro.

Agora pegarei O amigo.Elogiadíssimo,ganhador de prêmio....medo?Será que é bom pra ler!

 

quinta-feira, 28 de maio de 2026

Leituras:








 









O A bolsa amarela é de 1976,falando em "não deixar os pensamentos amarrados",criança(menina) questionando os papéis sociais e por aí.Sobreviveu à época mais pesada da ditadura,para agora os crentes(nojo!)tentarem proibir.Ótima leitura,muito mais que um "livro infantil".
Já o Voladoras,livro de contos,muito elogiado quando saiu,só teve dois deles que me agradaram,os outros,por tratarem do grotesco,insólito,perturbador, me incomodaram,mas não provocaram nada além de aversão. 
O Pode me chamar de Fernando, mais um do Wesley Barbosa, trouxe mais uma e (mesma) história  de infância desassistida,pobreza,sofrimento.
E,como tenho mais um livro da Mônica Ojeda(a autora de Voladoras) ,agora romance,vou ler pra ver como fica a impressão  não muito boa que tive da sua escrita,veremos. 




 

 

domingo, 24 de maio de 2026

Leituras:








O Maud Martha e o Descobri que estava morto não me pegaram,da pra ler,mas não acrescentam nada.Já o Adjetivo Feminino é uma delicinha,os verbetes foram criados  e escolhidos após um questionamento feito a dezenas de mulheres sobre como tinha sido classificadas por homens em determinadas situações. Amei!Meu verbete:LOUCA.
Agora estão tentando proibir o A bolsa amarela,só por isso,vai ser lido.

 

quinta-feira, 21 de maio de 2026

Maud Martha,Gwendolyn Brooks




O parque das irmãs magníficas  é,como o Mau Hábito,um livro imprescindível e deveria ser lido.Quanta dor cabe na vida de uma pessoa só pra ser aquilo que é?Muito triste,mas uma ótima leitura.
Agora irei para os Estragos Unidos ler  o romance de uma escritora negra(poeta,ensaísta,professora universitária),publicado em 1953,que trata da segregação, do preconceito,mas que-pelos  blurbs e orelhas- o faz de uma forma muito especial.Livro que foi muito elogiado quando lançado por aqui,veremos. 

 

terça-feira, 19 de maio de 2026

O parque das irmãs magníficas - Camila Sosa Villada









O livro  Mau hábito é muito forte e,ao mesmo tempo,triste.Mas uma leitura fundamental para entender o que se passa na cabeça de uma pessoa que se percebe trans desde pequena,o sofrimento e a dor de ter que se camuflar,esconder,até o momento de viver sua verdade.Todo mundo deveria ler.
Continuando no mesmo tema agora com um livro argentino,O parque das irmãs magníficas ,quero saber como a questão  será colocada.

 

domingo, 17 de maio de 2026

Mau hábito, Alana S.Portero

 



Terminada a bela fábula que foi China Iron(talvez ampliasse o entendimento se tivesse captado mais das referências culturais argentinas/gaúchas/indígenas pelo texto,mas foi bom assim mesmo)vou para um romance espanhol,sobre pessoas trans e escrito também por uma mulher trans,curiosa.

Leituras:




O livro A curva que a água faz no meu corpo foi feito com os relatos das experiências sexuais da autora.Não sei vocês, eu acho fazer sexo bom,ler sobre ,nem tanto.Foi o primeiro livro da autora que,pela foto,é millenium e não me acrescentou nada.Desta leva de pechinchas da Patuá na Amazon a maioria é de autores iniciantes,talvez aí esteja o ponto - falta de mais trabalho de edição ou melhor escolha pra publicação. São quase lançamentos e já estão na baciada ,então.....
E como esta pilha acabou,além de fazer a fila das Hqs andar com este Mega manual de autodestruição,falando dos perrengues do quadrinista,bem mais gostoso de ler,peguei este China Iron ,de autora argentina,que estava meio caindo da estante da sala,onde me espera há eras.História de mulher despossuída,abandonada e abandonando e,por enquanto,andarilha encontrando amizades.Quero ver como se encaminha.