sexta-feira, 17 de fevereiro de 2017

E-book de "presente": meu primeiro YA (lê-se:uai/ei)




E a Amazon "compra" a gente,sério.é um tal de promoção disso e daquilo e ainda vem presentes tipo este de ganhar um e-book depois de outras compras feitas.
Vários títulos oferecidos a escolher.Tudo bem, não eram nada animadores,todos Yang Adult como os booktubers os chamam(livros de aventuras com personagem principal muito jovem em sua saga de herói formando uma série de livros destinados a público jovem) e eu antes de torcer o nariz para o gênero achei por bem explorar este aqui.A cavalo dado não se olha os dentes,mas espero que ao menos interessante este livro seja.
O início da leitura foi bom,nada original,lógico - não é um Bernard Cornwell,por exemplo - mas de enredo verossímil. Todo um mundo original ,com história  ,sociedade dividida em Ordens e o pertencimento à cada uma estabelecendo a participação social.Cada ordem em particular tendo seus requisitos,suas regras e no caso do "herói",seu périplo para pertencer a uma e os segredos por trás desta "escolha".
Fiquei só no comecinho,mais uma leitura paralela - estou pegando este costume agora,normalmente leio um por vez,mas como estou apaziguada com o Kindle,aproveito toda sua comodidade.


quarta-feira, 15 de fevereiro de 2017

Contos de Odessa ,Isaac Babel

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Mais um comprado por quase nada no kindle.
E mais um que intercalei com as  outras leituras,fico de um para o outro no mesmo suporte,e esta é sua maior qualidade:uma pequena biblioteca portátil,super prática."Carrego" muitos livros em "um só".
Agora um escritor "soviético",primeira metade do séc XX e citado com um dos mestres do conto moderno,protegido de Górki,militante e comprometido,tanto que teve ligações com a polícia secreta, o que não o livrou do pelotão de fuzilamento!

Aqui,nada do clima que,por exemplo,existe nos contos do Tólstoi.
Isaac Babel vai falar da marginalidade,dos conflitos entre a comunidade judaica e desta com o resto da cidade de Odessa e arredores.Os primeiros que li todos ao redor da figura do "Rei"(dos bandidos),sua família e as "relações" estranhas que estabelecem.E foram se interligando com os seguintes.Sempre mostrando as situações problemáticas,a implantação dos soviets e as tradições que emergem apesar da transformação política.Um pouco de panfletagem quando mostra que as pessoas passaram a valer  pela sua "capacidade de trabalho" - excluindo doentes,velhos e  marginalizados.

Além destes,fui até o que mostra um "progrom" através dos olhos de um menino judeu.E este foi o melhor conto do livro.Real no sentido amplo do termo,.mostrando um costume da antiga Rússia que não foi alterado com a mudança política

A leitura flui bem,apesar dos temas não agradáveis.É uma escrita dura sobre temas também pesados.

Nada de moral da história.As pessoas são o que são e a vida é o que é,dura.

Foi bom pra conhecer,mas não me conquistou.

segunda-feira, 13 de fevereiro de 2017

Desafios literários:pra sair da zona de conforto nas leituras

Eu, a doida do livro com fundo histórico e aventura, estava há um bom tempo meio presa neles,só lia isso.Neste ano estou escolhendo umas coisas diferentes,senti falta daquela "coisa" boa que tem nos livros,que tocam a gente,mexem com alguma coisa interna.O bom da "Literatura" assim,com letra grande,o que tem a mais que apenas entretenimento.
Não,não parei com o Dumas(Oeuvres Complètes,já li mais três dos folhetins:Le capitaine Pamphyle,Othon l'archer e Le mestre d'armes),mas tem o Tolstói(Contes) pra balancear e os livros que tem lido entre esses.

No Youtube vi  desafios literários bem instigantes,propondo categorias de livros a serem lidos,pra mexer um pouco com hábitos arraigados de leitura e ampliar os horizontes.
Tem o Desafio Booktuber que eu achei meio politicamente correto demais(ler feminista,ler mais autoras,ler autor negro,e por aí) categorizando para aquèm do literário;daí,o Livrada! que é um dos canais que acompanho lançou o seu,que achei bem mais interessante,são 15 temas:


1-um livro vencedor do Prêmio Jabuti
2-um livro japonês
3-um livro que explore o erotismo
4-um roman à clef
5-um livro com protagonista detestável
6-um livro triste
7-um livro de autor que você já conheceu pessoalmente
8-um livro com engajamento político
9-um livro que você ganhou de um amigo
10-um romance psicológico
11-um livro escrito antes do Renascimento
12-um livro já resenhado pelo Livrada!(canal ou blog)
13-um livro de correspondência
14-um livro que se passa em um lugar em que você já esteve
15- Vida e Destino(título escolhido pelo Yuri Ra,o editor do canal)

Me ajudou a perceber o quanto de diversidade e alcance os livros podem ter e eu "meio presa" em só um tipo!Estou saindo da minha zona de conforto e buscando livros diferentes - não,não estou seguindo o desafio ipsis literis,mas fazendo o meu,pessoal.

Pra quem gostou da idéia,fica o vídeo do Livrada!


Ep. #94: Desafio Livrada! 2017




sexta-feira, 10 de fevereiro de 2017

A cor Púrpura

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Estava de graça no kindle,daí baixei e já li para aproveitar.Sei que vi o filme há eras atrás,mas não me lembrava nada da história .
Caso fosse "categorizar" o livro caberia em várias classificações:livro de correspondência,livro triste ,livro com personagem desprezível.Tudo isso no sul dos Estados Unidos,a segregação racial e a falta de condições das famílias negras, pobres , desestruturadas ,reproduzindo a violência de que são vítimas.
Época:a história vai aparentemente dos anos 20 aos 50 do século passado.

Escrevendo para Deus,Celie vai contando todas as suas tragédias que acontecem desde sua mais tenra idade:além da pobreza e da exclusão social,ainda é estuprada pelo padastro(o desprezível que citei acima),engravida,tem os filhos tirados de si e depois,ainda é forçada a um "casamento" onde servirá de babá,empregada doméstica e saco de pancadas,além de ter que se separar da irmã,sua única companhia na vida,que só vai "reencontrar" através de cartas enviadas por ela e por muito tempo escondidas pelo seu marido.
Mas ela "aceita" seu destino e vai apenas relatando o que acontece com ela e com as pessoas que fazem parte da sua nova "família",incluindo aí a ex amante do seu marido que acaba se tornando o ponto de apoio,de superação e de afirmação da Celie ,que vai se libertar deste "aprisionamento" em que viveu boa parte da vida.Todas as mulheres que aparecem vão deixando seus papéis  subalternos e emancipando-se.
Os diferentes tipos de amor entre essas pessoas vai tomando conta dos relatos e é através dele que superam todas as situações negativas em que vão se encontrando. e vão se redimindo dos seus passados,alcançando uma vida mais harmônica e se transformando realmente numa família bem ampla.
Mas o fundo triste e difícil perpassa quase que o livro inteiro,as redenções são o clímax ,o fechamento das histórias.São jornadas de vida complicadas,mas possíveis.Leitura boa,não é um "livraço",mas é uma boa história.



quarta-feira, 8 de fevereiro de 2017

Os meninos da rua Paulo - Ferenc Molnár




Pode um "livro pra jovens" já ter 110 anos?!?
Publicado pela primeira vez na Hungria em 1907,é considerado um clássico ,principal título do autor que também fez sucesso como dramaturgo;  e as edições brasileiras passaram pela mão de dois "cobras",o  tradutor,também húngaro de nascença, Paulo Rónai e  Aurélio Buarque de Hollanda - minha edição da Cossa&Naify tem posfácio do Nelson Archer.
Um livro "de outros tempos",outro mundo - honra.lealdade,respeito e não só pelos amigos,o "outro" vive na mesma esfera de conduta.
O pano de fundo é uma disputa por um lugar para jogar,brincar.Um espaço especial,quase mágico,o grund.Os personagens :dois grupos distintos de garotos,usando regras para se manter em quase uma "sociedade paralela", lutando entre si : os meninos da rua Paulo contra os  meninos do Jardim Botânico - e o como essa a disputa acontece,como se comportam,como reagem às provocações, até que se chega à uma "guerra".
Quem é leal?Quem é honesto?Quem cumpre o combinado?Coma fazem isso?Como se superam os vários embates?Esta é a graça do texto,o que prende .Vencidos e vencedores se desdobram quase como espelhos uns dos outros,ações de uns refletindo no comportamento de outros,mudando as perspectivas.
Eu digo que um nome só basta para "caracterizar" o livro:Ernesto Nemecsek(pronuncia-se Nêmetchek,como nota o tradutor),o héroi trágico da história.

Fica um "gosto" igual ao filme A Grande Ilusão do Renoir - memória de sentimentos e atitudes de outros tempos,outro mundo,que já não existe mais.Saudade do que não se viveu.


segunda-feira, 6 de fevereiro de 2017

E ainda....



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...temos os  contos do Tolstói, chegando nos que se passam em meio mais urbano,apesar da ligação sempre com camponeses.Nesses últimos que li aparecem as trapaças que sofrem,a "esperteza" dos citadinos,a "inocência" que se transforma em revolta - os "bandidos" cruéis e sanguinários que se redimem - muitas vezes seus crimes são originados por alguma deslealdade que sofreram.Um contraste muito "preto e branco",que vai se acinzentando conforme os personagens são atingidos ou pelo que causam aos outros.E sim,o fundo religioso sempre aparece.

Sentindo falta de ler mais sobre o autor,vou procurar pela net e ver o que os textos de apoio dizem - o que estudei na escola não alcançou nenhum dos  russos,infelizmente.

sexta-feira, 3 de fevereiro de 2017

Releitura: O Retrato do rei




Reli o Retrato  do Rei ,da Ana Miranda.
Resgatei um exemplar de sebo,ele está esgotado há tempos,e a minha edição tinha sido expurgada na última mudança,mas senti vontade de ler novamente esta história.É uma narrativa com fundo histórico e passada no Brasil Colônia e é tão raro conseguir ter textos literários sobre este período que achei por bem tê-lo novamente.
A base da história é a Guerra dos Emboabas nas Minas - Capitania de Rio de Janeiro,Minas e São Paulo(era tudo uma coisa só) - no início do séc. XVIII,tendo como pano de fundo o envio do retrato do rei recém coroado,e uma história de amor que não se realiza.
Enquanto o texto fica no embate entre os "reinóis"(portugueses) e os paulistas,pelo controle das minas de ouro,do comércio e de governo ele se mantém interessante.E,mais uma vez,a gente vê a cobiça,corrupção,os jogos de poder,as trapaças,só que neste caso,acabou em guerra civil.
Os personagens são crus,diretos ,sua "realidade" - criada a partir dos registros históricos/correspondências- mostra os interesses escusos,a hipocrisia.Um pouco do cotidiano de uma terra sendo desbravada,"sertão" e o tipo de vida que acontecia.Livres,escravos,mestiços,estrangeiros,todos numa "convivência" nada pacífica.
Até aí tudo bem,mas há um possível casal que em meio à luta  vai se apaixonando,mas sem que os sentimentos sejam expressos.E a guarda do retrato do rei,a "majestade em efígie" vai passando das mãos deles,aos portugueses e  é usada como meio de se terminar a guerra,quando finalmente fica com os paulistas, como modo de representar o "apoio real" - mas não garante a vitória no combate.
E entre as lutas,idas e vindas ,a protagonista de nobre portuguesa entediada,vira mineradora e viajante pelas trilhas,à procura do retrato que desviou .É a parte inverossímil do texto,quanto mais com o fim dela na história e  o do homem que ela descobre amar.É o ponto fraco.
Se tivesse ficado restrita ao combate/luta pelo poder , seria muito melhor,mas isso foi a impressão que ficou pra mim,não sei se esta não seria a parte preferida de outros leitores - mas  é o que estraga muito os livros do gênero,ainda mais estes atuais,nos antigos ,faz parte.



quarta-feira, 1 de fevereiro de 2017

E continuando....







As leituras vão bem obrigado e acho que ajudam a melhorar minha qualidade de sono.Tenho sonhado( alguns vislumbres) e isso é muito raro eu lembrar,quando acontece eu acho que atingi um nível de sono bom e profundo.Ler é cultura e é saúde,rssss.

Continuo ,no intervalo entre outras leituras,com os contos do Tolstói e as histórias curtas do inglês - gostando  do primeiro -  o tanto de religiosidade que contém,uma religiosidade simples,bonita,nada proselitista ou "de igreja",oficial.Personagens humanos lidando com seu cotidiano , em ambiente rural no interior da antiga Rússia,seus hábitos,conflitos e todo um modo de vida; e "lendo" as segundas ,na boa,sem entraves de compreensão,elas estão servindo para o que eu esperava.


Bem,li além do Pauline ,o Capitane Paul,das obras do Dumas.Folhetinescos e por vezes exagerados,mas  bons de ler - sou habituée do estilo, então..... não sei se agradaria a quem é muito do contemporâneo.


Quanto ao Valter Hugo Mãe,é uma escrita boa,a leitura vai fluindo,ao menos neste Filho de mil homens,meu primeiro livro dele.A história começa com um homem que ao chegar aos 40 anseia por um filho ,daí vem a história deste filho,sua mãe e mais outras pessoas que habitam aldeia e vila próximos da praia,como se encontram e como lidam com a solidão,as vidas truncadas.A moça que anseia por amor mas tem uma experiência muito ruim,o filho que não é aceito por ser "maricas";como vão se ajustando e superando os obstáculos.Não é um livro romântico,apesar de falar de amor - tem muitas passagens bonitas,de sentimento.Foi gostoso acompanhar como vão se juntando os personagens,como vão alcançando sua felicidade,mudando,superando problemas e unindo-se numa família mais ampla do que apenas casais.
E ia tudo muito bem até aparecer uma "galinha gigante"?!?!?Coisa que "pula" do texto,não tem nada a ver com nada e não sei se foi alguma alegoria ou simbolização sei lá do quê,estragou bastante a leitura,quebrou o clima.Tá certo,deixou mais uma personagem órfã e um viúvo para serem acolhidos.Por este lado,passa.
Crisóstomo,Camilo,Isaura,Antonino,Matilde e mais os personagens que foram passando  desde o começo da história,muito bonita,de seres humanos se "aninhando",superando a solidão.Esperançoso,eu diria.

Uma boa leitura,mas não alcança o "ocupar o espaço que o Saramago deixou" como li numa resenha.Cada um é um,não vejo possibilidade de comparação.E os textos do Saramago "pegam" a gente de jeito - haja tempo pra ler tudo o que eu quero e reler estes de que tenho saudade!

segunda-feira, 30 de janeiro de 2017

Um autor novo para mim:Valter Hugo Mãe

Eu tenho me percebido preguiçosa quanto a gêneros novos e autores desconhecidos.Fico na zona de conforto dos romances históricos,dos noirs historiques e deixo passar a contemporaneidade,digamos assim.Mas como eu espero "melhorar" as leituras escolhi este autor português de tanto ver resenhas(dos Booktubers) elogiando.
Não peguei um livro por ordem cronológica de publicação,escolhi meio a olho(comprei três,comecei a ler um) este o Filho de mil homens .Estou no comecinho e a escrita dele flui bem,veremos mais pra frente,quando terminar eu volto pra dizer o que achei.


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sexta-feira, 27 de janeiro de 2017

Oeuvres Complètes - Dumas :Acté




Mais um da "biblioteca" do Kindle - baixei um " as obras completas" faz um tempo,para ter  os que eu não li em papel -  e vai levar mais um montão deste mesmo tempo para que eu leia tudo!
Nesta edição tem os "ciclos":Mosqueteiros,Valois,Médecin de Campagne ;e um sem índice individual das obras chamado Romans - que eu acho que tem apenas os textos mais curtos e não em séries como os outros.
Mas falando especificamente deste título,Acté -  ele se passa na Antiguidade romana,tendo Nero como protagonista e a dita cuja Acté como a "mocinha" da história.é dramalhão daqueles dela "enrubescer,coração disparar e  desmaiar,",fora a paixão à primeira vista(sim,ela não sabe mas o galã é o imperador)misturado com o enredo histórico - decadência do Império,cristianismo se propagando e toda aquela atmosfera que o Dumas cria em seus romances.
A  nota introdutória deste diz que serviu de inspiração para o autor do livro Quo Vadis?(que eu já li,também em francês) e quem conhece o enredo - tem o filme da década de 50,com a Deborah Kerr - vai ver que é a mesma vibe.
Antiquado?Pode ser,mas uma leitura rápida,fluente,gostosa - neste,que pode não ser uma obra-prima,mas onde ele acertou bem a mão quase no texto inteiro(o fim é meio fuénm)diferente do anterior(Les Compagnos de Jehu)  que eu li entre o fim do ano passado e o começo deste ano,que não tem nada de bom.
É,eu gosto de coisas muito diferentes  e vou lendo um pouquinho de tudo.Preciso agora  "atacar" algum autor mais recente - se não for fisgada por outro historique,vamos ver.


PS: não teve jeito,já emendei com o título seguinte,Pauline,fazer o quê?!?Rssssss