quinta-feira, 12 de fevereiro de 2026

George Eliot e Liv Strömquist

 



E continuo eu a ler de diferentes maneiras,o como as mulheres são retratadas.
No Adam Bede temos desde a megera velha e pobre,a dama distinta e bela,a limpa e honesta fazendeira,a bela e sofrida pregadora,a coquete,as "moças" solteiras,a moça rejeitada mas que é um "partido" - isto porque mal  comecei o livro,quero ver no desenvolvimento o que será delas todas.Mais um amplo espectro dentro da realidade de uma localidade no campo inglês dos fins do séculoXVIII.Gosto de perceber as estratégias de sobrevivência destas mulheres neste microcosmo,mas que dá pra relacionar sempre com o agora,já que o caráter patriarcal permanece,apesar das transformações.
Já no A rosa mais vermelha desabrocha o amor ou a falta dele como características dos relacionamentos em tempos de capitalismo tardio é um beleza de leitura à luz de filosofia e sociologia, também psicanálise,sobre como as pessoas se "consomem" e não se relacionam plenamente(o exemplo que dá a partida  é a série ininterrupta de namoros com modelos e o Leonardo de Caprio,que se repetem e parecem sempre a mesma coisa e não um "amor verdadeiro"),dos critérios que se alteraram entre o feminino e o masculino,o que queriam o que passaram a querer,como funciona este mercado onde as pessoas são vistas a partir de segmentos(tipo num site de relacionamentos para montanhistas hétero,ou em outro,para pessoas de meia idade não fumantes,e por aí vai) e tipagens.Tudo isso e mais num quadrinho que ,este sim,foi cinco estrelas e vale a fama que tem.Recomendadíssimo.


PS:e eu descobri que tenho mais dois livros da George Eliot no acervo,tão cedo eu não largo dela.Tô adorando!!!!Escrita deliciosa.

terça-feira, 10 de fevereiro de 2026

Adam Bede,George Eliot




Enfim,terminei o Daniel Deronda.Deu tudo certo ,até a inclusão do judaísmo,só que a protagonista acabou não tendo um final feliz,só correto.Certo que a autora coloca o padrão moral a ser atingido lá na estratosfera -no Middlemarch  também  foi assim,mas além "do merecido",todos terminaram muito bem - com exceção dos mortos adequadamente eliminados pra não atrapalhar mais(aqui foi só um marido mal escolhido que finou) ,talvez a moçoila depois do sofrimento por que passou merecesse um pouquinho mais.Mas é um livrão,prende e a leitura vai embora.
Atacarei agora o Adam Bede,da mesma autora,mas primeiro preciso desencralacá-lo de onde este preso na estante,suportando junto com outros,o peso da prateleira quebrada acima,coisa de quem tem muito livro.
E no  intervalo peguei este A origem do mundo,não foi tudo isso que tanto falaram,mas andou mais uma das Hqs da fila.
 

sexta-feira, 6 de fevereiro de 2026

Soppy,Philippa Rice

 



Ando muito envolvida pelo Daniel Deronda;acontece neste segundo livro que leio da George Eliot o mesmo que aconteceu com o Middlemarch:o enredo vai pegando a gente aos poucos e segura numa leitura fluida e muito boa.Não tem "heróis",todo mundo tem seu lado imperfeito,inclusive os protagonistas(como no Middlemarch).Ela vai descrevendo o pensamento deles e a gente fica esperando pra ver onde vão parar.Também é um livro longo(um pouco menor que o Middlemarch),mas a leitura anda.No anteriror ela fechou todos os núcleos muito bem,sem plot twists radicais mas com coerência(sem reviravoltas rocambolescas e fins precipitados).As mulheres são mostradas  dentro daquela estrutura de classe do século XIX na Inglaterra,mas o que acontece além das estratégias para os casamentos ou apesar delas foge um pouco daquela caricatura de "romance romântico".Não tem aquele maniqueísmo de vilão e mocinho.Todo mundo é um pouco difícil.Tem também o foco no judaísmo,mas até onde eu li,ainda não se desenvolveu bem.Como o Deronda é filho natural(não se sabe de quem,tem-se apenas uma ideia) talvez esta religião seja a de sua origem,Não sei,pode ser.


Mas nos intervalos,peguei outro quadrinho.Este Soppy é sobre um bom relacionamento estável,com um casal jovem.Bonitinho.

terça-feira, 3 de fevereiro de 2026

Corpo público/Nos olhos de quem vê





Dois quadrinhos atuais,feministas,libertários,sobre o como a sociedade patriarcal se apropria do corpo feminino com padrões inatingíveis e irreais.O Corpo Público é de autora alemã.Nos olhos de quem vê é nacional.

 

sexta-feira, 30 de janeiro de 2026

Daniel Deronda,George Eliot






Fim de mês e fim de livro.Que livro!Se o Thackeray me agradou o que dizer deste Middlemarch?!?!Demorei mas consegui e valeu muito à pena e corresponde completamente à fama do livro.
Vou continuar com a George Eliot,agora com este Daniel Deronda,seu último livro,veremos.

E li um quadrinho brasileiro.bem mais ou menos,com apenas algumas tiras um pouco mais interessantes. 

 

sábado, 17 de janeiro de 2026

Middlemarch,George Eliot





Que fim bem amarrado teve a Feira das Vaidades!Aliás,o romance todo é uma construção muito bem feita,tanto do enredo quanto dos personagens,5 estrelas inegáveis.
Não quero sair deste "mundo inglês",vou pegar outro calhamaço que me espera há tempos,Middlemarch- sobre a vida provinciana.Veremos.

 

sexta-feira, 16 de janeiro de 2026

Feira das vaidades:um estudo sobre ser mulher

 




O que dizer do Feira das Vaidades?É um livraço!Ainda não terminei ,mas é uma leitura fluida,ágil(mérito da tradução) e o calhamaço fica até mais leve,tanta a vontade de continuar lendo.Um folhetim muito bem arquitetado que vai se montando num plano amplo,um estudo do que era ser mulher na era pré vitoriana.Tem as ladys,as damas,as apenas "mulheres" ,as paupérrimas trabalhadoras,e as desclassificadas.Como era ser uma mulher pobre sem vínculos familiares numa sociedade extremamente estratificada?Como estabelecer "contatos" fora de sua "classe"sem decair ainda mais?Como sobreviver à falência,sendo nobre ou apenas rico?Como ser pobre?Como ser solteira quando a maioria das mulheres é conhecida pelo sobrenome do marido e da família dele?Como viver espremida pelas regras da família para se colocar na sociedade? É,é bem atual,apesar de tudo.Neste panorama dá pra ver o que foi conseguido em matéria de direitos,mas também o que permanece ainda hoje confinando as mulheres ao "feminino" que a sociedade quer.Não tem dúvida do porquê é um clássico até hoje e a edição está muito boa,com notas da tradução  e dos editores.Quero só ver como termina,muita expectativa.


quarta-feira, 7 de janeiro de 2026

Feira das vaidades,William Mackpeace Thackeray




O que dizer do Livro dos Esnobes escrito por um deles ?!?Um retrato ácido das classes médias.Elitista?Talvez.Mas acho que não houve tanta mudança assim em quem  quer se fazer de endinheirado pra se aproximar de quem realmente o é.
Daí pra pegar esta Feira das Vaidades acho que é direto,nem precisa pensar muito.Quero ver agora com um enredo ao invés de artigos de jornais como o autor apresentará seus personagens,se vai ter a mesma verve.


 

Mais quadrinhos:





Três quadrinhos superhuberhiper:
Laerte,MSP e Jordi .Só digo:leiam!

 

domingo, 4 de janeiro de 2026

O livro dos esnobes,Thackeray



Os livros do Graham Greene tinham em seus protagonistas pessoas de meia idade,assim como eu.Daí,muitos pensamentos sobre a vida que se conseguiu e o que se  tem,ou não,pela frente.Não sei se lidos na juventude teriam o mesmo efeito,fica o aviso.
Agora,peguei mais um da pilha,outro inglês,acho que vou pesquisar porque não sei nada sobre ele,veremos.