Inacreditável,impensável(esta palavra existe?),surreal,mas ...permanece.A criatura berrando,enlouquecendo as redondezas, pessoas enraivecidas xingando ; outras,que estavam com dó,dando apoio ao maluco(uma se ofereceu para levá-lo à polícia pra me denunciar?!?) - conversando com uma criatura completamente desvairada - agora começam a perceber que ampararam um animal,que não para!
Comigo,ninguém fala nada!Não perguntam,nada.
Lembram que repeti n vezes pelos meus textos que ser mulher,sozinha,sem ser coitadinha(ou se fazer de),sem "situação social"(mãe,esposa,quetais) é pior que ter lepra,assusta quem vive de um jeito "normal"?Pois é,saí da periferia mas a mentalidade não mudou,ou melhor,mudou no sentido de não ser atacada também pelas pessoas daqui,ufa!Só faltava!Mas o medo,o receio,sei lá do quê,existe.Preconceito do quê cara pálida:uma mulher não pode escolher viver só?!?
A piada é escutar os "debates" noturnos pelas janelas(meu ap é do meio do prédio para a frente da rua,a barraqueira é nos fundos,para quem se dá ao trabalho de bater papo com pirado),os bonzinhos pedindo "pára com isso","meu deus,coitado"(!!!!!) e por aí.Quando alguém diz que vai chamar a polícia outro grita que não,ele "está louco",não é por aí.
Escrevi um bilhete para meus vizinhos - pais da garotinha que me certificou com suas falas que não tinha alucinações,a situação existia -pq o rapaz está síndico até março,informando o que passei durante o tempo que fiquei em Ferraz,o que acontecia por lá,da reação dos PMs quando os chamei assim que escutei os primeiros berros e.....nada de resposta!Ignoraram solenemente.Detalhe:a mocinha é daquelas profissional-e- mãe-de-família que quando está em casa quer mais é esfregar chão que falar com a filha que fica chamando mamãe-mamãe,e recebe broncas.Isto é normal?!?
A vítima sou eu ,mas quem recebe as "atenções" é a criatura do mal!!!!!!
De bom nisto tudo?Alguns músicos daqui e dos outros prédios tocam e eu amo!Violino,guitarra,violão.Não juntos,agora é o da guitarra quem "limpa" o ambiente com música.Pena que a "causa" dos consertos seja o que é.Eu,boa sobrevivente de tudo que sou,aproveito.Música é vida,aquece a alma,a minha agradece.
sábado, 23 de novembro de 2013
quarta-feira, 13 de novembro de 2013
está mais ou menos assim:
Dependendo do médico em que você passa,do que ele acredita,da vivência profissional ou falta dela - ou das restrições que ela provoca-a sua "normalidade" passa a ser encarada de outro jeito.Pior,se acontecessem na sua vida coisas surreais como na minha,a visão que tem é muito pouco lisonjeira e te deixa duvidando de você mesma.
Explico:desde 2007 preciso de tratamento psiquiátrico e ,à exceção de um clínico geral geriatra que me atendia em Ferraz e que diagnosticou minha depressão como severa e crônica,me explicou a química do cérebro, os picos de ansiedade, como a timidez/fobia social agia,identificou a crise de pânico que tudo isso provocou naquele momento,os "fatores desencadeantes" e do processo todo que acontece até que a doença se instale,os outros focam no que veem e você pode morrer de explicar o que sente ,as situações que te levam ao desespero que,a não ser que se arraste pelo chão,chore,esteja em surto(já passei por isso),acham que você "está bem" por conseguir apenas não apresentar o quadro "pirada".Eu,já chorei muito,agora,quando sai é porque estou nas últimas.Tenho uma grande capacidade de resistência à dor física que o reumatismo formatou,consigo me expressar claramente,rio muito apesar de tudo e mesmo não sendo uma criatura produzida,sou arrumadinha.Normal?Na medida do meu possível,onde sair de casa para trabalhar é um esforço olímpico ,calcula qualquer coisa a mais.
Bem,e se disser pra vocês que o que tem me tirado a paz e a alegria que foi momentânea logo após a mudança em agosto,depois de tanto custo para conseguí-la,é continuar a escutar o vizinho,este sim louco, que me perseguia em Ferraz?Lembra,contei aqui o que passei nos quatro anos e meio que fiquei por lá, depois da crise que me fez sair do ap onde morava desde 1999.
De agosto para setembro,quando recomecei a escutar o escândalo achei que realmente tinha perdido a razão de vez,porque perguntando para o porteiro pelo interfone escutei que"não,não tem nínguém gritando",numa outra noite,chamei a polícia e o policial repetiu quase a mesma frase,acrescentando que certamente era "alucinação",que ninguém teria me seguido e nem estaria nas redondezas(coisa que a psiq repetiu quando relatei a coisa pra ela,me receitando exatamente um antipsicótico que tomei,fazer o quê,tratamento é tratamento).
Mas a coisa continuou,continua e agora com direito a pessoas que conversam com a criatura e ele já contou que veio de Ferraz,muitos tem dó outros o xingam e tem sido assim,direto - ele do lugar aonde se muquifou ou recebeu acolhida(há dois canteiros de obra nas ruas ao lado e atrás do prédio e um prédio fechado com um terreno que dá exatamente nos fundos do meu prédio) e as pessoas pelas janelas.Mas.....consegui tirar a dúvida!O ap ao lado do meu recebeu uma família jovem,casalzinho com um menininha de três anos que...repetiu um dia o que a criatura gritava e perguntou inocentemente para mãe se ele ia me matar mesmo!É.Depois disso,registrei um boletim de ocorrência pela internet ,pra ter alguma proteção,algum consolo.
Ninguém até agora veio à mim perguntar,nem nada,o que achei bem estranho,mas,enfim,mal completei três meses lá,passo o dia fora(quando consigo sair) e a situação é completamente anormal,surreal,quase irreal se...não acontecesse.
Não sei mais o que fazer.
Explico:desde 2007 preciso de tratamento psiquiátrico e ,à exceção de um clínico geral geriatra que me atendia em Ferraz e que diagnosticou minha depressão como severa e crônica,me explicou a química do cérebro, os picos de ansiedade, como a timidez/fobia social agia,identificou a crise de pânico que tudo isso provocou naquele momento,os "fatores desencadeantes" e do processo todo que acontece até que a doença se instale,os outros focam no que veem e você pode morrer de explicar o que sente ,as situações que te levam ao desespero que,a não ser que se arraste pelo chão,chore,esteja em surto(já passei por isso),acham que você "está bem" por conseguir apenas não apresentar o quadro "pirada".Eu,já chorei muito,agora,quando sai é porque estou nas últimas.Tenho uma grande capacidade de resistência à dor física que o reumatismo formatou,consigo me expressar claramente,rio muito apesar de tudo e mesmo não sendo uma criatura produzida,sou arrumadinha.Normal?Na medida do meu possível,onde sair de casa para trabalhar é um esforço olímpico ,calcula qualquer coisa a mais.
Bem,e se disser pra vocês que o que tem me tirado a paz e a alegria que foi momentânea logo após a mudança em agosto,depois de tanto custo para conseguí-la,é continuar a escutar o vizinho,este sim louco, que me perseguia em Ferraz?Lembra,contei aqui o que passei nos quatro anos e meio que fiquei por lá, depois da crise que me fez sair do ap onde morava desde 1999.
De agosto para setembro,quando recomecei a escutar o escândalo achei que realmente tinha perdido a razão de vez,porque perguntando para o porteiro pelo interfone escutei que"não,não tem nínguém gritando",numa outra noite,chamei a polícia e o policial repetiu quase a mesma frase,acrescentando que certamente era "alucinação",que ninguém teria me seguido e nem estaria nas redondezas(coisa que a psiq repetiu quando relatei a coisa pra ela,me receitando exatamente um antipsicótico que tomei,fazer o quê,tratamento é tratamento).
Mas a coisa continuou,continua e agora com direito a pessoas que conversam com a criatura e ele já contou que veio de Ferraz,muitos tem dó outros o xingam e tem sido assim,direto - ele do lugar aonde se muquifou ou recebeu acolhida(há dois canteiros de obra nas ruas ao lado e atrás do prédio e um prédio fechado com um terreno que dá exatamente nos fundos do meu prédio) e as pessoas pelas janelas.Mas.....consegui tirar a dúvida!O ap ao lado do meu recebeu uma família jovem,casalzinho com um menininha de três anos que...repetiu um dia o que a criatura gritava e perguntou inocentemente para mãe se ele ia me matar mesmo!É.Depois disso,registrei um boletim de ocorrência pela internet ,pra ter alguma proteção,algum consolo.
Ninguém até agora veio à mim perguntar,nem nada,o que achei bem estranho,mas,enfim,mal completei três meses lá,passo o dia fora(quando consigo sair) e a situação é completamente anormal,surreal,quase irreal se...não acontecesse.
Não sei mais o que fazer.
quinta-feira, 7 de novembro de 2013
Como "viver sem tempos mortos"?
Sábado assisti à uma entrevista da Fernanda Montenegro(no Canal Brasil) e como sempre fiquei encantada com o que disse.84 anos ,caminhando para os 85,com muitos trabalhos engatilhados(filmes estreando,projetos no teatro e na TV) e muito lúcida,inteligente,colocou muito bem seus sentimentos em relação à passagem do tempo,às grandes perdas de pessoas que a acompanhavam desde sempre,marido,grandes amigos,companheiros de vida e de profissão.Disse sentir a perda de uma "memória coletiva",além da convivência ,mas que mesmo assim "a vida continua".Lógico que me identifiquei total,porque além de ter a mesma percepção/sentimentos em relação às perdas ela colocou muito bem o que se passa com a maioria de nós que,enquanto jovens "fazemos",não temos a reflexão,as preocupações e com o tempo é que começamos as encucações(palavras minhas),as "travas".Ela manteve-se em atividade,um cotidiano criativo,intenso na medida do possível.feliz na medida do possível.Caminhando.Que força,que pessoa!Lição de saber viver e de superação constante.Chegarei lá?!?
De quando fez o monólogo sobre a Simone de Beuvoir guardei uma frase:"“Sou de uma geração que se pronunciava e ia às ruas para pensar e sentir. Devemos refletir sobre o nosso cotidiano cada vez mais saturado de esperanças não realizadas, pela desinteligência e, infelizmente, pela brutalidade. "
Fiquei com saudade da minha geração,jovem no meio dos anos 80,adultecendo enquanto o país se libertava da ditadura,a campanha pelas Diretas Já,as grandes discussões comportamentais,a cultura,o rock, um "momento" maravilhoso que ,como tudo, foi engolido pela passagem do tempo e me pergunto onde encontrar "diálogo" como tive,pessoas como as que encontrei.Difícil né,ela mesma deixou o "recado".Mais ainda porque o estado atual da sociedade,das pessoas pós o massacre cultural dos anos 2000,medo!
E como não há o que fazer a não ser viver,que seja, da melhor maneira que conseguir.
De quando fez o monólogo sobre a Simone de Beuvoir guardei uma frase:"“Sou de uma geração que se pronunciava e ia às ruas para pensar e sentir. Devemos refletir sobre o nosso cotidiano cada vez mais saturado de esperanças não realizadas, pela desinteligência e, infelizmente, pela brutalidade. "
Fiquei com saudade da minha geração,jovem no meio dos anos 80,adultecendo enquanto o país se libertava da ditadura,a campanha pelas Diretas Já,as grandes discussões comportamentais,a cultura,o rock, um "momento" maravilhoso que ,como tudo, foi engolido pela passagem do tempo e me pergunto onde encontrar "diálogo" como tive,pessoas como as que encontrei.Difícil né,ela mesma deixou o "recado".Mais ainda porque o estado atual da sociedade,das pessoas pós o massacre cultural dos anos 2000,medo!
E como não há o que fazer a não ser viver,que seja, da melhor maneira que conseguir.
segunda-feira, 4 de novembro de 2013
3 anos
Sei que foi entre a última semana de outubro e começo de novembro de 2010 que iniciei o blog,contando dos meus percalços com a depressãostresssídromedopânicotranstornodeansiedade,do fato de ter tido que deixar a sala de aula,meu "lugar no mundo" até então e do quanto foi duro ter que virar burocrata,ou quase.Também do tricô como alternativa de terapia,ocupando a cabeça e as mãos,aprendendo um monte de coisas apesar de não ter feito ainda nada de muito trabalhoso e das descobertas/problemas de ser mulher,estar na meia idade;das coisas deste mundo que me espantam ou das que me encantam;dos livros que desde sempre me acompanham e me enchem a alma.Não sigo regras,meu blog é meu cantinho e como estou "em casa",é bem à vontade,sem regras.Sou repetitiva?Sim,até eu me canso de mim muitas vezes.Gostaria de mais interlocutores,mas me parece que as pessoas tem medo de discordar ou de questionar,querem falar com quem já conhecem ou com quem tem os mesmos gostos.Não sou assim,entro em mil páginas,falo do que e como quero,sou sem noção?!Talvez.Mas o sentido do movimento é percorrer o caminho,ampliar os horizontes,acrescentar e ir em frente.
Três aninhos,primeira infância.........
quarta-feira, 30 de outubro de 2013
Keep calm...e leve a vida
Sei que a expressão tem sido usada demais,mas é uma das muitas coisas que a segunda Grande Guerra deixou e que permanece:em tempos de dificuldade,dureza,impossibilidade,vá em frente.
O "keep calm" fez parte do esforço de guerra inglês e se eles que foram bombardeados cotidianamente,sofreram(como toda a Europa) um racionamento duríssimo até a metade dos anos 50 do séc passado,tiveram perdas humanas terríveis,se levantaram,bora seguir o exemplo.
Nunca nada foi fácil pra ninguém(vide os Eike Batista e Abílio Diniz pra não ficar só nos ferrados de sempre) e quando não são dificuldades materiais é a existência mesmo que parece pesar.então,levar o barco,a coisa precisa andar!
O real sentido da coisa!Ir adiante,mesmo que seja sobre escombros e um entregador de leite trabalhando,da mesma forma que os bombeiros logo atrás,mostra o que é saber ir em frente
E esta alegria toda por receber sapatos!Mesmo que o resto todo esteja precário,era o mais esperado naquele momento.
Sim,na "dúvida"(incerteza,desconsolo,irritabilidade,etc):tricote!
Não resolve os problemas,mas ajuda.
O "keep calm" fez parte do esforço de guerra inglês e se eles que foram bombardeados cotidianamente,sofreram(como toda a Europa) um racionamento duríssimo até a metade dos anos 50 do séc passado,tiveram perdas humanas terríveis,se levantaram,bora seguir o exemplo.
Nunca nada foi fácil pra ninguém(vide os Eike Batista e Abílio Diniz pra não ficar só nos ferrados de sempre) e quando não são dificuldades materiais é a existência mesmo que parece pesar.então,levar o barco,a coisa precisa andar!
O real sentido da coisa!Ir adiante,mesmo que seja sobre escombros e um entregador de leite trabalhando,da mesma forma que os bombeiros logo atrás,mostra o que é saber ir em frente
E esta alegria toda por receber sapatos!Mesmo que o resto todo esteja precário,era o mais esperado naquele momento.
Sim,na "dúvida"(incerteza,desconsolo,irritabilidade,etc):tricote!
Não resolve os problemas,mas ajuda.
quinta-feira, 24 de outubro de 2013
Oops!E por quê não?!?
Fiquei com uma pulguinha atrás da orelha quando me percebi falando um "não" enfático sobre como uso os fios,não deixar sobras.Ué,por quê?
ALGUMA COMPULSÃO DESPERCEBIDA?!?Ai senhor,xô neurose!!!!
Não preciso apostar corrida comigo,não tenho que "superar" números/metas seja lá o quê for.O tricô foi uma forma de mexer com as mãos e mudar o jeito de usá-las - depois que tiver que sair da sala de aula,anos atrás, fiquei afastada em licença médica e decidi ocupar o tempo criativamente,ampliar,não restringir e fazer automaticamente,na-nani-nanão!
Sorte que percebi a tempo!Se em tudo eu conseguisse "pegar" os problemas assim,ufa,seria um alívio.
Dei uma respirada e já fiz mais uns gorros,deixando sim os restinhos pra depois.Não apareceu nenhuma idéia ainda,sei que vou usá-los,mas sem pressa,sem neura.Engraçado querer "zerar "os novelos abertos como se fosse a panaceia da humanidade,nada é,o que será que estava escondido atrás desta atitude?!?!Mistérios de uma mente bagunçada,mas ainda consciente destas "fugas" .
Não sei se descobrirei o que estava por trás disso,mas ao menos,percebi esta "coisa" e já cortei.
Não vou alimentar estes comportamentos que me incomodam nos outros o do "só faço assim","não consigo de outro jeito","sou assim".Estou/estamos em construção,movimento,cristalizar,paralisar,de jeito nenhum!
segunda-feira, 14 de outubro de 2013
Tenho estoque,mas não sobras...
Porque vou fazendo quadrados,toucas,sapatinhos e não fico com aqueles montinhos de sobras de fios,vou usando os que abro(não perguntem,já disse,tem cor que "chama" ) e usando,sem planos nem esquemas.Os resultados?Bom,depende,agora,gostei mais dos gorros - não tive inspiração na montagem para a manta que,por isso mesmo,ainda não terminei.
Consegui não usar vermelho,nem amarelo,nem marrom ,mas ficou chocha.....
Gorro tropical,receita da Marta Filomena das Tricoteiras Solidárias e os sapatinhos de sempre(Tentando Tricotar),resto de sei lá qual fio,um tiquinho de nada que rendeu porque era uma pacote de 5 novelos,fui usando....
Que falta que o vermelho faz!Comecei com os gorros,fazia um,depois um quadrado....
...e neles misturei o que tinha e gostei do resultado(receitas de sempre,Gorro Sanfonado e o de agulhas retas do Mademoiselle et le tricot)e acho que misturei as receitas também!Nunca consigo fazer "do mesmo jeito",nem que tente.Experimentação tricotística,adoro!Bom que este "lote" termina logo,quero voltar às cores fortes,prefiro.
Consegui não usar vermelho,nem amarelo,nem marrom ,mas ficou chocha.....
Gorro tropical,receita da Marta Filomena das Tricoteiras Solidárias e os sapatinhos de sempre(Tentando Tricotar),resto de sei lá qual fio,um tiquinho de nada que rendeu porque era uma pacote de 5 novelos,fui usando....
Que falta que o vermelho faz!Comecei com os gorros,fazia um,depois um quadrado....
...e neles misturei o que tinha e gostei do resultado(receitas de sempre,Gorro Sanfonado e o de agulhas retas do Mademoiselle et le tricot)e acho que misturei as receitas também!Nunca consigo fazer "do mesmo jeito",nem que tente.Experimentação tricotística,adoro!Bom que este "lote" termina logo,quero voltar às cores fortes,prefiro.
sábado, 12 de outubro de 2013
o tempo.os tempos.....limites
O tempo não é apenas a contagem de horas,dias,é a transformação, a passagem de fases dentro da nossa existência.
Das épocas em que a natureza comandava sua contagem,o clima,as estações,regravam as atividades;todo o cotidiano se pautava em alguma necessidade específica do momento,nem a mais,nem a menos. Épocas de plantar,colher,fazer determinados consertos,aproveitando os materiais disponibilizados ;tecer;cozinhar com os ingredientes possíveis;armazenar ou não.Fazia-se o que era necessário ,sem atropelos.
Na nossa atualidade são os "horários" que marcam o correr do dia;muitas pessoas acham que enchendo o dia com mil atividades estão "aproveitando" melhor o tempo.E é comum ver gente,por exemplo,que mal encosta numa fila se exasperar,dizendo da perda de tempo que acontece,etc.Ué,quem disse que precisava estar ali naquele momento?O que o obrigou?O que faria com estes minutos,os encheria com mais alguma atividade?Está "usando" aquele intervalo,mas não percebe.
Eu preciso de paradas,de sossego,o famoso ócio ,nem tão criativo assim.Fazer o que consigo,como posso e sem neurose de "produtividade".Consigo ficar quieta,parada,sossegada,sem necessidade de falar durante longos períodos - isto assusta e incomoda(já postei sobre o "silêncio" e o "ruído" ao redor que ele destaca).E consigo "fazer nada" em grande estilo!Porque minha alma fica bem com sossego,quando penso,leio,escuto música,tricoto,pesquiso.
Meu corpo me incomoda quando me movo demais,quando não páro,me obrigo exatamente às "obrigações". E é quando chego neste limites entre o que me satisfaz,me enche o coração e o resto, que me sinto mal,.muito mal.
Meu corpo reclama demais - estou com os pés inchados praticamente desde que mudei,com o vai e volta atravessando a cidade,sem o período "sossegada".Sinto a pressão interna,e tenho que diminuir o que para muitos pode parecer muito pouco,mas que é meu "teto" de ação.
Fica difícil perto de tanta gente "ocupada" ou que se obriga a estar assim dizer o quanto preciso de descanso,de quietude,de ficar comigo,simplesmente,sem necessidade de mais nada,mas sou de outros tempos,minha alma é antiga,não sou 'atual" e sinto a distância com quem se deixa levar pelo movimento que vem de fora.alguma coisa aqui dentro me chama para longe de tudo isto,e não tenho,sinceramente,vontade de "estar mais" no mundo.
Não sei se é só comigo,se é da "idade"(meia) ou o quê,mas meu tempo funciona muito diferente,em outra sintonia.Sou assim,não sei dos outros,mas falar/escrever me ajuda a tentar entender o que se passa.
domingo, 6 de outubro de 2013
eles não deixam a peteca cair!
PEARL JAM!
a música e os músicos,não desistem e sustentam uma esperança
Lightning Bolt, A Short Film by Danny Clinch - Pearl Jam
a música e os músicos,não desistem e sustentam uma esperança
Lightning Bolt, A Short Film by Danny Clinch - Pearl Jam
sábado, 5 de outubro de 2013
Equilíbrio.....
....é preciso e necessário,difícil de conseguir e sempre que se alcança algo,muito se perde pelo caminho.assim são as coisas.Não é novidade para ninguém,mas tem hora que dá mais é vontade de jogar tudo para o alto.É quando mais precisamos do dito cujo,que foge......
Este Ioda (que paciência e arte neste origami!),me lembrou "que os caminhos da Força" são insondáveis e não se pode deixar o "lado negro" crescer.
Que ela esteja conosco,sempre!
Este Ioda (que paciência e arte neste origami!),me lembrou "que os caminhos da Força" são insondáveis e não se pode deixar o "lado negro" crescer.
Que ela esteja conosco,sempre!
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