terça-feira, 17 de fevereiro de 2026

O moinho à beira do rio Floss - George Eliot



O Silas Marner deu quentinho no coração!Livro amorzinho,parece uma parábola daquelas que o cara se ferra a vida inteira,tem diversos percalços até chegar num momento ótimo da vida,quando algo vem abalar,mas apesar de tudo,ele é totalmente recompensado ao final - esta é uma leitura,pode ter outras.Só sei que,mais uma vez,George Eliot entregou muito,tanto que sigo com ela,agora neste Moinho à beira do rio Floss,veremos.

 

domingo, 15 de fevereiro de 2026

Silas Marner o tecelão de Raveloe - George Eliot



Quanto sofrimento no Adam Bede!!!Além do mundo do trabalho num vilarejo rural e da religião,uns destinos destroçados(punidos?)e o fim consertando o possível, muita coisa aconteceu nesse microcosmo.Gostei muito.
Agora,indo mais fundo no mundo do trabalho,no interior da Inglaterra, quero ver o que acontecerá com este Silas Marne,veremos.

 

quinta-feira, 12 de fevereiro de 2026

George Eliot e Liv Strömquist

 



E continuo eu a ler de diferentes maneiras,o como as mulheres são retratadas.
No Adam Bede temos desde a megera velha e pobre,a dama distinta e bela,a limpa e honesta fazendeira,a bela e sofrida pregadora,a coquete,as "moças" solteiras,a moça rejeitada mas que é um "partido" - isto porque mal  comecei o livro,quero ver no desenvolvimento o que será delas todas.Mais um amplo espectro dentro da realidade de uma localidade no campo inglês dos fins do séculoXVIII.Gosto de perceber as estratégias de sobrevivência destas mulheres neste microcosmo,mas que dá pra relacionar sempre com o agora,já que o caráter patriarcal permanece,apesar das transformações.
Já no A rosa mais vermelha desabrocha o amor ou a falta dele como características dos relacionamentos em tempos de capitalismo tardio é um beleza de leitura à luz de filosofia e sociologia, também psicanálise,sobre como as pessoas se "consomem" e não se relacionam plenamente(o exemplo que dá a partida  é a série ininterrupta de namoros com modelos e o Leonardo de Caprio,que se repetem e parecem sempre a mesma coisa e não um "amor verdadeiro"),dos critérios que se alteraram entre o feminino e o masculino,o que queriam o que passaram a querer,como funciona este mercado onde as pessoas são vistas a partir de segmentos(tipo num site de relacionamentos para montanhistas hétero,ou em outro,para pessoas de meia idade não fumantes,e por aí vai) e tipagens.Tudo isso e mais num quadrinho que ,este sim,foi cinco estrelas e vale a fama que tem.Recomendadíssimo.


PS:e eu descobri que tenho mais dois livros da George Eliot no acervo,tão cedo eu não largo dela.Tô adorando!!!!Escrita deliciosa.

terça-feira, 10 de fevereiro de 2026

Adam Bede,George Eliot




Enfim,terminei o Daniel Deronda.Deu tudo certo ,até a inclusão do judaísmo,só que a protagonista acabou não tendo um final feliz,só correto.Certo que a autora coloca o padrão moral a ser atingido lá na estratosfera -no Middlemarch  também  foi assim,mas além "do merecido",todos terminaram muito bem - com exceção dos mortos adequadamente eliminados pra não atrapalhar mais(aqui foi só um marido mal escolhido que finou) ,talvez a moçoila depois do sofrimento por que passou merecesse um pouquinho mais.Mas é um livrão,prende e a leitura vai embora.
Atacarei agora o Adam Bede,da mesma autora,mas primeiro preciso desencralacá-lo de onde este preso na estante,suportando junto com outros,o peso da prateleira quebrada acima,coisa de quem tem muito livro.
E no  intervalo peguei este A origem do mundo,não foi tudo isso que tanto falaram,mas andou mais uma das Hqs da fila.
 

sexta-feira, 6 de fevereiro de 2026

Soppy,Philippa Rice

 



Ando muito envolvida pelo Daniel Deronda;acontece neste segundo livro que leio da George Eliot o mesmo que aconteceu com o Middlemarch:o enredo vai pegando a gente aos poucos e segura numa leitura fluida e muito boa.Não tem "heróis",todo mundo tem seu lado imperfeito,inclusive os protagonistas(como no Middlemarch).Ela vai descrevendo o pensamento deles e a gente fica esperando pra ver onde vão parar.Também é um livro longo(um pouco menor que o Middlemarch),mas a leitura anda.No anteriror ela fechou todos os núcleos muito bem,sem plot twists radicais mas com coerência(sem reviravoltas rocambolescas e fins precipitados).As mulheres são mostradas  dentro daquela estrutura de classe do século XIX na Inglaterra,mas o que acontece além das estratégias para os casamentos ou apesar delas foge um pouco daquela caricatura de "romance romântico".Não tem aquele maniqueísmo de vilão e mocinho.Todo mundo é um pouco difícil.Tem também o foco no judaísmo,mas até onde eu li,ainda não se desenvolveu bem.Como o Deronda é filho natural(não se sabe de quem,tem-se apenas uma ideia) talvez esta religião seja a de sua origem,Não sei,pode ser.


Mas nos intervalos,peguei outro quadrinho.Este Soppy é sobre um bom relacionamento estável,com um casal jovem.Bonitinho.

terça-feira, 3 de fevereiro de 2026

Corpo público/Nos olhos de quem vê





Dois quadrinhos atuais,feministas,libertários,sobre o como a sociedade patriarcal se apropria do corpo feminino com padrões inatingíveis e irreais.O Corpo Público é de autora alemã.Nos olhos de quem vê é nacional.